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O Início da Fantasia – Final Fantasy III

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Prepare-se, pois lá vem batalhas aleatórias contra monstros, em 8 bits!!!

Seguindo a linha de matérias sobre a franquia Final Fantasy, desta vez o foco é o ultimo titulo lançado para o NES, Final Fantasy III, que foi lançado recentemente para o Nintendo DS. Provavelmente muitas pessoas pensarão que já jogaram este jogo, porem friso que estou levando em conta a contagem original japonesa, logo este não é o Final Fantasy VI do Super Nintendo, certo?!

Final Fantasy III foi lançado em abril de 1990 somente no Japão, num período bem conturbado, já que no começo da década de 90, o Super Nintendo estava chegando com tudo, logo não sendo lançado no ocidente por enquanto. E novamente o trio Hironobu Sakaguchi, Yoshitaka Amano e Nobuo Uematsu faz parte desta empreitada.

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"Seu chifrudo!"

Começamos o jogo, e vimos que podemos nomear seus personagens, assim como o primeiro jogo, e começamos controlando 4 Onion Knights que estão indo explorar a caverna perto do vilarejo de Ur, que surgiu depois de um tremor de terra. Explorando a caverna, se deparam com o Cristal do Vento, que concede parte do seu poder aos jovens e explica que eles tem a missão de restaurar o equilíbrio do mundo. Vendo que eles são peças importantes para esta missão, eles informam o chefe do vilarejo sobre o ocorrido e decidem seguir a sua jornada.

"Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou..."

"Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou..."

Quando o cristal cedeu os seus poderes aos jovens, eles ganharam a habilidade de trocar de classes. Enquanto no FFI você escolhia previamente as classes, e no FFII elas estavam enraizadas os personagens, você ia ganhando as classes no decorrer do jogo e podia trocar de classe, aproveitando cada uma de suas habilidades. Alem das classes mais comuns, como Warrior, Thief, Black Mages, White Mage e outras, temos a adição de Conjurer e Summoner, capaz de invocar monstros pela primeira vez na série. Monstros que ficarão conhecidos dos fans, como Shiva, Ramuh, Ifrit, Odin, Leviathan e Bahamuth poderiam ser adquiridos comprando eles nas lojas ou derrotando os mesmos. Também é o primeiro que colocou habilidades especiais, como Steal e Jump de acordo com as suas classes.

Classes iniciais

Classes iniciais

Vendo que o sistema de evolução dos personagens não foi aceito, foi incorporado o sistema de evolução do primeiro jogo. A tela de batalha é a mais limpa das três mostradas no NES, pois temos os dois quadrados abaixo mostrando o nome do inimigo, os atributos dos personagens, e acima deles está a tela de batalha, sem divisórias entre o inimigo e os personagens. No decorrer do jogo, somos apresentados a personagens que irão nos ajudar em algumas missões, mas ao contrário do FFII que o ajudante participar até das batalhas, aqui ele fica acompanhando você no mapa, e é representado no canto inferior direito do menu, como Cid, Desh, Princesa Sarah e outros.

O personagem em questão é o Desh

O personagem em questão é o Desh

Como é tradição apresentar elementos novos nos jogos, somos apresentados aos Moogles, um bichinho branco, com asas vermelhas e um pequeno Pom-Pom em sua cabeça e que fala “Kupo” o tempo todo. No jogo, eles são guarda-costas do sábio Doga. E um outro elemento, que foi introduzido para cadenciar os espaços de itens é o Fat Chocobo. Como o nome sugere, é um chocobo gordo que pode ser chamado nas florestas de Chocobos usando um Carrot (ou Gysahl Green na versão do DS) para guardar os seus itens. Hum, isso me lembra algo.

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Apesar de ser o ultimo jogo do NES, as musicas não deixam a desejar. Novamente começamos o jogo com o tema “The Prelude”, que já é característica da série. Temos uma melhoria no tema dos Chocobos, alem da adição do tema do Fat Chocobo. Mas para mim a melhor mudança foi no tema de batalha, que eu não canso de ouvir, mesmo com as limitações do console. Abaixo links de algumas citações para serem ouvidas da versão para NES, somente algumas pois são muitas musicas e todas são boas:

– “Cristal Cave

– “Battle 1 – Fanfare

– “Opening Theme

– “Eternal Wind

– “The Dungeon

– “Chocobos!

– “Big Chocobo!

– “Let Me Know the Truth

– “The Dark Cristals” – Minha favorita XD!

– “This is the Last Battle

– “The Everlasting Battle

Como bem sabemos, uma versão para o DS foi lançada recentemente, trazendo ao publico este titulo até então desconhecido pro muitos. Entre as mudanças, a mais notória é que os quatro protagonistas agora tem nome e sexo definidos, bem como uma historinha própria. São eles Luneth, Arc, Ingus e Refia (a única mulher). Ao invés de começarem como Onion Kinght, esta classe se tornou uma classe à parte, começando desta vez como Freelancer. Sem contar que o jogo inteiro é em 3D, com musicas remasterizadas, o que tornou o jogo extremamente atrativo aos que nunca viram este episódio da franquia.

Imagens:

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A meu ver, a versão para o NES é a mais equilibrada dos três, já que não é difícil como o primeiro, mas é bem mais amigável do que o segundo, e tem a maior história até agora, com inúmeros personagens com quem interagimos no decorrer da trama. Conversando com Tio Bruno, meu amigo gamer e mais novo colaborador do NoReset, percebi que o fato de não ter disponibilizado a versão de NES para o ocidente deixou mais sombrio este titulo, sendo que existem Roms traduzidas por fans, porem difíceis de serem achadas.

De longe, Final Fantasy III é o meu favorito da geração 8 bits, que se encerra agora. A próxima matéria será desbravando a geração fantástica de 16 bits, com o primeiro titulo da franquia lançado para esta geração, que é Final Fantasy IV. Aguardem qe vem coisa boa pro ai. Ou não, dependem de vocês.

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O Michael achou bom o post

Tirinhas NoReset – Level 8

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wesleypires_profileNossa, como esta semana passou rápido, não é mesmo?! Voltemos com as nossas tirinhas semanais.

Neste fim do mês de Junho, tivemos uma triste noticia, que foi a morte de Michael Jackson, o cara que revolucionou em vários aspectos. Mesmo com as peculiaridades e as polêmicas nos ultimos anos, é fato que ele deixou uma legião de fans por todo o mundo. E claro que ele deixou lições valiosas para todos, como essa:

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Não entendeu? Clique aqui. O Michael parece que gostou da tirinha:

"Heheh, muito boa"

"Heheh, muito boa"

Mas voltemos à programação normal. Esta semana tambem teremos a série sobre clichês dos games. Mas desta vez, o clichê não envolve diretamente os games, mas sempre estão presentes quando o assunto é jogar videogame. São eles, os Pivetinhos de Fliperama:

Tiras - Cliche 6

Ô raça ruim! E só para constar, estou deixando cavanhaque sim. E essa tirinha é pra você, Luiz Paulo. Hahahahahahahaha

HAHAHAHAHAH

HAHAHAHAHAH

O que acharam? Gostaram das tirinhas? Tentarei postar o mais cedo possivel, e por favor comentem e falem o que acharam e dê sugestões de tirinhas. A melhora desta área depende da opinião de vocês. E me acompanhem no Twitter para saberem o andamento das tirinhas: @wesley__pires.

Tirinhas NoReset – Level 6

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wesleypires_profileEita ferro, tivemos vários contratempos, mas estamos de volta!

Antes de tudo, algumas explicações: Na semana passada não houve a tirinha referente ao Dia dos Namorados em virtude da quebra do Scanner que uso, impossibilitando a digitalização do desenho, que já estava feito inclusive. Por isso peço mil desculpas e asseguro que evitarei a todo custo que isso aconteça, e que mantenha a periodicidade desta seção.

Outra coisa, para vocês ficarem sabendo se haverá tirinhas (ou não), me acompanhem no Twitter, que lá eu postarei algumas coisas, enre elas links das matérias minhas postadas e se houver contratempos como o da semana passada. Twitta eu ai: @wesley__pires.

Sem mais delongas, ai está a tirinha que era para ter ido no Dia dos Namorados:

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Mesmo que a data já tenha passado, sempre é dia de valorizar o seu companheiro, por isso todo o dia deve ser dia dos namorados, heheheh.

E como eu cometi o atraso da semana passada, nada mais justo que uma tirinha extra, que eu fiz ontem. Mas não se acostumem com tanta mordomia hein?! De um lado o mais famoso herói mudo, do outro a representação máxima da variação de palavras ditas:

Link e Ronaldo!

…RONALDO!

Ah um ultimo recado: A segunda parte do Omegacast de Ficção Cientifica já saiu, e eu ainda participo dele. Cliquem aqui e confiram.

O Início da Fantasia – Final Fantasy II

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wesleypires_profileOlá fanboys, gamers e whatever. Faz tempo que não uso esta introdução, nem tinha me dado conta. Desta vez darei continuidade à outra série de matérias, falando sobre o segundo jogo da franquia, que é Final Fantasy II.

Depois do estrondoso sucesso do primeiro jogo, A Square não quis perder tempo e já arregaçou as mangas para fazer um segundo jogo. Entretanto, como podem ver o primeiro jogo era uma história fechada, logo não dava brechas para uma possível continuação. Então decidiram criar uma história diferente, mantendo os aspectos do primeiro jogo, e acrescentando adições. Com isso, Final Fantasy II foi lançado no Japão em 17 de Dezembro de 1988, com Hironobu Sakaguchi, Yoshitaka Amano e Nobuo Uematsu repetindo a parceria vencedora.

Capa da versão de NES

Capa da versão de NES

Ao começar o jogo, vimos uma grande mudança, pois ao invés de ter a tradicional tela para nomear os personagens, começa já em uma batalha com os 4 personagens controláveis que são Firion , Maria, Gus e Leon, cada um com sua própria história, habilidades e o próprio nome, algo muito importante. No Reino de Fynn, o Imperador Palamencia começa a sua campanha de dominação de todo o mundo, e os protagonistas estão fugindo dos soldados do imperador, após terem a sua vila atacada por eles, sobrevivendo apenas os quatro. Após serem emboscados e ficarem à beira da morte, Firion, Maria e Gus são resgatados pelos homens da Princesa Hilda, que montou uma base rebelde perto da cidade de Altair. Os três decidem se juntar aos rebeldes para vingar o povo de sua vila, assim como reencontrarem o irmão de Maria, Leon. Mesmo com objetivos claros, ao  desenrolar veremos que a história é bem mais complexa, e nos encontramos com outros personagens que nos auxiliam, como o White Mage Minwu, o minerador Joseph, os príncipes de Kashuan Gordon e Scott, a pirata Leila e o Dragoon Ricard Highwind.

Foram adicionadas novas adições à jogabilidade. Mesmo sendo um RPG tradicional, o sistema de evolução é bem peculiar, já que ao invés de ganhar níveis, os atributos são medidos de acordo com o uso. Por exemplo, ao ganhar dano o seu HP e defesa aumenta , ao usar um tipo de arma especifica, a sua aptidão para  usar aquela arma aumenta, bem como aumenta o seu ataque, ao usar uma determinada magia, o nível dela aumenta. Contudo, existe uma série de bugs no jogo, sendo o mais famoso deles envolvendo sistema de evolução. Você podia acionar o comando para atacar, e ao passar o comando para outro personagem e voltar para o primeiro, o comando dado anteriormente ainda era computado, assim como os pontos de experiência. Assim em apenas uma batalha era possível evoluir os seus atributos rapidamente, e para aumentar os pontos ganhos era permitido atacar os membros da própria party.

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"Ih, acho que vamos perder!"

Assim como o seu predecessor, nas lutas eram posicionados 4 personagens, sendo que 3 eram os principais (Firion, Maria e Gus) e o quarto era outro personagem auxiliar, como Minwu, Leila e Leon. Porem você podia posicionar na linha de frente ou de trás (back row), sendo que os da linha de trás são imunes à ataques físicos porem causavam dano através de arcos e mágicas. Os inimigos também seguem o mesmo esquema, podendo ter 8 inimigos na tela, para causar dano físico à linha de trás, a linha da frente deve ser destruída. Outro conceito usado no jogo são as palavras chaves, aprendidas conversando com os NPC (Non-Player Charactere). Ao aprender as palavras chaves, você pode dizê-las a outros NPCs para progredir na história ou conseguir informações úteis.

"Receba esta rosa como parte do meu respeito!"

"Lombardi, qual é a resposta certa?!"

Somos apresentados a dois elementos que também marcarão presença nos próximos jogos. O nome Cid é mencionado no primeiro jogo (Versão Dawn of Souls) como o homem que criou as Airship, porem a partir do segundo jogo, sempre há um personagem chamado Cid, normalmente envolvido com Airships. Porem o outro elemento adicionado aqui são os Chocobos. Chocobos são criaturas parecidas com o Avestruz, de cor amarela, e são encontrados em pequenas florestas de formato circular. Usando eles, a velocidade ao trafegar no mapa-múndi aumenta, alem de não haver batalhas aleatórias.

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"Olha o Chocobo ai, minha gente!!!"

E indo para a seção “Som Brasil” da série (mentira!), é valido fazermos um adendo à trilha sonora do jogo. Nobuo Uematsu alem de manter os temas mais clássicos como “Prelude”, criou temas novos, principalmente a “Chocobo’s Theme”, musica que toca ao montar em um Chocobo, que mesmo sendo bem simples, ela é extremamente grudenta. Dentre outras, podemos citar:

– “Rebel Army’s Theme

– “Town

– “Main Theme

– “Imperial Army’s Theme

– “Dungeon

– “Airship

– “Finale

As versões das musicas para os remakes de WonderSwan, Game Boy Advance e PSX foram remasterizadas por Tsuyoshi Sekito.

Como o primeiro jogo, o segundo jogo foi bem recebido, apesar das criticas quanto ao método de evolução. O fato dos personagens terem cada um a sua história foi um grande atrativo, bem como os conflitos envolvendo o Império e os rebeldes. Tentaram lançar o jogo para o ocidente, com o subtítulo “Dark Shadow Over Palakia”, porem foi adiado por falta de tempo. Por causa disso, Final Fantasy II foi um dos primeiros títulos da série a ter tradução feita pro fâs, até sair a versão traduzida no Final Fantasy: Origins e Dawn of Souls. Durante as adaptações para outros consoles, os nomes sofreram mudanças. Por exemplo, Firion no NES se chama Firionel, Gus era Guy, e Leon era Lionheart ou Leonheart.

Versão para PSX

Versão para PSX

Sendo bem imparcial, creio que FFII abordou um esquema de evolução de personagens bem interessante, porem foi lançado em uma época errada. Jogos como Fable e Fable 2 são um grande sucesso, e usam um esquema similar de evolução, já que as suas ações influenciam nos poderes dos personagens, e na própria aparência do mesmo. Creio que se esse jogo não fosse Final Fantasy faria um sucesso pela inovação. O esquema de evolução me atrapalhou um pouco, já que para uma magia ser útil, você deve usar ela várias vezes. Até mesmo quando a magia Ultima é adquirida você deve usá-la muito para ser uma magia realmente útil, isso me deixou um pouco frustrado. Mas a história me agradou, já que temos personagens com personalidades próprias, personagens secundários também com uma carga dramática maior que o comum em RPGs, fazendo você se importar com eles, mesmo sabendo que daqui a pouco ele pode sair de seu grupo, ou até mesmo morrer.

Caraca, essa parte me deu um certo trabalho, já que muita gente não é favorável a esse jogo, mesmo sendo um bom episódio da franquia (ou não!). Bom, acho que vocês sabem contar (Ou não. Huahuahua!), então sabem o que esperar. Provavelmente vocês viram o próximo jogo só no Nintendo DS, então antes de tudo, joguem a versão de NES do Final Fantasy III e esperem outra ótima matéria, do que eu acho o melhor jogo a fechar a geração 8 bits de Final Fantasy.

"Lol, eu sei contar!"

"Lol, eu sei contar!"

Tirinhas NoReset – Level 5

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wesleypires_profileÉéééé fanboys e gamers. A E3 tá ai, consumindo nossos recursos jornalisticos, mas as tirinhas não param não.

Mais uma vez, agradeço ao feedback positivo dos leitores e dos város comentários. Graças ao apoio e às sugestões de vocês, poderei manter esta seção sempre atualizada e engraçada. Agradecimentos especiais ao time do Omega Paradise por terem me chamado para integrar o cast sobre ficção cientifica, que postei aqui e que vale a pena ser ouvido.

Mas chega de lenga-lenga. Voltamos às tirinhas e os bons e repetitivos clichês, que são motivo de inspiração e sarro de todos nós. Voltando ao RPG, será citado um aspecto que de tão clichê, virou uma caracteristica comum dos jogos, que são os Encontros Aleatórios.

Tiras - Cliche 4

 

Olha, eu me desenhei com olhos. Que cena rara!

Vocês se lembram que eu mencionei sugestões de casais sobre games? Certo, irei contar o porque disso. Como na próxima semana será dia dos namorados, nada mais justo d que uma singela homenagem. E será retratar no meu estilo os casais de games, em uma tirinha maior que o habitual. Portanto, se alguem tiver outro casal a ser citado e que deve figurar na tirinha, comentem abaixo.

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"Wow, que idéia louca!"

Participação no OmegaCast

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wesleypires_profileE ai pessoas, animadas com a E3? Claro, já que a gente que está cobrindo, não é?!

Estão estranhando a imagem acima? Não, não é um merchandising gratuito. Nessa semana o site Omega Paradise lançou o seu segundo podcast, dividido em 2 partes, com o tema Ficção Cientifica. E o Cláudio, o “Dragão Dourado” me convidou para fazer parte do time participante deste podcast, que alem de mim e do Cláudio, tem os meus amigos Fábio Morais, Trent e Glauber numa conversa descontraída, falando nesta primeira parte sobre o conceito do termo e sobre a ficção na literatura e nos cinemas. Visitem o Omega Paradise no link aqui e baixem o podcast.

Vocês ouvirão a minha voz e saberão o quão linda ela é:

uma voz igual a desse cara ai

uma voz igual a desse cara ai

Tirinhas NoReset – Level 4

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wesleypires_profileCaraca, e não é que a semana acabou rapido?!

A tirinha da White Mage Bebs fez um sucesso gigante, ao mostrar o queridinho chiclete mutante da Nintendo, Kirby. Como eu havia dito, terão tirinhas com outros temas, alem dos clichês, e não será somente a Bebs, mas eu tambem irei fazer algumas satirizando os games, sem exatamente abordar clichês.

Mas como toooodo mundo pediu, e está de volta a super série Tio Wesley e os Clichês dos Games.

Ahhh, não acredito!!!

"Ahhh, não acredito!!!"

E desta vez a pedido (e não a mando) do chefe Gustavo Oliveira, abordarei uma tematica envolvendo jogos de luta e Beat’em Up, em um clichê que todo mundo sabe que tem, apesar de não haver sentido algum nele existir, que é alimento do chão que recuperam sangue:

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O pessoal das casas dos Beat’em Up jogam coxinhas inteiras no lixo?! Que desperdicio. Sem contar que jogam armas brancas tambem no lixo.

Próxima semana será uma tirinha normal, mas na semana de dia dos namorados será uma mega tirinha especial sobre os casais dos games, portanto desde já nos mandem recados sugestões de casais que queiram ser retratados na tirinha, certs?!

Mussum e cachaça não vale como casal, e sim dupla dinâmica

Mussum e cachaça não vale como casal, e sim dupla dinâmica

Braid. Uma obra de arte jogável.

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wesleypires_profileOuvindo o Round 45 do NowLoading,  e depois de tanto feedback positivo por conta de outros sites como o Continue e o Hadouken, resolvi ver do que o jogo é capaz. E quão surpreso eu fiquei após jogar e completar ele. Realmente é uma obra prima, e abaixo irei explicar o porquê de ser uma obra a ser reverenciada de pé.

Toda a idéia e conceito do jogo foi criado por Jonathan Blow, a partir de idéias que teve em uma viagem para a Tailândia. O jogo foi finalizado em Dezembro de 2005, com as mesmas fases e puzzles, porem estava com visual de programação, somente os pixels à mostra, sem uma arte definida. Mas ainda assim, o jogo ganhou premiações no Independent Games Festival, mostrando o grande potencial de sua criação. Durante 3 anos, ele modificou o jogo, para se tornar a jogabilidade mais fluida, ao mesmo tempo que gastou 200 mil dólares do seu próprio bolso para pagar os serviços de David Hellman, para cuidar do artwork do jogo. Depois, dia 6 de agosto foi lançado para a Xbox Live Arcade.

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Jogo, somente com a arte de programação

A história inicialmente é bem simples, você controla Tim, um homem trajando um terno azul que está à procura da princesa, que foi raptada por um monstro maligno. O começo é bem diferente, já que ao iniciar o jogo, você se depara com uma cidade ao fundo, juntamente com o nome do jogo, sem start nem nada, e você anda até chegar a sua casa. Cada cômodo representa um mundo, e antes de entrar nas fases propriamente ditas, há textos onde conta parte da história de Tim em sua busca, de forma bastante poética e metafórica. Nos primeiros textos, é mostrado que Tim cometeu um erro, e que precisa consertá-lo. No decorre do jogo, você percebe que seu objetivo se torna cada vez mais incerto, ao pensar na real existência da princesa, abrindo um leque de possibilidades e duvidas: Será a princesa real? A princesa seria a representação de algo? Você está certo em persistir em sua busca?

"Essa chave é mais útil comigo, Pseudo-Goomba"

"Essa chave é mais útil comigo, Pseudo-Goomba"

A jogabilidade é bastante simples, é uma perspectiva em 2D, bastante similar com clássicos como Super Mario Bros, até mesmo o modo que você derrota os inimigos, pulando em cima deles.  Em cada fase, há peças de quebra-cabeças a serem coletadas para formar um quadro em cada cômodo da casa de Tim. Uma das maneiras de se conseguir as peças é a manipulação do tempo, que torna o jogo muito interessante. Por exemplo, você não pode morrer, mas caso venha a acontecer, o botão é acionado, então ao apertá-lo o tempo volta até onde você queira. E ao passar nos mundos, são adicionados novos mecanismos envolvendo a manipulação do tempo. E não tentem jogar através de Walkthrough, pois eu digo pro experiência própria, de inicio os puzzles parecem difíceis de serem resolvidos, mas após tentativas e erros, descobrimos que é simples a maneira de resolvê-los, nos dando a sensação de orgulho e inteligência pro resolvermos o enigma. Nas fases há inúmeras menções e criticas aos jogos atuais, sendo a mais famosa è ao fim da primeira fase, quando Tim chega a um castelo aparece um ser similar a um urso (Barney?!) dizendo que a princesa está em outro castelo. Referência clássica ao encanador mais famoso dos games.

David Hellman deixou a sua marca no jogo. Desde Okami eu não via um cenário tão vivo, e tão interativo no jogo. Para deixar os cenários com a cara que Blow queria, Hellman pegou screenshots do jogo e desenhou por cima, até chegar ao patamar atual. Nota-se que em cada mundo, temos um tipo diferente de cenário, por exemplo, no primeiro mundo temos uma paisagem muito viva, com bastante verde e flores, enquanto no segundo vemos uma tênue, com um cenário mais escuro, com gotas de chuva caindo no cenário. As mudanças de cenário refletem diretamente no que Tim esteja fazendo, e isso foi muito bem mostrado. Mesmo quando voltamos o tempo, vemos uma leve distorção ao fundo do cenário. Fundo, que em muitas vezes se confunde com o cenário principal, tamanha a quantidade de detalhes, parecendo que foi realmente uma pintura. É bom ressaltar que os primeiros desenhos dos personagens foram criados por Edmund McMillen, sendo adaptados por Hellman no estilo do jogo.

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Agora que diferenciamos as crianças dos adultos. A trilha sonora è algo que merece atenção especial. Normalmente, contratam compositores para fazer musicas próprias para o jogo, coisa que não acontece no Braid. Blow não usou musicas próprias para o jogo, para diminuir custos, alem de argumentar que as musicas criadas não criariam a imersão necessária. Ao escolher as musicas, ele deu preferências para musicas longas, e que toquem de maneira interessante ao serem executadas de trás para frente. E é impressionante como a escolha da trilha sonora afeta diretamente na jogabilidade. E como eu sou uma pessoa muito boazinha, abaixo estão os links de todas as musicas para serem ouvidas:

Downstream – Shira Kammen

Long Past Gone – Jami Sieber

Lullaby Set – Shira Kammen and Swan

Maenam – Jami Sieber

Romanesca – Cheryl Ann Fulton

Tell It By Heart – Jami Sieber

The Darkening Ground – Jami Sieber

Undercurrent – Jami Sieber

A recepção de Braid foi extremamente positiva, tendo em média 9.5 de nota. Após ser lançado na Xbox Live Arcade, também foi lançado para PC, e não é necessário ter um computador excelente para rodar ele, logo não tem desculpa por não ter jogado ele ainda.

Tim está indo jogar de novo

Tim está indo jogar de novo

Como mensagem final, podemos colocar a busca de Tim pela princesa como outros objetivos, como conseguir algo que desejamos, como um carro, uma casa, um bom emprego, ou até mesmo achar alguém para ficar do nosso lado. Eu ainda estou na busca pela princesa, e vocês?

O Inicio da Fantasia

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wesleypires_profileNomeie seus personagens, preparem seus estoques de Potions, arrume seu grupo adequadamente e compre seus equipamentos e magias, pois irá começar a partir de agora outra série de matérias, envolvendo o jogo que, para mim é o melhor RPG de todos os tempos. E estou falando de FINAL FANTASY.

Depois do grande sucesso (ou não) da série de matérias sobre a franquia Kingdom Hearts, dividida em quatro partes (confira aqui a , , e partes), é hora de outra franquia da Square-Enix ser citada neste humilde site. Antes de tudo, devo salientar que a partir desta matéria, estarei fazendo em meus posts citações de musicas do jogo em questão, através do site GoEar, portanto sempre terão alem da matéria, musicas do jogo para ouvir e dar a sua nota quanto a composição. Vale lembrar que estarei focando no jogo como um todo, e eventualmente, pode conter spoilers do enredo. E nesta primeira matéria, irei falar do primeiro jogo da série, que seria o ultimo jogo da Square.

A Square era uma pequena empresa que fazia jogos, títulos até então, sem sucesso expressivo. Utilizando seus recursos para o que seria a ultima cartada da Square, Foi incumbido a Hironobu Sakaguchi fazer um jogo que salvasse a empresa. Ao perguntarem para ele que tipo de jogo ele faria ele respondeu: “Eu não tenho o que é preciso para fazer um jogo de ação. Acho que sou melhor para contar uma história.” Inspirado em outros títulos da época, como Dragon Quest, Ultima e Legend of Zelda, em 1987, Nasceu  Final Fantasy, contando com o próprio Sakaguchi na direção, alem do desenhista promissor Yoshitaka Amano no design dos personagens e o compositor Nobuo Uematsu nas musicas.

--> Sakaguchi, Amano e Uematsu

--> Sakaguchi, Amano e Uematsu

Surpreendentemente o jogo foi um sucesso de vendas, sendo a segunda franquia de RPG mais jogado no Japão, perdendo apenas para Dragon Quest, fazendo mais sucesso no ocidente em virtude da nova maneira em que os personagens são tratados, bem como os temas mais adultos presentes na história.

Somos introduzidos a um imenso mundo sem nome, onde existem 4 cristais que representam cada elemento, que são o fogo, vento, água e terra. Pouco a pouco, os cristais começam a perder o seu brilho. O templo submarino é destruído, devido às violentas tempestades, e o cristal da água se torna negro. O povo conhecido como Lufenian, que usava o poder do cristal do vento para erguer civilizações sobre as nuvens e construir Airships vê o seu reino cair, quando o cristal do vento se torna negro. Os cristais de fogo e da terra também se tornam negros, causando deterioração na terra, e eventualmente uma queda na vegetação. Então, um sábio chamado Lukahn profetizou que quando a escuridão velar o mundo, quatro guerreiros da luz virão para nos salvar. E então 4 jovens guerreiros aparecem, cada um portanto um cristal de cada elemento, que não tem mais o seu brilho de outrora. Eles aparecem em Cornélia, primeira cidade do jogo, e descobrem que o guerreiro Garland raptou a Princesa Sara. Ai começa a jornada dos Guerreiros da Luz (Warriors of Light), com a missão de restaurar o poder dos 4 cristais, lutando com os 4 demônios (The Four Fiends) liderados pelo terrível Chaos.

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"Com licença, aquela senhorita me deve um dinheiro!"

Ao começar o jogo, você poderá escolher o nome dos 4 protagonistas, bem como suas classes iniciais, que são:

– Fighter: Pode carregar armas pesadas e armaduras, podendo causar grande dano físico. Evolui para Knight, podendo equipar outras armas e usar algumas White Magics. Nos remakes, é usado o nome Warrior. Eu considero a melhor classe por ter um bom ataque e defesa.

– Black Belt (Classe favorita de Chuck Norris XD): Mestre em artes marciais, podendo lutar de mãos vazias, ou equipar nunchaku. É a classe que causa maior dano físico, porem não equipa nenhuma armadura. Evolui para Master. Nos remakes, é usado o nome Monk. Caso queira vencer os inimigos sem preocupação, use 3 ou 4 Monks, porem a recuperação dependerá só de itens.

– Thief: Ladrão, não causa muito dano físico, porem possui a maior evasão, podendo fugir facilmente das batalhas, alem de ter uma taxa alta de hits. Evolui para Ninja, que pode equipar todas as armas e armaduras, alem de poder usar algumas Black Magics. Por não haver itens bons a serem roubados, não aconselho usar esta classe, só se quiser fugir das batalhas nas dungeons.

– White Mage: Especialista em White Magic. Não é um lutador nato, mas pode equipar Hammers para causar dano fisico. Evolui para White Wizard, que pode utilizar as mais fortes White Magics. Primordial ter um em seu grupo, ou então viver em função de itens de cura.

– Black Mage (Fire in the hole!): Especialista em Black Mage, mas um péssimo lutador. Nem tente atacar fisicamente com ele. Evolui para Black Wizard, podendo usar as mais fortes Black Magics do jogo, como Flare. Também é útil ter um em seu grupo.

– Red Mage: Pode usar algumas White e Black Magics, alem de poder equipar algumas armas, mesmo não tendo muito poder ofensivo. Evolui para Red Wizard. Não considero útil por não poder usar todas as magias, bem como não ter muito poder de ataque.

Menu de escolha de classes

Menu de escolha de classes

Por causa da quantidade de classes, as possibilidades de combinações eram gigantes, podendo formar um time totalmente ofensivo, ou um time usuário somente de mágica. Só para constar, meu time é 2 Fighters, 1 White Mage e 1 Black Mage.

A jogabilidade é como os RPG normais, têm um mapa mundial, onde enquanto percorre seu trajeto acontecem batalhas randômicas, onde você pode batalhar com os inimigos utilizando um esquema de menus, onde poderia escolher opções como “Fight”,”Magic”, “Item” e “Flee”, resultando em ganho de experiência para evolução de personagens, aumentando seus atributos como defesa, ataque e mágica (vale lembrar que inicialmente o level máximo era 50), e Gil, a unidade monetária presente nos próximos, Final Fantasy, usado para comprar armaduras, armas, magias,itens, etc. O ponto positivo nas batalhas é que ao invés de ter uma perspectiva em primeira pessoa, como em Dragon Quest, a tela de batalha era vista de lado, podendo ter até nove inimigos de uma só vez, alem de poder ver com clareza quem atacava em seu grupo. Apesar de meio rústico nos dias atuais, os gráficos apresentados na época eram os melhores da geração 8 bits, trazendo efeitos até então impensáveis nos consoles.

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"Esses Goblins vão ver o que é bom pra tosse!"

Aqui temos a aparição de dois elementos que serão recorrentes nos próximos Final Fantasy, que é a menção de Cid, um homem que construiu a primeira Airship, e Bahamut, o rei dos dragões, que promove a evolução das classes. Aqui não havia o MP para calcular o uso de magias. Cada nível de magias, que vai de 1 até 8, tinha um numero de vezes que podia ser usada, não usando o MP (Magic Points), sem contar que cada nível aceitava somente 3 magias, estas podendo ser compradas nas lojas, portanto a escolha das magias a serem usadas requer estratégia.

O primeiro Final Fantasy era bastante difícil, pois só era possível salvar dentro das cidades, bem como só poderia ressuscitar o personagem morto através da magia Life, ou então através das igrejas que tinham nas cidades. O preço das magias fortes era absurdamente caros, e um problema que eu achei ao jogar é que em alguns casos, onde aparecem inimigos mais fortes em um determinado lugar, mesmo se derrotar ele, sair e voltar do mesmo espaço onde encontrou ele, ele estará lá do mesmo jeito. Caso clássico é o inimigo Evil Eye, na quest onde você deve pegar a Levistone. Antes de pegar ela, você o enfrenta e vence. Mas isso não impede que você saia do espaço dele e volte para enfrentar ele de novo, numa maneira fácil de subir levels, porem perigosa.

Abaixo algumas imagens:

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O ponto que eu considero o divisor de águas é a trilha sonora. O simples fato de ter em média 20 composições em um só jogo já é um fato impressionante, fato creditado ao gênio Nobuo Uematsu, que apesar de ter feito outras trilhas sonoras de outros jogos, Final Fantasy foi o que lançou ele ao estrelato. O tema inicial, “Prelude” ficou tão grudado na cabeça dos jogadores que se tornou o tema inicial dos outros jogos da franquia e uma das marcas registradas da série. Eu falando não adianta nada, então abaixo estão algumas musicas presentes no jogo, retiradas do álbum “All Sounds of Final Fantasy”. Ouçam e tirem suas conclusões:

– “Opening Theme

– “Cornelia Castle

– “Main Theme

– “Matoya’s Cavern

– “Town

– “Battle Scene 1

– “Victory!

– “Ending Theme

Devido ao sucesso do jogo, ele foi portado para várias plataformas, como MSX2, Wonderswan, PSX (Final Fantasy Origins), Game Boy Advance (Final Fantasy I & II: Dawn of Souls), para os celulares japoneses e recentemente para o PSP, todos contando com melhorias como aumento de palhetas de cores, mais canais de som, opção de salvar na versão do MSX2, adição de cutscenes em CG e adição de artworks.

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Versão do GBA

As mudanças na versão Dawn of Souls, do GBA foram as mais significativas, dentre elas a adição do bestiário tanto do primeiro quanto do segundo jogo, a adaptação do uso de magias usando o MP, novas dungeons contendo chefes do FFIII, IV, V e VI, e o mais polemico foi a queda da dificuldade, tanto nos monstros quanto no fato de poder salvar em qualquer lugar do mapa. Porem a meu ver, para aqueles que conheceram a série a partir dos títulos de Super Nintendo, ou ainda a grande maioria que começou a jogar a partir do Final Fantasy VII, é uma ótima imersão ao primeiro titulo, sem trazer uma jogabilidade não amigável para os marinheiros de primeira viagem no gênero, mantendo a premissa original.

Como provado acima, o jogo foi um grande sucesso, e claro que houve continuação. Porem, isso é assunto para outra matéria. E então, o que acharam? Duvidas? Reclamações? Elogios, ou caixas de bombom a serem enviadas? Comentem abaixo o que acharam desta primeira matéria feita com muito sangue, suor, lagrimas e Potions. E o que você está esperando que ainda não foi jogar essa obra prima?!

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"Oba, vou ir jogar agora!!!"