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Wii Review: Klonoa

noreset_analiseKlonoa01fernandiouehara_profileSe você chegou a acompanhar a era dos videogames de 16 bits, sabe que naquela época os jogos 2D de plataforma com mascotes fofinhos eram o equivalente aos FPS de hoje: existiam aos montes, e poucos traziam alguma coisa de diferente. Tá, vai, eles não eram tão parecidos assim… mas enfim, a verdade é que existia uma porrada de jogos desse gênero.

O Klonoa original surgiu um pouco depois disso, já no Playstation. Embora os jogos naquele console começavam a se aventurar no mundo das três dimensões, Klonoa era um legítimo jogo de plataforma 2D, daqueles que dominaram a geração anterior. O jogo fez relativo sucesso, mas não chegou a ser uma bomba comparado com hits do console da Sony, como Resident Evil e Final Fantasy VII.

Eu fui um dos jogadores que deixaram passar o Klonoa original. E agora, chega um remake para o Nintendo Wii. Nessa geração, tão distante dos 16 bits, onde os jogadores já lembram com saudades dos antigos jogos que pipocavam naquela época, Klonoa pode ter uma chance de se destacar. Mas o jogo é bom mesmo, ou é só um refugo da era de ouro?

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Jogabilidade

Os saudosos com certeza vão gostar do jogo. É ação 2D das antigas, com mecânica sólida e até alguns puzzles, que são poucos, é verdade, mas alguns fazem o jogador pensar e colocar sua agilidade nos controles à prova. Os controles são simples, você controla o personagem com o direcional e apenas 2 botões, um de pulo e outro de ataque. O jogo aceita todos os tipos de controle do Wii, mas achei que a melhor opção é segurar o Wiimote de lado. Além do mais, assim passa a sensação de estar jogando um jogo direto do SNES.

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Apresentação

Visualmente, o jogo é uma pintura. Os cenários são muito coloridos, e os personagens são tão fofos que dá até pena de matar alguns deles. O jogo funciona em 2.5D, no sentido mais literal do termo. A jogabilidade é totalmente em 2D, mas você pode interagir com elementos na frente e no fundo do cenário. Além disso, Klonoa se desloca por plataformas em diferentes profundidades, não é questão apenas do personagem ir da esquerda pra direita, embora o jogador o controle apenas indo para os lados.

A trilha sonora é decente, nada de muito destaque, mas combina. A dublagem também é competente. O jogador pode escolher as dublagens em inglês ou o original, na língua de Phantomile, uma linguagem própria do mundo do jogo, interpretada pelos atores japoneses.

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Duração

O maior ponto fraco de Klonoa é sua duração. É possível completar o jogo em apenas 5 horas, logo na primeira vez. Depois disso, você pode enfrentar os chefes em modo Time Attack, escolher as roupas do personagem e jogar novamente as fases de forma invertida. Assim, no meio de cada fase, aparecem estágios secretos que são hardcore de verdade. É sério, são desafios realmente difíceis, onde você deve chegar até o outro lado utilizando apenas a habilidade de Klonoa de capturar os inimigos pra usar um pulo duplo, sem nenhum chão. Ou seja, um descuido e o limbo te espera.

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Que seja eterno enquanto dure…

Klonoa é uma boa adição à biblioteca de jogos do Wii. Jogos 2D de plataforma realmente estavam fazendo falta, e Klonoa é uma ótima experiência, mesmo que dure pouco tempo. É ideal especialmente pra quem não jogou o original, mas quem jogou a versão de PlayStation pode reviver a aventura com gráficos renovados. Um lançamento que nos faz lembrar que hordas de zumbis ou exércitos inimigos armados até os dentes são muito menos aterrorizantes do que uma plataforma muito distante da outra, com apenas o abismo te esperando lá embaixo…

Avaliação

Apresentação: 8. Gráficos bonitos e coloridos, trilha e efeitos sonoros competentes. As animações ingame são ótimas, mas em CG são simples demais. A trilha sonora poderia se destacar mais, mas não chega a decepcionar.

Jogabilidade: 9. Ação 2D das antigas. Precisa dizer mais? Ok, a transição do 2D pro 3D é fluída e parte importante do esquema único de jogo.

História: 5. Basicamente, um desenho animado de sábado de manhã. Nada de muito especial aqui.

Duração e Fator Replay: 3. Teria tudo pra ser um jogaço se fosse mais longo. Acaba rápido demais e não existe muito incentivo pra jogar de novo.

NOTA FINAL: 7

Alugue. Uma experiência das melhores, principalmente pra quem curte plataforma 2D. Em seus melhores momentos, rivaliza clássicos como Super Mario World e Sonic The Hedgehog 3. Porém, a curta duração e a falta de fator replay não justifica a compra.

Dead Space

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dead-space-logo
julyanarosa_profileEste jogo do qual falarei nas próximas linhas já foi lançado há alguns meses, em outubro do ano passado.

Mas, não é por isso, pela sua ‘antiga’ data de nascimento que o NoReset deixará de fazer alguns comentários sobre ele.

Senhores, senhoras, crianças de plantão, todos que tiverem estômago fraco, por favor se retirem.

Os que não toleram cenas violentas e a degradação do ser humano, agora monstro por causa das mutações genéticas, não devem ir além deste parágrafo.

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Sacrilégio! Joguei Sonic and the Black Knight e… gostei!

noreset_analisesatbk0fernandiouehara_profileNota: 8

Posso não estar inovando aqui, mas esse é um review diferente por dois motivos. O primeiro é que coloquei a nota no início do texto. O segundo é que esse é um review sob o ponto de vista de alguém doido que jogou o mais novo jogo do mascote da Sega, Sonic and the Black Knight, pro Nintendo Wii, e gostou do jogo. Antes de tudo, a polêmica espada. Esse NÃO É, eu repito, NÃO É um beat ‘em up. Ainda é um jogo do Sonic. Se você enxergar só a espada e querer matar tudo que vier pela frente, o jogo é um lixo. Agora, se você conseguir enxergar QUEM é o protagonista, vai se divertir muito mais.

Quando estreou no Mega Drive, Sonic bateu de frente com Mario através de jogaços que mostravam todo o potencial da recém-chegada era dos 16-bits, com sua velocidade absurda e gráficos muito acima de tudo que já tinha sido visto. Aí, chegou a era dos jogos 3D, e o ouriço azul nunca mais foi o mesmo. Jogos medíocres conquistaram uma má fama diante do público, e a cada jogo novo anunciado, jogadores já olham desconfiados. Os menos esperançosos sequer dão chance, já torcendo o nariz e falando mal do jogo antes mesmo de ele ser lançado.

Sonic and the Black Knight tinha tudo para ser mais uma pá de terra na cova do mascote da Sega. Com seu apelo casual e suas incessantes coletâneas de minigames, o Wii provavelmente é o console mais odiado pelos jogadores “hadcore”. A mais nova empreitada de Sonic não só é exclusiva do console da Nintendo, como também traz uma adição que logo foi rejeitada e ridicularizada pela maior parte dos jogadores, a famigerada espada.

Enfim, a nota já está lá em cima. Agora, você sabe que eu gostei do jogo. Se você é do tipo que não quer saber, e SABE que não tem como um jogo novo do Sonic ser bom, mesmo sem ter jogado, ignore, pule pro próximo post, vá ler um gibi. Agora, se você está curioso, continue lendo esse review, meu primeiro review no NoReset, onde uso um recurso pouco visto nessa página: o salto interdimensional. Aviso de post longo! Continue lendo