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Fãs desenvolvem nova versão de Zelda

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Cido Coelho“Feche os olhos e caminhe em uma Hyrule sombria, como um sonho-reino degradado pela Maren – um antigo espírito malígno que causa pesadelos. Conquistar seus mais negros temores e livre o reino dos seus pesadelos para desvendar o mistério da maldição de Maren.”

É assim que o site apresenta a nova versão de Zelda, que não  é feita pela Nintendo ou pelo mestre Shigeru Miyamoto. O The Legend of Zelda: The Shadowgazer é um jogo que está sendo desenvolvido pelo software de desenvolvimento de games Game Maker e pelo gamer King Mob.
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O jogo traz duas versões de um mundo paralelo. Nesse mundo, há um totém mágico chamado Shadowgazer, que protege o portador do pesadelo do reino com efeitos enlouquecedores.

The Shadowgazer é baseado na continuação do Majora´s Mask. O jogo que eu assisti e joguei é muito bem feito. Da música até os gráficos, é claro, com a cara do Zelda 16 bits.

O game é uma obra prima que a poderoda Big N deveria adotar, pois está muito bem feito. A jogabilidade também mantém o mesmo estilo do Nintendo 64, com o sitema de botões para cada ação.

Com certeza o produto final vai ser fantástico. Confira abaixo os vídeos, a galeria e faça o download da versão jogável do game.

Download

Clique aqui e faça o download da versão jogável do The Legend of Zelda: The Shadowgazer.

Veja a galeria

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Rare tira referências da Nintendo em Banjo-Kazooie

Um video online apresenta a tela de abertura da versão Live Arcade do game Banjo-Kazooie, que antes foi produzido em conjunto com a Nintendo e Rare para o console Nintendo 64 (logo N).


Publicado em 1998 pela Big N, tem muitas diferenças hoje. Dez anos depois do lançamento do jogo, a produtora Rare foi comprada pela empresa de Bill Gates, bem no inicio de sua investida no mundo dos games.

Na versão “nova” o logo da Nintendo e do N64, foram retirados. Agora a apresentação vem com o novo “R” dourado da Rare e a logomarca gigante que marca presença é a da Microsoft Game Studios.

A única coisa que pode lembrar a Nintendo é o Game Boy que “sobreviveu” na mão do urso Banjo no menu inicial.

A versão do Xbox Live Arcade custará 1.200 Microsoft Poins, ou US$ 15 e será lançada no dia 26 de novembro. A próxima versão que será relançada é a Banjo-Tooie, que foi prometida para 2009 com o mesmo valor.

Seção Retrô: O esquadrão inseticida

 

Em 1999 o Nintendo 64 vivia sua época de ouro. A parceria Nintendo e Rare bombava na época e rendeu muitos games lembrados até hoje: Goldeneye 007, Banjo-Kazooie, Conker´s Bad Fur Day, Perfct Dark, entre outros.

O engraçado é que um certo game, que no projeto inicial era protagonizado por criancinhas toscas que mais pareciam o boneco Chuck de “Brinquedo Assassino”, foi apresentado à todos e não causou impacto algum. Após voltar à mesa de trabalho, ser repensado, remodelado (inclusive os personagens) e refeito, a Rare faria um dos games mais lindos da história do console e de sua própria história: Jet Force Gemini.

 

Ficha Técnica:

Produtora: Nintendo

Desenvolvedora: Rare

Ano de lançamento: 1999

Número de jogadores: 1 – 4 jogadores

Nota NoReset: 9,5

A história

Era mais um dia pacato no espaço. Os integrantes da equipe Jet Force: Juno, Vela e seu cãozinho Lupus descansavam tranquilamente em sua nave quando subitamente toca o alarme de perigo.

Ao verificarem o que está acontecendo, descobrem que sua nave está sendo invadida por formigas anabolizadas e armadas. Enquanto Juno fica para cuidar dos invasores, sua irmã Vela e Lupus escapam na espaçonave de emergência e vão para algum lugar distante dali. Após alguns tiros e uma boa quantidade de inseticida, Juno pega sua pequena espaçonave e aterriza em Tawfret, um pequeno planeta perto dali.
Conversando com o Rei Jeff, rei dos Tribals, a população daquele planeta, Juno descobre que Mizar,o rei de uma galáxia distante, pretende ampliar seu domínio sobre outras galáxias, invadindo e escravizando a população dos planetas por onde passa. Além disso, descobre-se que Mizar é o senhor das tais formigas alienígenas, chamadas Drones, que invadiram sua nave. A missão dos Drones é invadir planetas, pilhar e saquear, além de escravizar a população local. Centenas de tribals foram escravizados, e o Rei Jeff pede ajuda ao esquadrão Jet Force para ajudar seu povo. Após encontrar com Mizar no meio do game (olha o spoiler!) o vilão foge para um gigantesco asteróide no meio do espaço e altera sua rota de colisão para o planeta Tawfret. Sendo assim, a partir do meio do game, sua missão é resgatar os Tribals, encontrar Mizar novamente e destruir o asteróride! Moleza pura…

 O game em si

Realmente, é difícil achar muitos defeitos em JFG. O game é muito bonito em questão gráfica, com os efeitos de luz mais lindos do console (arrisco-me a dizer em algumas situações, mais bonito até que Zelda), veja um pôr-do-sol ou o efeito do sol refletindo na água e entenderá o quero dizer. O interessante é que o game é enorme, bonito, cheio de mundos e sub-fases, e mesmo sendo grande, não faz uso do cartucho de expansão de memória ou até mesmo do memory card do N64, gravando todo o seu desempenho no próprio cartucho.

O som do jogo é lindo. Vem em formato Dolby Surrond (coisa difícil de se encontrar num cartucho, sendo que muitos games de Wii até hoje são nesse formato… games de Wii!) e é orquestrado em muitas fases, mas as vozes dos personagens deixam muito a desejar: elas simplesmente não existem. Todas as conversas entre você e qualquer outro personagem são definidas por longas e cansativas conversas escritas. Tudo o que ouvimos são alguns grunhidos ou exclamações quando se é atingido por um tiro.

Em questões de controles, o ponto forte: A jogabilidade é quase impecável. Eu disse quase. O fato é que, algumas vezes, você acaba levando tiros extras por um efeito de câmera que atrapalha quando se está no meio da ação. E ação realmente é o que não falta.
Um fato bom de se jogar JFG é que, embora não possua níveis de dificuldade, o game prepara o jogador paulatinamente à ação, começando com atividades simples até o encontro com os chefes. Este aliás, é um dos pontos curiosos do game: Até hoje, nunca vi uma forma de se encarar um chefe como foi feita neste game. A ação é lateral. Você fica de frente para o chefe e não se move em profundidade na tela, apenas para os lados ou pula, enquanto tenta de todas as maneiras se defender dos ataques.

É fácil perceber que JFG foi um ambicioso projeto da Rare, pois além de contar com um dos gráficos mais belos que o N64 já teve, o game contava também com elementos de outros games da empresa: a ação e a inteligência artificial de Goldeneye 007, a exploração de mundos de Banjo- Kazooie, e a constante troca de personagens para acessar lugares, itens e habilidades novas, herdado diretamente de Donkey Kong 64.

 Armado como gente grande

Assim como foi dito no começo do retrô, o projeto inicial de JFG era formado pelos mesmos personagens, porém com aparência de crianças cabeçudas tosquíssimas que (graças à Deus) foram reformuladas para os personagens finais do game, com uma aparência mais adolescente e visual mais agressivo, contrastando com os ambientes coloridos e a a fofice extrema dos tribals.

O grande destaque do game é, sem sombra de dúvida, o arsenal de armas que os membros da equipe são capazes de carregar: variando entre shurikens até lança-foguetes triplos, passando por minas de proximidade e lança-chamas, você conta com cerca de 14 armas diferentes encontradas ao longo do game para dar cabo das formigas assassinas e outros chefes- insetos estranhos.

Essas armas, combinadas com as habilidades especiais de cada personagem (Juno anda sobre a lava, Vela mergulha na água e Lupus pode flutuar por alguns segundos) proporcionam uma experiência de exploração única, sendo que cada personagem deve sempre voltar as fases percorridas pelos outros, a fim de encontrar novos itens ou caminhos a seguir.

 Para finalizar

Jet Force Gemini é um game emblemático. Um game que tem dosagens corretas de ação, aventura, exploração, humor, emoção e quebra-cabeça. Muitos dos donos do Nintendo 64 e muitos críticos da mídia especializada consideram este um dos 10 melhores games do aparelho. Não é para menos. Embora a época de ouro da Rare em parceria com a Nintendo já tenha passado, não é tarde para que a parceria Rare e Microsoft gere uma continuação de um game tão bom como este. Vocês concordam comigo?