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Todo mundo joga videogame

É engraçado. Nunca imaginei que tanta gente jogasse videogame.
Você duvida?

Tenho uma história pra contar. Na verdade, deveria ter postado esse texto uma semana atrás, mas tudo bem…
Leia o texto e você entenderá o que quero dizer.

Seguinte: Toda sexta-feira, aqui onde trabalho, podemos largar nossas roupas sociais em casa e vir de forma casual, tornando o ambiente de trabalho menos carregado. Dessa forma, todos os funcionários estão prontos para sair daqui e emendar um happy hour, claro.

Eu, particularmente, gosto de me vestir de forma simples: Tênis (geralmente All Star), jeans e uma camiseta com alguma mensagem engraçada, geralmente alguma do madruga, do mussum ou uma verde com o desenho de um rolo de papel higiênico no fim, escrito “se vira nos 30”.
Mas, nas duas últimas semanas, não usei nenhuma dessas camisetas. Usei as minhas camisetas de Zelda: TP e GuitarHero.
Eu, que sou um cara que realmente faz sucesso por onde passa, ouvia vários comentários de funcionários do pessoal do trabalho.
E não eram poucos não! Estagiários (e estagiárias), gestores, gerentes, consultores (e consultoras), todos teciam comentários à respeito de minhas camisetas gamers. E comentários dignos de quem realmente sabia o que estava falando. Legal, né?
Depois disso, descobri um monte de gente que eu nem poderia imaginar que joga videogame aqui: possuem consoles, jogos e organizam campeonatos em casa.

Desse fato, provavelmente, temos algumas lições à aprender:
– O estereótipo “Só Nerd é que joga videogame”, muito provavelmente, está se tornando obsoleto. Isso porque, atualmente, muita gente anda pondo a mão no joystick do outro (opa! sem malícia jacarezada!), principalmente depois que surgiram games que esqueci o nome: um tal de jogar futebol, um de tocar guitarrinha e um outro de jogar boliche, tênis e os caray com um “controlinho” diferente…
É claro, o preconceito não vai acabar, mas pode ser diminuído. E já está sendo.
Não podemos negar que sempre existirá um bobão que não se sociabiliza, não gosta de nada, não pratica esportes, não conversa com ninguém, não sai de casa pra ir à shows, teatro, cinema, “happy hours”, ou ir pegar umas minazinhas de vez em quando, só pra poder ficar em casa zerando Bioshock.
Estes, meus caros, são os verdadeiros Nerds e, graças à Deus, não faço nada disso que escrevi aí em cima. 
Sinceramente, acho essa palavra “Nerd” terrível e depreciativa e não uso em 95% dos meus posts. Gamer é gamer. Nerd é Nerd.

– O cara ou a garota ao seu no seu lado no busão pode ser um gamer. Casual ou até mesmo, mais hardcore que você. Mas como você é nerd e não puxa conversa, não descobre.

Acho que esses dias no trabalho me fizeram refletir que a expansão dos games é um fato: Mais pessoas falam à respeito, mais revistas à respeito, já existe um programa na rádio 89 Fm que dedica 10 min. de sua programação diária para dar notícias sobre games. Muitas empresas estão dando videogames como prêmios, juntamente com carros, TVs de plasma e mais um monte de coisa. Anos atrás isso era difícil de ocorrer.

Tanto é verdade que vai ter campeonato de videogame (GH, Wii Sports, Winning Eleven e Mario Kart) na empresa onde trabalho. E quando bater 18:00 de hoje, subirei lá no 13º andar e mostrarei para aqueles n00bs como se joga videgame de verdade.

E tenho dito.