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Tectoy (re)lança Master System

Tectoy (re)lança Master System
Apesar do seu revolucionário Zeebo, ela ainda vive de coisas retrô. A fabricante brasileira, que tem a licença da produção de consoles da Sega por aqui (Master System e Mega Drive), lançou o Master System Evolution.
O que tem nele? Resposta: Estampa do Sonic, design diferenciado, dois joysticks no formato Mega Drive 6 botões e 132 jogos na memória.
Sonic The Hedgehog, Alex Kidd In The Miracle World, Altered Beast, Golden Axe, Shinobi, Shadow Dancer, Battle Outrun, Fantasy Zone, Hang On e Renegade estão entre os jogos que vem no console.
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image013cidocoelho_profileApesar do seu revolucionário Zeebo, ela ainda vive de coisas retrô. A fabricante brasileira, que tem a licença da produção de consoles da Sega por aqui (Master System e Mega Drive), lançou o Master System Evolution.
O que tem nele? Resposta: Estampa do Sonic, design diferenciado, dois joysticks no formato Mega Drive 6 botões e 132 jogos na memória.
Sonic The Hedgehog, Alex Kidd In The Miracle World, Altered Beast, Golden Axe, Shinobi, Shadow Dancer, Battle Outrun, Fantasy Zone, Hang On e Renegade estão entre os jogos que vem no console.

Mega Drive faz 20 anos e ainda respira


29 de outubro de 1988, a Service Games Company lança no Japão o segundo console da geração 16-Bits: Mega Drive. A partir disso o único concorrente era o Turbo Grafix/PC Engine, porém o console ganhou força com o seu mascote Sonic e teve grande popularidade na Europa, nos Estados Unidos com o nome Genesis, e no Brasil.

Apesar de estarmos na sétima geração de consoles, com Xbox 360, PlayStation 3, Nintendo Wii, DS e PSP o Mega Drive ainda sobrevive no país, com lançamentos e até uma “nova roupa” no console. A Tec Toy, fiel representante da SEGA no Brasil, mantém novos games e deu vida nova a um dos melhores consoles da geração 16-Bits, claro tudo com a autorização da SEGA.

Aqui no país o console fez muito sucesso, principalmente com o mascote Sonic. A segunda versão do game foi o mais vendido e entre 1992 e 1993 a SEGA pulou muito de alegria porque o seu console liderava as vendas e abocanhava as vendas do Nintendo Entertaiment System. Isso até a Nintendo criar o forte concorrente de 16-Bits: o Super Nintendo Entertaiment SystemSNES. Eis o começo da “Batalha dos 16-Bits”

Aqui no NoReset você vai acompanhar a história deste console que marcou a era de ouro de muitos gamers,  como eu, e colaborou muito para a popularidade do video game. A partir de sexta até a próxima semana você vai conferir como este console conquistou e ainda conquista os gamers em todo o mundo.

Seção Retrô: Na falta de Duke Nukem, vai o Dynamite Duke mesmo

NoReset Retrô

Atualmente, os games do estilo “shooter” são games muito bem elaborados. Esse tipo de game precisa ser um game muito bem feito em quesitos gráficos e sonoros. Também precisa ser bom na jogabilidade e no enredo, senão toma pau da crítica.

Mas nem sempre games “de tiro” foram realmente tão bons e elaborados, como você vai conferir agora.:

Ficha Técnica:

Produtora: SEGA

Desenvolvedora: Seibu Kaihatsu

Ano de lançamento: 1990

Número de Jogadores: 1

Nota NoReset: 5,5

Lançado para fliperamas e relançado em 89 para Master System, o game Dynamite Duke só foi ganhar um reconhecimento maior com o sucesso do Mega Drive. Não que isso seja lá muita coisa…

Dynamite Duke é uma adaptação sem-vergonha do Arcade, desenvolvido pela famosa produtora japonesa de fliperamas, a Seibu Kaihatsu, o que nos transmite uma enorme sensação de “mais do mesmo”. Além do mais, o game dispõe de uma das artbox mais horríveis de todos os tempos (Confira acima).

A história se passa num futuro não muito distante, provavelmente 2015, em que o buraco na camada de ozônio atingiu dimensões enormes, fazendo com que os raios infravermelhos chegassem de forma direta a Terra, torrando os seres humanos vivos.

Alguns cientistas tentam desenvolver uma raça poderosa o suficiente para suportar os raios solares, porém o cientista responsável pelo projeto foge para uma ilha deserta em que começa à desenvolver um exército mutante particular.

Sendo assim, a Aliança Global resolve recrutar o coronel Duke Rippem, “carinhosamente” chamado de Dynamite Duke devido à explosão de uma bomba, que dilacerou seu braço direito e parte de seu peito. O coronel teve parte de seu corpo reconstruído, com um braço direito radiotivo. O herói deve, então, percorrer seis estágios para acabar com o bunda-lelê dos vilões.

Dynamite Duke é um …. um… (como é que eu vou chamar esse troço?) um “shooter lateral”. Você controla Duke apenas para os lados e atira. Enquanto isso, o cenário é que se move para o lado direito, fazendo com que novos inimigos apareçam.

É com esse estranho sistema de jogo que está baseado o game. Duke não pula e não é capaz de atirar enquanto se move para os lados, fazendo com que você se torne íntimo da munição dos inimigos, que para a sorte do jogador atiram muito devagar, embora apareçam aos montes e de diferentes formas como tanques, helicópteros, buggies ou até mesmo a pé. Certamente, alguns “Game Over” faziam parte da jogatina dos jogadores de DD da época.

Para dar cabo dos oponentes, você conta com armas semi automáticas (atirando com o botão A), o Dynamite Punch (com o botão B) que é um soco devastador com o braço direito, que extermina todos os inimigos e construções presentes na tela, mas só pode ser utilizado de forma limitada, já que você conta com um estoque de apenas cinco socos. Para finalizar, temos o chute (com o botão C) que, sinceramente, não sei com qual finalidade foi incluído no game…

A questão é: atirar é um desafio à parte nesse game, já que com o direcional “D-pad” do Mega Drive, não há como mirar rapidamente na diagonal. Logo você deve ajustar a mira num eixo “horizontal-vertical” de forma rápida se não quiser levar alguns tiros extras.

Caso consiga a façanha de chegar até o final da tela, um chefão o aguardará ansiosamente para amaciar o seu queixo. Se o jogador guardou no mínimo dois  Dynamite Punchs, certamente não terá (muitos) problemas.

A questão gráfica também é um problema: os gráficos são cheios de “pontos” (os chamados sprites). Algumas vezes não dá pra perceber quando o inimigo está presente na tela, porque ele se “camufla” com os sprites no cenário. Além disso, o game chega a ter alguns inimigos foscos, embora os gráficos sejam coloridos. Pelo menos, mesmo com muitos inimigos na tela, o game não fica lento em momento algum.

Apresar de tudo isso, o game diverte por alguns instantes, enquanto você tenta matar a enorme quantidade de inimigos e chegar ileso ao final do estágio, afinal, os chefes são legais de derrotar.

Dynamite Duke vale apenas por seu valor histórico como um dos primeiros shooters, mas certamente você deve ter algo melhor para jogar no Virtual Console ou na Live Arcade, não tem?

Seção Retrô: Jogo de gibi pra iniciar

cabeca_retro.jpg

Enquanto nosso blog vai ficando tão popular quanto os Beatles, feijoada ou o funk do “crééééuuu”, caminhamos rumo aos 10.000 acessos, no cúmulo do ócio e de férias do trabalho.

Por isso resolvi criar mais uma categoria, para este não tão humilde blog: A seção Retrô.

 Como acabei de inventar a categoria, ela não tem periodicidade, porém, pensarei em um dia bom para tornar essa seção uma coluna semanal.

 Para iniciar, resolvi escolher um game que talvez nem todos vocês conheçam, ou, se conhecem, talvez não se lembrem. COMIX ZONE! comix_zone.jpg

Ficha técnica

Produtora: SEGA 

Desenvolvedora: SEGA

Ano de lançamento: 1995

Número de jogadores: 1

Nota NoReset: 10

 

 

 

 

 

  Produzido e desenvolvido pela própria SEGA e lançado em 1995, Comix Zone foi uma das últimas cartadas da empresa antes do fim do Mega Drive. Sempre bom terminar com estilo, não é mesmo?
No jogo, você controla Sketch Turner, um desenhista e cartunista que, em uma noite normal na cidade de Nova York, é surpreendido pelo vilão do gibi que ele próprio desenha, que sai das páginas para o mundo real.
O vilão (pasmem) deseja dominar o mundo, mas enquanto o desenhista estiver vivo, ele não pode colocar seu plano em prática. Então, Turner é enviado para a HQ, para que possa comer o pão que o diabo amassou nas mãos de suas próprias criações. Legal não é mesmo?
Sua missão é descobrir como sair daquele gibi, antes que o vilão em traços, se torne um vilão de carne e osso (caso desse Game Over, ele conseguiria).

Apesar de ser um Beat´em´up, um gênero muito popular no Mega Drive (basta lembrar de Golden Axe, Streets of Rage, Alien Storm, entre outros), Comix Zone é um jogo muito diferente da maioria, justamente pelo seu estilo: Você caminhava entre os quadrinhos do gibi (que podiam ser quebrados), enquanto encarava inimigos, que, quando socados, esmurrados, chutados ou massacrados, exibem onomatopéias como SOC, PUM, comzon2.jpgPOW, CRASH. No final da “página”, você terminava uma fase e pulava para a página seguinte.
O estilo do jogo é simples: É um Beat´em´up normal, com pequenos puzzles. Para resolvê-los, você conta com a ajuda de Roadkill, o rato de estimação do personagem que serve para alcançar switches distantes, ou até mesmo distrair alguns inimigos enquanto você passa despercebido.
A jogabilidade é bem fluida, mas necessitava do Joystiq de 6 botões do Mega Drive para funcionar, o que, obviamente, me obrigou a comprar um bendito controle para jogar na época.
Os gráficos são belíssimos, bem trabalhados, coloridos e seguem bem o estilo história em quadrinhos. O clima do jogo segue entre comédia (já que é engraçadíssimo ver os inimigos virando papel quando morrem) e suspense, já que nunca se sabe o que se pode encontrar no quadrinho seguinte. O jogo realmente deu um banho de criatividade na época. Pena que nem todo mundo teve a oportunidade de jogá-lo.

Lembro-me até hoje que a extinta revista Ação Games deu o selo “The Best of Ação Games” para o game, com nota máxima em todos os quesitos, o que me fez babar pelo jogo. Para muitos, CZ é considerado um dos melhores jogos da última safra do MD, e não é exagero, claro. Eu faço parte desse time.

Mega Drive: Bons tempos

Fuleiragens NoReset

 [Nota do Editor – Confesso: Sou fã da Sega. E mais, tive vontade de comprar um Mega Drive portátil com meu 13º salário, mas não encontrei em lugar nenhum… (nem nas Casas Bahia!)]

 Quando eu era pivete, meu primeiro videogame foi um Mega Drive. Em meados de 1997, comprei um N64 (da qual não me arrependo nem um pouco), porém, ao comprá-lo, achei que o antigo console ficaria obsoleto e fiz uma das maiores cagadas que poderia ter feito na minha infância: vendi meu tão adorado Mega Drive.

  Enfim. Ultimamente consegui pegar um MD emprestado (da qual estou seriamente pensando em comprar), para Altered Beast, o jogo dos feras… ^^’poder matar a saudade de jogos que jogava na infância. Dentre os vários, peguei emprestado Altered Beast, da qual eu conhecia, mas havia jogado pouco quando criança.

  Enquanto jogava, percebi que o jogo tinha uma dificuldade extrema (leia-se: “êta jogo difícil da porra mano!”) para ser um jogo lançado em 1986. Então imaginei: “uma versão atual de um game como esse seria legal…”. Mas uma coisa me dizia que tal releitura já existia…

  Não tive dúvidas, recorri ao onisciente google e me supreendi: existe Altered Beast para PS2! (Juro que eu não sabia… é bom? Alguém já jogou? Vou correr atrás…)

  Parando para pensar, percebe-se que o Mega Drive tinha uma temática muito mais adulta que o SNES desde o seu nascimento (na verdade, esse era mesmo o intuito da Sega: roubar alguns gamers que jogavam NES quando era crianças e, quando adolescentes, queriam jogar algo mais adulto). Não seria bom que games como Altered Beast, Revenge of Shinobi, Streets of Rage, Golden Axe e até mesmo Alex Kid voltassem em uma releitura 3D para os novos consoles? Pela temática, todos seriam jogos com uma pegada hardcore, mas atrairiam os gamers mais casuais e saudosistas que jogaram os games de 10 ou 15 anos anos atrás.

 Se fossem feitos com o cuidado e esmero necessários pela Sega (É claro que estou desconsiderando a bomba que se tornou a franquia Sonic…), vocês não acham que renderiam excelentes games nos videogames atuais?