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Start your engines: Need for Speed Shift chega no Brasil

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cidocoelho_profileÉ caros leitores do NoReset! Vocês devem ter estranhado o porquê de não ter publicado as novidades do Need for Speed Shift, conforme havia anunciado no Twitter, no sábado, dia 19!

Tive alguns problemas e estava (ainda estou enrolado!) com alguns compromissos, mas segue a matéria do NoReset, que tarda mas não falha. Por isso, leia abaixo e veja as imagens.

A Electronic Arts (EA) reuniu blogueiros especializados, em uma lan house, em São Paulo, para o lançamento brasileiro do jogo Need for Speed Shift, que vai chegar às lojas no dia 25 de setembro. O jogo é o primeiro dos três produtos (os próximos são as versões Nitro e World Online) da série Need for Speed que a produtora pretende lançar até 2010.

Desenvolvido pela Slighty Mad Studios, em colaboração com a Black Box e pela equipe da EA, a versão Shift, apresenta belos gráficos, cenários e carros bem feitos e tem como diferencial em relação aos outros jogos de corrida, o modelo de pilotagem – mais realista e baseado na física.

O jogador é colocado na perspectiva do piloto, percebendo as forças da gravidade (a famosa força G), o realismo do cockpit e o impacto das batidas, que de certa forma o deixa desnorteado, pois a tela treme de forma violenta e fica cinza, passando a sensação de um acidente. Algo inédito em um jogo de corrida.

Além disso, o jogador tem a sensação de sentir as alterações na superfície da pista e os limites da aderência dos pneus.

“O principal diferencial do Need for Speed, que é conhecido por ser um jogo mais de rua, tradicional na série, agora é mais profissional e isso é a grande mudança. Ele sai da rua, do clandestino, e vai para uma coisa mais profissional mais simulador, mais para as corridas reais” diz o gerente geral da EA Brasil, Jonatan Harris.

O jogo tem os modos Carreira, em que o piloto faz a reputação em várias corridas; o modo Jornada, em que o jogador começa de um local desconhecido, enfrentando vários desafios e construindo sua carreira de piloto; e é claro, como não pode deixar de ser, o Need for Speed Shift tem o modo Online, onde o jogador pode enfrentar os desafios na internet contra outros jogadores espalhados no mundo.

E o jogo não fica só nisso, o Need for Speed Shift traz uma boa playlist que tem as músicas de artistas como The Prodigy, The King Blues, Jamal, Twisted Wheel e mais 20 artistas. Veja a lista:

Artista Música
Buraka Som Sistema feat. Pongolove Kalemba (Wegue-Wegue)
Chase And Status feat. Plan B Pieces
Deadmau5 Ghosts N Stuff
Eagles Of Death Metal Anything ‘Cept the Truth
Fort Knox 5 feat. Asheru Insight (The Nextmen Remix)
Gallows I Dread The Night
In Case Of Fire This Time We Stand
Jamal Pull Up
Kanye West Paranoid (Part 2)
Kasabian Underdog
The King Blues The Streets Are Ours
Mala Rodriguez Te Convierto
Mando Diao Mean Street
MSTRKRFT feat. E-40 Click Click
N.A.S.A. Whachadoin? Feat. Spank Rock, MIA, Santigold and Nick Zinner
The Prodigy Run With The Wolves
The Qemists feat Mike Patton Lost Weekend
Regular John Transmitter
Rootbeer Under Control
Shinichi Osawa Electro 411 (Lies In Disguise Mix)
Spoon Harris & Obernik Baditude
TOKIO Dogonim
Twisted Wheel Oh What Have You Done
Two Fingers feat. Sway High Life

No final do evento, onde os blogueiros (e jogadores) puderam experimentar como é ser piloto no Need for Speed, todos foram convidados para ir até um kartódromo, localizado em Barueri, onde todos puderam correr de kart para poder comparar o jogo com a pilotagem real.

Veja a lista dos blogs participantes:

– Judão;
– Puro Pop;
– Continue;
– Pensamento Gamer;
– Menina que joga;
– Game Girl;
– Jogorama;
– In Game ad.Diction;
– NoReset;
– Nerd somos nozes;
– Hadouken;
– Eita Preula;
– News inside;
– GoLuck;
– Haznos;
– Velocidade;
– Infomaniaco;

Confesso que saí com os braços doendo após pilotar um kart. E de certa forma, eles me convenceram que o jogo se aproximou com a sensação de um piloto real.

O jogo Need for Speed Shift estará disponível nas prateleiras brasileiras a partir do dia 25 de setembro para os consoles Xbox 360, Playstation 3 e PC.

Assista os vídeo oficial onde os blogueiros (eu incluso) comentam sobre o jogo e veja também como foi a corrida.

ENTREVISTA
“O Gran Turismo 5 não é nosso concorrente”

O gerente da Electronic Arts Brasil, Jonatan Harris,  foi entrevistado pelo NoReset e conta que o Need for Speed Shift “legalizou a série”  e que o jogo não concorre com o Gran Turismo, da Sony

Jonatan Harris, gerente geral da EA Brasil

Jonatan Harris, gerente geral da EA Brasil

podcast_logoClique aqui e ouça a entrevista que o gerente geral da Electronic Arts Brasil, Jonatan Harris, cedeu ao editor do NoReset. Cido Coelho.

Ele fala sobre o lançamento nacional do game Need for Speed Shift, o que há de destaque nesse novo lançamento e sobre a concorrência com Gran Turismo 5, da Sony.


*Para saber mais e conhecer o jogo acesse o site oficial do jogo no Brasil e o canal de vídeos:

http://www.youtube.com/user/NeedForSpeed

http://www.brasil.ea.com/games/17185,pcdvd/gameinfo/

Galeria de fotos do evento e da corrida:

Quero aproveitar este espaço para mandar um abraço para todo mundo! Foi legal pra caramba o evento e espero revê-los na próxima vez…

Capoeira Legends: entrevista com André Cariús, da Donsoft Entertainment

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cidocoelho_profileOlá internauta NoReset! Você que acompanha este blog diariamente percebeu que um dos textos mais procurados por aqui é um jogo brasileiro, que já é considerado um marco na história da indústria dos games no Brasil.

Capoeira Legends: Path to Freedom – Capítulo 1, que foi publicado anteriormente no NoReset pelo Gustavo Oliveira, foi e continua sendo o grande destaque na imprensa brasileira e internacional. Eu verifiquei no motor de buscas do NoReset, o jogo está na liderança dos assuntos mais procurados. Por isso, consegui uma entrevista – com exclusividade entre os blogs – com o presidente e fundador da Donsoft Entertaiment, André Cariús.

carius_donsoft2Instalados no Estado do  Rio de Janeiro, Cariús (foto), 29, e a equipe da Donsoft conseguiram o feito de criar um jogo que é dedicado a cultura brasileira e ao mesmo tempo, conseguiu mostrar como o Brasil tem capacidade de se tornar um gigante no mundo dos games. Isso porque temos que considerar que temos a pirataria como um grande inimigo dos publicadores brasileiros.

Mesmo com uma equipe pequena, o jogo Capoeira Legends mostrou que pode brigar como gente grande contra as publicadoras de games tradicionais do mundo dos games, trazendo um jogo com boa jogabilidade, gráficos e usando o conteúdo regional. E tudo isso, custando apenas R$ 30 para um gamer que gosta de uma boa aventura é uma boa pedida.

Equipe interna da Donsoft Entertainment, que está instalada no Rio

Equipe interna da Donsoft Entertainment, que está instalada no Rio

Mesmo com o tempo apertado –  segundo o André, está trabalhando mais de 16 horas diárias –  o  executivo da Donsoft respondeu as pergutnas enviadas por mim  na noite do Carnaval. Confira logo abaixo a entrevista exclusiva:

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NoReset: Conte para os leitores do NoReset  um pouco da Donsoft Entertainment.
André Cariús: A Donsoft é independente e 100% brasileira. A ideia veio em 1993, em Petrópolis (RJ), eu era um programador de 13 anos de idade, quando reuni um grupo de amigos e criamos uma “TechDemo” de um jogo “adventure 2D” para tentar comercializar. Porém, não conseguimos um publicador, apesar de ter recebido uma atenção especial do presidente da Brasoft, na época. Mas, acredito, que deve ter sido estranho para ele falar ao telefone com um “empreendedor” de 13 anos.

Ao longo do tempo as pessoas abandonavam o projeto, especialmente por serem muito novas – média de 13 a 15 anos de idade. Foi aí que percebi que precisava de dinheiro ou de algo que conseguisse manter um time para a conclusão de um projeto. Como dinheiro não era o forte, passei anos mantendo as pesquisas de tecnologia e design de jogos e em paralelo a isso estudei muito um modelo adequado que possibilitasse a criação de uma empresa independente e que fosse interessante societariamente para todos os envolvidos.

Com um modelo que valoriza trabalho e capital investido nas mesmas proporções (50% do capital social da empresa para cada um dos dois tipos de investimentos), a empresa foi oficialmente fundada em 2001. Passamos dois anos prestando pequenos serviços para empresas brasileiras.

Em 2003, convidei outros sócios (Como por exemplo o Diretor de Arte & Design, Guilherme Xavier; o Diretor Científico-Cultural, Jorge Ricardo Valardan Domingos e o Diretor de Tecnologia, Alexandre Bandeira) e direcionamos a empresa para a cultura e folclore brasileiros.


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NoR: Como nasceu a ideia de desenvolver o jogo de Capoeira?
AC:
Em 1989, quando tinha 9 anos de idade, comecei a estudar programação de computadores. E nessa época me tornei um grande fã de videogames e de histórias como Guerra nas Estrelas e Senhor dos Anéis. Aos 13 anos decidi que dedicaria minha vida à criação de jogos e que queria criar um universo tão rico como os dois citados. Após muitos anos de aprendizado, amadurecimento, trabalho, orientação e muita pesquisa, encontrei na Capoeira um tema completo o suficiente para que um universo de ficção bem fundamentado fosse criado.

A Capoeira é um esporte, uma arte, uma luta, uma dança e uma filosofia que na minha opinião traduz em si a essência do Brasil. E foi exatamente neste momento, por volta de 2003, que tive certeza que a Capoeira era o tema que busquei a vida inteira para construir um universo de jogos com o qual ainda pretendemos trabalhar muitos jogos. A decisão de tornar a Donsoft uma empresa focada em Cultura Brasileira foi de todos os sócios, mas podemos considerar o Diretor Científico-Cultural, Jorge Ricardo Valardan Domingos, como o principal responsável por este fato.

NoR: Como foi o desenvolvimento do jogo?
AC: Começamos o projeto em 2003. O tempo efetivo de desenvolvimento no produto final foi de 1 ano e meio. Porém, entre 2003 a 2009, está incluido uma profunda pesquisa sobre a Capoeira, pesquisa e desenvolvimento de ferramentas tecnológicas e técnicas de modelagem e animação; além de diversas tentativas sem resultado satisfatório com as várias tecnologias que avaliamos para desenvolver o jogo.

NoR: Como foi a consultoria do Mestre Vuê?

Mestre Vuê é um dos principais personagens do jogo

Mestre Vuê é um dos principais personagens do jogo

AC: Quando iniciamos o projeto, começamos a buscar uma boa consultoria de Capoeira para  mesmo. Fomos à Bahia e a outros locais com tradição na Capoeira e vimos que havia muitos trabalhos de qualidade por todo o Brasil, apesar de existirem muitos trabalhos claramente pouco fundamentados também.

 

A identificação com o Mestre Vuê ocorreu quando fomos vendo que por todo o Brasil existem mestres ótimos em diversas coisas. Alguns são muito técnicos, alguns tocam muito bem os instrumentos, outros têm um foco forte na Capoeira de Angola, fazem instrumentos de muita qualidade,  são muito fiéis às tradições de Mestre Bimba e da Capoeira Regional, desenvolvem um trabalho com o foco na disciplina ou conhecem muito bem a história da Capoeira. O Mestre Vuê reunia absolutamente todas essas qualidades e sua vida é a Capoeira. A Capoeira está presente em tudo que ele faz, em cada passo que ele dá, no ar que ele respira. E era exatamente isso que procurávamos.

Não que não existam outros mestres assim, temos certeza que devem existir, mas o fato é que somado a estes fatos a humildade e a forma que fomos recebidos pelo Mestre Vuê foram um diferencial fundamental. Desde o início ele disse uma única frase que reflete 100% de como trabalhamos: “Estou aqui para somar. Eu não luto Capoeira, Eu luto pela Capoeira”.

O Mestre Vuê ajudou em toda a consultoria histórica, nas músicas no jogo, nos movimentos dos personagens e sempre confiou em mim de forma plena, sem nunca sequer questionar quanto à sua participação nos lucros do jogo, o que naturalmente agora vamos fazer (Porque fazemos questão, já que por ele o que importa é somar à Capoeira e não o dinheiro). Tudo o que ele buscava e continua buscando é mostrar um trabalho de Capoeira de qualidade para o mundo, seja em suas aulas ou agora através do jogo do qual ele participa.

É importante ressaltar que um Instrutor de Capoeira, Hugo Freitas, filho de Mestre Vuê, acompanhou a criação de cada um dos movimentos de perto e é um dos sócios-colaboradores internos da Donsoft.

Gunga Za é o outro protagonista de Capoeira Legends

Gunga Za é o outro protagonista de Capoeira Legends

NoR: Como o público tem recebido a chegada dessa nova proposta de jogo, que tem a cultura brasileira como a temática principal?

 

AC: Como infelizmente alguns brasileiros nem sempre dão valor à nossa cultura, esperávamos uma grande repercursão internacional e uma repercursão nacional muito menor.

Internacionalmente ainda não começamos a divulgar muito e já há alguma repercursão, mas o fato é que estamos bastante felizes sobre a repercursão nacional que o jogo está tendo, que foi 100% espontânea.

Existem elogios e críticas e todos são muito bem vindos. Ficamos felizes com os elogios e tentamos melhorar com o que lemos nas críticas construtivas e fundamentadas.
 

Temos grande interesse em publicar o Capoeira Legends completo para algum console ou talvez outro jogo da série. Inclusive vamos procurar a Tec Toy para conversar sobre o Zeebo.

NoR: Não seria mais fácil fazer uma temática, digamos, tradicional? Como um soldado espião dos norte-americanos que vai tentar evitar uma guerra no Iraque, por exemplo?

AC: Respeitamos as escolhas de todas as outras empresas de jogos brasileiras e o que faz o mercado de jogos ser tão fantástico é sua diversidade, não tenho dúvidas disso. Porém, a Donsoft escolheu um foco para ter como seu diferencial e é exatamente nessa linha que vamos nos manter. A cultura e o folclore brasileiros fazem parte de nossa missão como empresa.

Seria sim mais simples fazer um jogo sobre os temas tradicionais, assim como fazer um FPS ou algo tecnicamente menos desafiador. Porém, nós buscamos fazer aquilo que consideramos importante para o país e para seu espaço no mercado internacional de jogos.
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NoR: A Overplay, que é uma produtora brasileira, criou o I Wanna be a Popstar, para o Nintendo DS. A Donsoft não pensa em criar o Capoeira Legends para alguma plataforma da nova geração?
AC: A Donsoft tem um grande interesse em publicar o Capoeira Legends para outras plataformas (Wii, PS3,  Xbox 360, Nintendo DS, PSP etc.). Porém, nosso foco atual está no desenvolvimento do segundo e capítulo e antes de tudo vamos lançar os 3 primeiros capítulos neste ano para PC.

Logo em seguida, em 2010, temos grande interesse em publicar o Capoeira Legends completo para algum console ou talvez outro jogo da série (Sim, já temos o roteiro). Inclusive vamos procurar a Tec Toy para conversar sobre o Zeebo.

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A Donsoft escolheu um foco para ter como seu diferencial e é exatamente nessa linha que vamos nos manter. A cultura e o folclore brasileiros fazem parte de nossa missão como empresa.


NoR: Apareceu alguma grande fabricante de console interessada ou alguma produtora para dar apoio ou fôlego para algum novo  jogo?

Estamos em contato com um grande fabricante de consoles internacional, estudando a possibilidade do lançamento do Capoeira Legends: Path to Freedom para um de seus consoles.

Porém, ainda é muito cedo para que haja alguma conclusão e não podemos divulgar nenhuma informação sobre o assunto.

NoR: Após a publicação dos três capítulos do Capoeira Legends, vocês pensam em um novo jogo com uma nova temática brasileira?  Como seria? Talvez, uma Guerra do Paraguai ou até mesmo a Guerra dos Farrapos… Acho que renderia jogo, hein?
AC: Sem dúvidas são excelentes temas! Porém, já temos as metas dos próximos anos bem definidas. Já avaliamos outros temas e estamos em negociação quase fechada com uma iniciativa tradicional profundamente relacionadas à cultura brasileira. Porém, infelizmente, não podemos divulgar nada antecipadamente.

É importante ressaltar que apesar de ser possível trabalharmos em outros produtos, nosso foco é e será por muitos e muitos anos a série de jogos Capoeira Legends e no que depender de mim, como presidente da empresa, este será um produto que continuaremos desenvolvendo para todos os videogames no futuro para o resto da história da empresa – que esperamos que dure até o fim de nossas vidas.

O Capoeira Legends: Path to Freedom, que está dividido em 3 capítulos, é apenas o primeiro título de uma série de jogos deste universo.

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Estamos em contato com um grande fabricante de consoles internacional, estudando a possibilidade do lançamento do Capoeira Legends: Path to Freedom para um de seus consoles.

NoR: Como CEO da Donsoft, você deve ter observado que lá fora e até mesmo por aqui, as produtoras grandes estão comprando as  pequenas – cito como exemplo a Ubisoft que comprou a gaúcha Southlogic Studios – como que você enxerga o mercado de games  nessa crise e principalmente no Brasil?
AC: Acreditamos nas iniciativas independentes. Por mais que a fragilidade financeira seja maior, nada vale mais do que a liberdade de criar aquilo que acreditamos transmitir as mensagens positivas que queremos transmitir.

Já conversamos com muitos investidores e sabemos que toda empresa que cresce tende a receber ofertas para ser comprada por alguma grande produtora. Seria imaturo dizer que estamos fechados a qualquer proposta no futuro. Porém, não faz parte de nossos objetivos e vai contra nossas direções atuais.

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NoR: Como você enxerga o mercado de games brasileiro?
AC: O Brasil desenvolve jogos há muitos anos, há muito mais tempo do que alguns pensam, pelo que me consta – se não me engano, desde 1982 – e apesar de ainda não ter uma fatia expressiva no faturamento mundial da indústrial de jogos, não tenho dúvidas de que está caminhando para isso com uma grande variedade de novos títulos com alto padrão de qualidade.

O país possui ótimo conhecimento tecnológico em suas universidades, uma criatividade absurdamente alta, uma versatilidade acima dos níveis mundiais e é capaz de fazer muito com pouco. O que nos faltou por muitos anos foram iniciativas que conseguissem se manter com o pouco volume de incentivos que o mercado ainda tem no país. Porém, algumas iniciativas independentes e outras contando com investidores privados que estão percebendo o poder deste mercado, estão, na minha opinião, inserindo o país em um rumo de sucesso no mercado internacional.

Além disso, incentivos governamentais mais fortes estão surgindo e apesar de a Donsoft não ter sido contemplada com nenhum, ficamos muito felizes de saber que o governo está começando a voltar seus olhos para o poder dos jogos, a mídia interativa que transformou o mundo. Vejo dezenas de empresas de jogos desenvolvendo um bom trabalho e torcemos pelo sucesso de todas! Acho que importantes passos têm sido dados. Agora temos que lutar juntos contra a pirataria, contra o preconceito com as empresas brasileiras que existe especialmente aqui no Brasil e utilizar o conhecimento profundo de nossos gamers (Estamos entre os melhores do mundo na maioria das modalidades do e-sport) para criar jogos cada vez melhores.

Na Donsoft 90% da equipe é formada por jogadores realmente hardcore. Dentro da empresa tem desde campeão brasileiro de Counter Strike Source até viciados em World of Warcraft com 30 personagens level 80. Em termos de console, todos os sócios e funcionários têm algum console. Temos até o caso de um que tem PS3, Wii, Xbox 360, PSP, Nintendo DS e PC (risos).  Fora um grande campeão mundial de Time-Attack, que faz parte da equipe Design.

A maioria na empresa é muito fã de Nintendo e fazemos alguns campeonatos de diversos jogos de Nintendo Wii com frequência. Eu, particularmente jogo vídeogame  e computador desde 1985 e passei por quase todos os consoles que existiram… Acredito que videogame já faz parte de nossa cultura e com isso tornar videogame parte de nossa economia é uma consequência natural.

NoR: Obrigado pela entrevista! Qual é o recado ou mensagem que você gostaria de passar para o povo noresetiano?
AC: Antes de tudo eu gostaria, em nome de toda a Donsoft, de parabenizar o NoReset pelo conteúdo sempre atualizado, inovador e bem editado. Gostaríamos também de agradecer pela oportunidade de apresentar um pouco de nosso trabalho aqui.

Agradecemos também a todos que estão elogiando e criticando nosso jogo. Ficamos muito felizes com os elogios e estamos buscando aprender o máximo com as críticas construtivas e fundamentadas para melhorar cada vez mais a qualidade de nossos produtos.

Por fim, convidamos o Brasil e o mundo a conhecerem o Brasil, nossa cultura e história sob uma nova perspectiva, o Capoeira Legends: Path to Freedom. Acreditamos que temos uma mensagem muito positiva para levar a todos com este jogo.

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DONSOFT ENTERTAINMENT

Origem: Petrópolis/RJ
Site:
www.donsoft.com.br
Fundada em 2001
Empregados: 19 

Membros que desenvolveram o primeiro capítulo de Capoeira Legends: Path to Freedom

Presidente e Fundador: André Cariús 
Diretor de Artes e Design: Guilherme Xavier
Diretor de Tecnologia: Alexandre Bandeira
Diretor Cultural e Científico: Jorge Ricardo Valardan Domingos
Designers: Alberto Renzo, Mário Azevedo, Marcus Feital, Leonardo Pereira e Gabriel di Stasio
Programadores: Vinícius Leite e Wellington de Oliveira
Lead Tester : Rômulo Silva
Tester: Márcio Moreira
Consultoria de Capoeira: Mestre Vuê e Hugo Freitas
Site da Escola de Capoeira Água de Beber:  
www.aguadebeber.com.br
Site do jogo: www.capoeiralegends.com

——

UPDATE:

PARTICIPE DO NOSSO CONCURSO CULTURAL CAPOEIRA LEGENDS. ESCREVA UMA FRASE SOBRE O QUE VOCÊ FARIA PARA CONSEGUIR O JOGO.

A MELHOR FRASE, QUE SERÁ ESCOLHIDA PELA DONSOFT, VAI GANHAR UMA UNIDADE DO JOGO CAPOEIRA LEGENDS: PATH TO FREEDOM E UMA CAMISA MUITO BACANA!

O QUE ESTÁ ESPERANDO? É SÓ ATÉ O DIA 08 DE MARÇO!

MAIS INFORMAÇÕES AQUI!

BOA SORTE!

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Confira a entrevista do criador da “www”, Tim Berners-Lee

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cidocoelhoNesta terça-feira, o criador da World Wide Web (WWW) falou sobre a Web Semântica, dentro do Momento Telefônica. Em coletiva para a imprensa, Berners-Lee destacou sua preocupação de que a web funcione como infra-estrutura crítica para a sociedade

A palestra de Tim Berners-Lee “O futuro da Web – e isso é só o começo: olhando os próximos 20 anos”, no primeiro Momento Telefônica da Campus Party Brasil 2009, acabou com um recado para os mais de 6 mil campuseiros inscritos no evento. “É muito importante que a Internet permaneça aberta. O futuro está nas mãos de vocês. Se o browser que você usa não tem padrões abertos, não use esse browser. Vocês fazem a escolha. Vocês estão no controle”, finalizou o criador da World Wide Web (WWW), ovacionado pelo público.

Durante a apresentação de 45 minutos, Tim Berners-Lee primeiramente rememorou o início de seu trabalho, há 20 anos, que tinha o objetivo de reunir dados dispersos e incompatíveis, no que mais tarde deu origem a World Wide Web. Em seguida, ele se aprofundou na explicação da Web Semântica ou Internet 3.0, extensão da Internet atual que poderá permitir aos computadores e humanos trabalharem em cooperação. Ela seria capaz de organizar e usar todo o conhecimento disponível na rede de forma mais inteligente, misturando dados de fontes diferentes instantaneamente, a partir de dados abertos e linkados entre si. “A coisa mais importante quando vocês forem desenvolver alguma coisa na web é a universalidade. Você tem que ser capaz de utizá-la independentemente da plataforma, do sistema operacional, do browser ou da cultura que você esteja utilizando”, disse Berners-Lee.

Antes da palestra, o pai da WWW se reuniu com a imprensa e respondeu questões relativas aos seguintes temas:

Obama

“Uma das grandes coisas que Barack Obama já falou a respeito de tecnologia é que os dados sobre o governo estarão abertamente disponíveis, de forma acessível. Há uma nova onda de informações linkadas se espalhando por todas as áreas. O governo Obama chegou na hora certa, para contribuir com esse movimento por meio da abertura das informações relacionadas ao governo”.

Futuro

“A web é uma grande plataforma, e o importante é que é uma tela em branco, sobre a qual todos poderão fazer coisas com as quais eu nunca sequer sonhei. Há muitas coisas interessantes nascendo, como os dados linkados, a presença da web nos telefones celulares, que será especialmente importante em áreas rurais, por exemplo, onde a presença dos computadores é menor. Estamos começando uma Web Foundation, que pretende fazer da web algo conectado de forma humana. O importante para o futuro é pensar nos 80% da população que, hoje, não usam a internet: como a internet vai funcionar para essas pessoas? Uma das questões importantes para a missão da Web Foundation é que a web funcione como infraestrutura crítica para a sociedade. Por isso é importante que as universidades desenvolvam a web science, para entender tanto os aspectos técnicos quanto sociais da rede. Os telefones celulares serão muito importantes, mas a web sempre será acessada de formas diversas: às vezes eu preciso de coisas dentro do bolso, mas quando eu chego em casa quero uma tela de 52 polegadas, de resolução perfeita… O importante é que a web funcione de formas variadas”.

Web 3.0

“A Web 2.0 foi uma experiência muito frustrante para os usuários, porque eles colocam todas as informações em uma página e, quando acessam uma outra página, não podem usar aquele mesmo conteúdo. As redes sociais devem ser um sistema aberto, em que você controla seus dados, e essa informação pode ser usada por pessoas e sites diferentes. Você decide o que colocar e que uso isso vai ter, mas a partir de então é algo aberto. Essa é a visão de uma rede natural, feita de pessoas. Parte da ideia da rede de dados abertos linkados é a de ser a ‘rede de um amigo do amigo’: é uma rede de sites nos quais você concorda em ter seus dados. Você controla os seus dados, não uma empresa”.

Uso da Internet Semântica

“Hoje eu vejo a Internet Semântica como um movimento pelos dados abertos e eu encorajo a todos a colocarem seus dados linkados na Internet para que outros os possam utilizar. No futuro, as empresas e o governo irão nos fornecer os dados brutos e com eles poderemos fazer coisas fantásticas. Eles, por exemplo, não precisarão gastar com publicidade, já que as pessoas poderão fazer seus próprios catálogos a partir desses dados brutos”.

Sociedade

“Devemos tomar cuidado com novas formas de sociedade: tivemos vários exemplos desastrosos ao longo da história. O interessante é que em diferentes comunidades da rede as pessoas estão lidando com novas formas de democracia e de meritocracia: de como nós, como um grande grupo, tomamos uma decisão com base na maioria, mas também sabermos reagir quando nos damos conta que a minoria estava correta. Estou muito animado com os movimentos que tenho visto nesse sentido dentro da web”.

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Pedofilia e crimes na internet

“Claro que esses são assuntos que nos preocupam a todos, mas o que você vê na web é simplesmente a humanidade: com seus aspectos horríveis, outros maravilhosos. A Internet é uma ferramenta poderosa. A informação é algo poderoso, que pode ser usado para coisas horríveis ou para coisas excelentes. Mas sou otimista quanto à humanidade, porque no final das contas, quando nos juntamos para resolver os problemas, acho que acabamos fazendo mais bem do que mal”.

Segurança e privacidade

“Talvez nosso padrão mude nos próximos anos, porque uma mudança importante seria escolher especificamente para que fim será usada a informação que colocamos na rede. No futuro, será muito fácil ter acesso ao conteúdo, mas uma empresa não poderá utilizar essa informação para um fim indevido”.

Internet provida pelo governo?

“Nos EUA, eu tenho a opção entre diversos provedores comerciais, um deles que leva fibra ótica até minha casa. Em outros países, as pessoas podem decidir que o governo seja o provedor, mas tem a ver com a cultura de cada lugar. Mas eu gosto do sistema que permite a concorrência comercial e a escolha da empresa que eu quero oferecendo conteúdo”.

Interatividade na Internet 2.0

“A Internet pode ser muito mais interativa. No momento em que os dados forem abertos, a Internet vai poder se alimentar muito mais de aplicativos e vai se tornar muito mais poderosa”.

Twitter

“É uma nova forma de comunicação. Hoje há tantas coisas fascinantes na Internet que eu não tenho favoritos. Sempre que há uma novidade, uma coisa que é a mais quente do momento, pode ter certeza que há outra logo atrás, chegando para tirar seu lugar”

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