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Braid. Uma obra de arte jogável.

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wesleypires_profileOuvindo o Round 45 do NowLoading,  e depois de tanto feedback positivo por conta de outros sites como o Continue e o Hadouken, resolvi ver do que o jogo é capaz. E quão surpreso eu fiquei após jogar e completar ele. Realmente é uma obra prima, e abaixo irei explicar o porquê de ser uma obra a ser reverenciada de pé.

Toda a idéia e conceito do jogo foi criado por Jonathan Blow, a partir de idéias que teve em uma viagem para a Tailândia. O jogo foi finalizado em Dezembro de 2005, com as mesmas fases e puzzles, porem estava com visual de programação, somente os pixels à mostra, sem uma arte definida. Mas ainda assim, o jogo ganhou premiações no Independent Games Festival, mostrando o grande potencial de sua criação. Durante 3 anos, ele modificou o jogo, para se tornar a jogabilidade mais fluida, ao mesmo tempo que gastou 200 mil dólares do seu próprio bolso para pagar os serviços de David Hellman, para cuidar do artwork do jogo. Depois, dia 6 de agosto foi lançado para a Xbox Live Arcade.

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Jogo, somente com a arte de programação

A história inicialmente é bem simples, você controla Tim, um homem trajando um terno azul que está à procura da princesa, que foi raptada por um monstro maligno. O começo é bem diferente, já que ao iniciar o jogo, você se depara com uma cidade ao fundo, juntamente com o nome do jogo, sem start nem nada, e você anda até chegar a sua casa. Cada cômodo representa um mundo, e antes de entrar nas fases propriamente ditas, há textos onde conta parte da história de Tim em sua busca, de forma bastante poética e metafórica. Nos primeiros textos, é mostrado que Tim cometeu um erro, e que precisa consertá-lo. No decorre do jogo, você percebe que seu objetivo se torna cada vez mais incerto, ao pensar na real existência da princesa, abrindo um leque de possibilidades e duvidas: Será a princesa real? A princesa seria a representação de algo? Você está certo em persistir em sua busca?

"Essa chave é mais útil comigo, Pseudo-Goomba"

"Essa chave é mais útil comigo, Pseudo-Goomba"

A jogabilidade é bastante simples, é uma perspectiva em 2D, bastante similar com clássicos como Super Mario Bros, até mesmo o modo que você derrota os inimigos, pulando em cima deles.  Em cada fase, há peças de quebra-cabeças a serem coletadas para formar um quadro em cada cômodo da casa de Tim. Uma das maneiras de se conseguir as peças é a manipulação do tempo, que torna o jogo muito interessante. Por exemplo, você não pode morrer, mas caso venha a acontecer, o botão é acionado, então ao apertá-lo o tempo volta até onde você queira. E ao passar nos mundos, são adicionados novos mecanismos envolvendo a manipulação do tempo. E não tentem jogar através de Walkthrough, pois eu digo pro experiência própria, de inicio os puzzles parecem difíceis de serem resolvidos, mas após tentativas e erros, descobrimos que é simples a maneira de resolvê-los, nos dando a sensação de orgulho e inteligência pro resolvermos o enigma. Nas fases há inúmeras menções e criticas aos jogos atuais, sendo a mais famosa è ao fim da primeira fase, quando Tim chega a um castelo aparece um ser similar a um urso (Barney?!) dizendo que a princesa está em outro castelo. Referência clássica ao encanador mais famoso dos games.

David Hellman deixou a sua marca no jogo. Desde Okami eu não via um cenário tão vivo, e tão interativo no jogo. Para deixar os cenários com a cara que Blow queria, Hellman pegou screenshots do jogo e desenhou por cima, até chegar ao patamar atual. Nota-se que em cada mundo, temos um tipo diferente de cenário, por exemplo, no primeiro mundo temos uma paisagem muito viva, com bastante verde e flores, enquanto no segundo vemos uma tênue, com um cenário mais escuro, com gotas de chuva caindo no cenário. As mudanças de cenário refletem diretamente no que Tim esteja fazendo, e isso foi muito bem mostrado. Mesmo quando voltamos o tempo, vemos uma leve distorção ao fundo do cenário. Fundo, que em muitas vezes se confunde com o cenário principal, tamanha a quantidade de detalhes, parecendo que foi realmente uma pintura. É bom ressaltar que os primeiros desenhos dos personagens foram criados por Edmund McMillen, sendo adaptados por Hellman no estilo do jogo.

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Agora que diferenciamos as crianças dos adultos. A trilha sonora è algo que merece atenção especial. Normalmente, contratam compositores para fazer musicas próprias para o jogo, coisa que não acontece no Braid. Blow não usou musicas próprias para o jogo, para diminuir custos, alem de argumentar que as musicas criadas não criariam a imersão necessária. Ao escolher as musicas, ele deu preferências para musicas longas, e que toquem de maneira interessante ao serem executadas de trás para frente. E é impressionante como a escolha da trilha sonora afeta diretamente na jogabilidade. E como eu sou uma pessoa muito boazinha, abaixo estão os links de todas as musicas para serem ouvidas:

Downstream – Shira Kammen

Long Past Gone – Jami Sieber

Lullaby Set – Shira Kammen and Swan

Maenam – Jami Sieber

Romanesca – Cheryl Ann Fulton

Tell It By Heart – Jami Sieber

The Darkening Ground – Jami Sieber

Undercurrent – Jami Sieber

A recepção de Braid foi extremamente positiva, tendo em média 9.5 de nota. Após ser lançado na Xbox Live Arcade, também foi lançado para PC, e não é necessário ter um computador excelente para rodar ele, logo não tem desculpa por não ter jogado ele ainda.

Tim está indo jogar de novo

Tim está indo jogar de novo

Como mensagem final, podemos colocar a busca de Tim pela princesa como outros objetivos, como conseguir algo que desejamos, como um carro, uma casa, um bom emprego, ou até mesmo achar alguém para ficar do nosso lado. Eu ainda estou na busca pela princesa, e vocês?

Revista Time aponta os 10 melhores games de 2008

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Cido CoelhoO ano de 2008 está acabando, porém revista Time escolheu os 10 melhores em tudo que aconteceu durante o ano. Além disso, foram escolhidos os melhores jogos de videogame do ano. Geralmente a publicação faz isso todos os anos e os melhores deste ano que está no fim, na visão da maior publicação do mundo, você confere agora.

10. Spore


O Will Wright gastou sete anos escrevendo, estudando para chegar no  jogo mais evolutivo da história dos games.
No Spore você joga com o seu personagem usando as teorias darwinistas de evolução. É como eu disse uma vez para o meu amigo na primeira vez que joguei esse achado: “Isso para mim parece Tamagochi com Digimon, mais Pokemon e uma pitada de Charles Darwin. Aí chegamos no Spore!”
O jogo é muito bem feito pois você começa como uma célula e pode chegar a dominiação da sua civilização com a sua raça que você mesmo desenvolveu. É uma ótima sacada do senhor Wright.

9. Fieldrunners


Esse jogo tem uma história curiosa. Em 1970, tempo que a maça nem sonhava em ser mordida (que trocadilho infâme),  Steve Jobs e Steve Wozniak ajudaram a criar o jogo Breakout para o Atari.
Agora, 30 anos depois Jobs é o sinônimo de gênio e com o seus brinquedinhos, ele consegue fazer a alegria do povo hi-tech. Com o iPhone, a Apple transformou o seu telefone em um game touch portátil e desenvolveu um jogo baseado naquele lá dos anos do rock n´roll: Fieldrunners. Com esse jogo a maça – hoje mordida – promete também morder o mercado da Sony, com o PSP e da Nintendo, com o DS.

8. Hunted Forever


Esse jogo acontece num futuro tenebroso, e voce é um homem que corre, pula e desliza nesse cenário pós-apocalíptico, fugindo de vários robos assassinos.
O jogo é produzido em Flash e uma tendência que vem em ascendência. Os desenvolvedores de jogos em Flash já faturaram este ano cerca de US$ 20 milhões. E o Hunter Forever é mais um exemplo de uma boa safra de jogos em Flash que estão chegando por aí.

7. Star Wars: The Force Unleashed


Uma das séries de cinema mais populares da humanidade está na setima colocação da Time. E a história é que você, um Jedi, deve usar a sua força para salvar o universo da ameaça do Evil Jedi. Para a revista é uma das melhores coisas que aconteceu com a franquia durante os anos de Guerra nas Estrelas.

6. Dead Space


O herói de Dead Space tem que descobrir o que aconteceu com a nave espacial que sobre um ataque alienígena, em que os humanos a bordo viraram zumbis deformados. O jogo tem sangue, e você tem armas para detonar os zumbis sem piedade.

5. Gears of War 2


O enredo está baseado num planeta onde os humanos vivem, que não é a Terra e sim Sera. Um dia várias criaturas, parecidas com  largatos, sucumbem da terra e atacam as pessoas. Esse dia se chamou E-day. E basicamente a série acontece depois de 14 anos após a erradicação dos humanos. A segunda versão segue a mesma linha. O jogo é em terceira pessoa e ganhou vários prêmios pelo enredo e pela ação que o game produzido pela Epic conseguiu passar os gamers. É uma boa pedida para quem gosta de tiro e para quem gosta de ficar babando com cenas cinematográficas.

4. Rock Band 2


Para os amantes de uma boa música e para quem sonha em ser um bom roqueiro, Rock Band promete muita diversão e ação tirando o som dos clássicos do Rock usando a guitarra, cantando, tocando baterá, baixo ou até mesmo o controle.

3. LittleBigPlanet

O herói da LittleBigPlanet é um boneco de tecido grosso. O nome dele é Sackboy. Como tudo no seu mundo, ele é um brinquedo.  Sackboy corre e salta e desliza através de uma paisagem feita de interminavelmente inventivas e almofadas pesos e rampas e molas e brilhante bolhas e tudo isso em alta resolução. Neste jogo o PlayStation 3 mostra a que veio. No LitteBigPlanet, garante boas horas de diversão e a criação de comunidades e muito mais.

2. Braid


Braid se parece com o velho estilo de jogo baseado no Super Mario Bros. Entretanto, em Braid você pode manipular tempo: se você errar.é possível pode enrolar o relógio para trás e tentar novamente o desafio.

1. Grand Theft Auto IV


GTA bateu todos os recordes de custo, elogios e vendas. O game conta a saga do Niko Belic, que tem que combater o o crime organizado em numa versão de Nova York chamada Liberty City. O GTA deu aos gamers o poder da liberdade de um cidadão insano em uma grande cidade.

E está aí a capa dos games em 2008, segundo a Time:

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