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Resident Evil 5

noreset_analisejulyanarosa_profileOlá amigos do NoReset! Pensando em modernizar um pouco a coisa, vou falar sobre as melhores fases do recente Residente Evil 5.

Podem dar tchau para os jogos old-school que a pancadaria e tiroteio em terceira pessoa vai começar.

Um pouco diferente dos outros games da série, Resident Evil 5 não decepciona mesmo tendo como cenário a África ao invés de Raccoon City, a cidade fictícia onde aconteceram boa parte dos eventos de jogos anteriores.

Para os fãs, à primeira vista pode ser um pouco decepcionante não ter aquele cenário caótico com zumbis urbanos em marcha lenta, mas ao longo do jogo, essa sensação passa, pois os gráficos melhoraram muito e a jogabilidade também.

Claro que a Capcom, nada boba e seguindo a tendência de alguns jogos para xbox 360, copiou alguns movimentos do Gears of War, como se esconder nas paredes para atirar, se cobrindo do fogo inimigo,  praticamente com a mesma sequência de botões.

Em 6 longos capítulos, o jogador passa por cenários extremamente diferentes que vão da cidade destruída pelas milícias locais, agora zumbis, até aldeias antigas habitadas por índios canibais zumbis, as quais se têm acesso por barcos, aquelas embarcações que possuem uma grande hélice atrás que mais parece um ventilador.

Entre as minhas fases favoritas, porque convenhamos, podem não ser a de vocês, cito exatamente as que demandam uma certa habilidade na direção. Dirigir as pequenas embarcações, hovercrafts segundo dica da colega Rebeca,  e dentro delas sair atirando para tudo quanto é lado está entre as minhas grandes diversões do jogo. Vejam os vídeos abaixo para ter uma ideia.

Este primeiro mostra um pouco do barco com a hélice, mas também ensina um “cheat” uma dica para conseguir mais dinheiro no jogo. No capítulo 3-1 você encontrará um barco.

Neste outro, capítulo 3-3 Sheva e Chris estão em uma embarcação um pouco maior equipada com uma arma com munição infinita, mas daquelas que esquentam e precisam de uma pausa para atirar, caso contrário, sobrecarrega-se e não atira nada.

Além do barco, chamou-me a atenção nesta edição a inteligência dos zumbis, eles estão mais espertos e mais fortes. Mesmo jogando no nível fácil é difícil matar alguns, como o zumbi da serra elétrica com o saco na cabeça e o gordão açougueiro  do machado, que voltaram para assombrar o novo cenário.

Vejam-nos abaixo:

Capítulo 2-1, zumbi da serra

Capítulo 1-1, zumbi do machado

Para quem está começando o jogo essas fases são bem interessantes, pois ainda familiarizam o jogador com o novo ambiente, mas muitos outros cenários ainda estão por vir.

Entre os mais legais, sem citar onde se encontram cada um deles, pois isso pode fazer muita gente que ainda não jogou ou esteja jogando e não chegou em tais partes se revolte, também estão cenários de antigas fábricas, minas, portos, canyons, aldeias e ruínas que lembram um pouco Machu Pichu e os cenários dos filmes de Indiana Jones.

Dê uma olhadinha nos locais nesta análise do site ign.com:

Os vídeos mostram um pouco do game, mas para sentir mesmo como é estar na pele de Chris Redfield e sua nova parceira africana, Sheva, é preciso jogar. A câmera de visão 360 graus do Xbox 360, por exemplo, realmente faz a diferença e amplia as opções do jogador. Com o campo de visão maior dá para ver melhor as diferentes estratégias de ataque dos zumbis e  o ambiente de cada capítulo. Outra coisa interessante desta versão é que Jill Valentine, que aparece no primeiro e terceiro jogos como protagonista, está de volta, não morreu. Ficou curioso?

Se você possui um xbox 360 e conexão de banda larga, pode baixar a versão demo do jogo na Live para um teste. Para os usuários do outro console, testar mesmo só com o game completo. O jogo está disponível para PS3 e Xbox 360.

Aqueles que tiverem interesse no detonado do game em português, deixem seus comentários. Existe a possibilidade da postagem aqui com os vídeos.

Até a próxima!

O Reino dos Corações (Kingdom Hearts) – PARTE 3

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wesleypires_profileNovamente a espera acabou, caros fanboys.

Depois de duas partes extremamente eletrizantes, chega a hora da terceira e mais importante parte desta série de matérias. Irei falar do jogo tido pelos fanboys como o melhor da série até agora, Kingdom Hearts 2. Podem bater palmas.

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O inicio, alem de contar com uma excelente abertura contando o ocorrido nos dois jogos anteriores, é um incrível tapa na cara dos fanboys, porque ao invés de jogar com Sora, você começa com Roxas, uma pessoa que se assemelha bastante com Sora.

O jogo se passa um ano depois do ocorrido em Chain of Memories. E logo somos apresentados a novos inimigos, chamados de Nobodies. Roxas é perseguido por eles e por Axel, que diz ser o melhor amigo dele. Durante os momentos em que você controla Roxas, ele sonha com os momentos que Sora vivenciou, achando que teria um vinculo com Sora, até então desconhecido. Roxas conhece Naminé e DiZ, este dois informam a Roxas que ele é o Nobody de Sora, e DiZ explica que ele é o membro nº 13 da mesma organização presente em Chain of Memories, esta organização denominada Organization XIII. Roxas havia sido capturado por Riku e DiZ, sendo colocado em uma Twilight Town virtual, de modo que ele e Sora pudessem se fundir, fato que acontece quando Sora acorda de seu sono.

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Nobody

Quando Sora, Donal e Goofy acordam de seu sono, com a memória restaurada, você ganha novamente o controle dos heróis na verdadeira Twilight Town. Você encontra o Rei Mickey, desaparecido até então, que os envia para o mago Yen Sid. Yen Sid explica sobre os novos inimigos e os incube da missão de encontrar Riku e descobrir os planos da Organization XIII.

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Nessa hora é mostrada uma das inovações do jogo que é a Drive Form, no qual você se funde com algum dos seus companheiros ou os dois para surgir uma forma mais forte, seja em força, magia ou os dois. Outro ponto positivo é a variedade de combos que podem ser ganhos e executados. Isso foi uma das reclamações dos fanboys no primeiro, pois os movimentos dos golpes eram limitados e sempre fazendo os mesmo movimentos. Agora a quantidade de movimentos que Sora pode fazer é enorme, sem contar que cada Drive Form tem seus combos próprios.

Valor Form=Sora+Goofy

Valor Form=Sora+Goofy

Porem a grande mudança presente nesse jogo é o Reaction Command. O Reaction Command é um comando que aparece em dado momento nas batalhas, sendo que o RC varia de inimigo para inimigo, quase sempre sendo representado pelo botão triangulo. O botão triangulo pode também representar o ataque combinado de Sora com algum personagem. Exemplo: O ataque Duck Flare é feito com Sora e Donald, Knocksmash é feito com Sora e Goofy. Você pode ainda fazer ataques combinados com outros personagens, como Mulan, Auron, Tron e outros.

Algumas imagens do jogo:

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As magias tradicionais foram mantidas, como Cure, Blizzard, Thunder e Fire, porem algumas foram substituídas. Gravity, Aero e Stop foram substituídas por Magnet e Reflect. O uso do MP também é diferente, pois ao invés de ser contado em barras o gasto de MP, é contado por quantidade mesmo. Exemplo: Blizzard gasta em média 30 MP enquanto Cure usa todo o MP, não importando a quantidade restante de MP. Outro ponto interessante é o MP Charge, pois se você gastar todo seu MP, a barra entra no estado Charge, onde ela carrega automaticamente. Você pode usar itens para aumentar a quantia de MP ou para diminuir o tempo de Charge.

Nos comandos tivemos ligeiras mudanças, pois agora o botão circulo é o de pulo, o X é o de ataque, o quadrado é o de Defesa, podendo ser usado para outras habilidades como Glide, e o triangulo é botão usado para abrir portas, baús e o Reaction Command. O analógico esquerdo continua sendo o de controle do personagem, mas agora o direito serve para controlar a câmera, ficando o direcional com a parte do menu.

Em Chain of Memories tivemos um mundo cortado, agora no segundo jogo não temos mundos como Wonderland, Monstro e Neverland. Porem contamos com a adição de novos mundos como Space Paranoids, Port Royal, Land of Dragons, Timeless River, Pride Lands e The Word That Never Was.

Timeless River

Timeless River

A musica é outro ponto positivo para o jogo. Novamente a cargo de Yoko Shimomura, alem de contar novamente com Hikaru Utada na abertura e encerramento, a musica não deixa a desejar. Apesar de termos mundos semelhantes ao primeiro jogo, as musicas sofreram mudanças para melhor. E as novas musicas também dão um show a parte, especialmente dos novos mundos, como “Lazy Afternoons” de Twilight Town, enquanto controla Roxas.

Existe também a versão Final Mix desse jogo, chamado Kingdom Hearts 2: Final Mix +, como novas cutscenes, novas keyblades, novos inimigos, e um inimigo secreto chamado de “Enigmatic Soldier”, visto após os créditos do jogo, tido como o chefe mais difícil de todos os Kingdom Hearts. Eu estou jogando e sei como é dificil. E não sei se repararam, mas sempre nas versões Final Mix há um chefe que é uma ligação para o próximo jogo. No primeiro, temos o Enigmatic Man, que é Xemnas, líder da Organization XIII, e no segundo temos o Enigmatic Soldier, que é Terra, um dos protagonistas do próximo jogo, chamado Birth By Sleep, jogo que será lançado este ano para PSP, e que irei comentar brevemente.

Enigmatic Soldier

Enigmatic Soldier

Junto da versão Final Mix, vem o jogo Kingdom Hearts Re: Chain of Memories, que é o Chian of Memories, proem com graficos em 3D, com Cutscenes, porem com o mesmo esquema do uso de cartas, sendo adicionado somente o Reaction Command.

Bom, devo dizer que adorei fazer estas matérias… Ei, ainda não acabou não!!!

Hahahah...what?!

Hahahah...what?!

A ultima parte dessa grande saga será os próximos jogos que serão lançados, provavelmente ainda este ano. Aguardem.

O Reino dos Corações (Kingdom Hearts) – PARTE 2

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wesleypires_profileChega de esperar, fanboys. Chegou a segunda parte da série de matérias de Kingdom Hearts.

Agora teremos como foco o jogo Kingdom Hearts: Chain of Memories, lançado exclusivamente para Game Boy Advance. Novamente os fanboys estão muito alegres:

Fanboy é um caso sério mesmo
Fanboy dá medo às vezes…

A história do jogo funciona como um elo entre o primeiro e o segundo jogo. Sora, Goofy, Donald e Jiminy Cricket andam por um caminho aparentemente infinito, como sugere o final do primeiro jogo.

A noite, Sora encontra um homem com roupas pretas encapuzado, e diz que a frente tem algo que Sora deseja porem terá que abdicar de algo precioso para conseguir. Sem entender, Sora e os outros encontram um castelo chamado Castle Oblivion (Castelo do Esquecimento), e lá dentro novamente encontram a misteriosa figura encapuzada.

Ao tentar atacar o estranho, eles percebem que se esqueceram de suas habilidades, e o homem explica que a entrar no castelo eles esqueceram todas as habilidades e lhes entrega uma carta, dizendo que tudo o que verem será partes de suas memórias. Porem quanto mais subirem no castelo, mais coisas esquecerão.

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Castle Oblivion

Enquanto isso, nos andares mais inferiores do castelo, Riku consegue sair do mundo da escuridão, onde ficou preso junto com o Rei Mickey e avança pelo castelo, lutando contra Ansem, que tenta novamente possuir o corpo de Riku.

Um ponto comum entre Sora e Riku é que eles estão sendo observados por um grupo de pessoas trajando roupas pretas, sendo conhecidos até o presente momento como “A Organização”.

Abaixo algumas imagens do jogo:

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O jogo mesmo sendo lançado para um console portátil, conseguiu surpreender, com as primeiras cenas e alguns flashes durante o jogo feitas em CG, lembrando bastante o primeiro jogo. A jogabilidade mescla Action RPG presente no primeiro jogo com jogo de cartas. As cartas representam as ações a serem tomadas no jogo, como atacar, usar magia, summons e sleights, que são os movimentos especiais de Sora.

Somente se movimentar, pular ou Dodge Roll não precisam de cartas para serem executadas. Cada carta é numerada de 0 a 9, pois quanto maior o numero da carta, maior a chance dela quebrar uma carta usada por um inimigo, chamamos isso de Card Break.

A carta de valor 0 possui uma característica interessante, pois ela pode quebrar qualquer carta, mas ela pode ser quebrada por qualquer uma. Por isso é bom ter sabedoria ao montar seu deck. Quando você joga com Riku, você não pode personalizar seu deck. Você sempre usará um deck pré-estabelecido dependendo do mundo em questão.

Outro ponto muito interessante é que você poderá sintetizar a próxima área a ser explorada. Por exemplo, se você tiver uma carta que representa um save-point você pode usá-la para fazer com que a sala seguinte seja uma sala de save. As variedades de salas a serem sintetizadas são muito grandes.

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Os mundos presentes em Kingdom Hearts estão presentes neste jogo, com exceção de Deep Jungle, pois envolvia direitos autorais de Tarzan, que não eram da Disney. Também foram incluídos novos mundos, como Twilight Town e o próprio Castle Oblivion.

Apesar de serem os mesmos mundos, a história difere pouco da mostrada em Kingdom Hearts, porem tratando as memórias com mais ênfase. Também somos apresentados a novos personagens que serão de suma importância no jogo seguinte, como Naminé, Axel, DiZ, Marluxia, entre outros. E um spoiler: ao completar o jogo duas vezes, uma com Sora e outra com Riku você libera o final secreto, mostrando um personagem importantissimo do próximo jogo.

Este jogo foi muito bem aceito pelos fanboys, que aguardavam ansiosamente uma continuação para o PS2, tornando o jogo parte essencial para o entendimento do próximo jogo. Tão bem aceito que também ganhou um mangá, feito por Shiro Amano, mostrando tanto a história com Sora quanto com Riku.

E se preparem, pois a terceira parte desta série promete, pois é um dos jogos mais aclamados pelos fanboys da série: Kingdom Hearts 2. Aguardem ansiosos, pois é a melhor parte.

Custa esperar?!
Esse não sabe esperar

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O Reino dos Corações (Kingdom Hearts) – PARTE 1

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wesleypires_profileSim fanboys!

É isso que estão pensando! Vou comentar  sobre  uma das minhas séries favoritas, Kingdom Hearts.

E neste artigo, vou começar com o primeiro titulo que saiu para o PlayStation 2 com o mesmo nome. Fanboys, alegrem-se.

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Fanboy feliz com o post

 Como já dito em minha matéria sobre crossovers, a série é um dos crossovers mais bem sucedidos na história dos videogames. Kingdom Hearts surgiu da colaboração entre a Square Enix e a Disney, a fim de unir os universos de Final Fantasy e Disney, projeto encabeçado por Tetsuya Nomura.

De inicio, muitos torceram o nariz e tiveram duvidas se a união daria certo, pois a saga de Final Fantasy detém uma temática adulta e os personagens Disney tem apelo mais infantil, visando o seu publico, que é  mais jovem. Apesar de tudo, o jogo foi lançado e teve boas avaliações, tendo em vista a jogabilidade simples e história sem furos.

A história gira em torno de Sora, garoto que mora em Destiny Islands ao lado de seus amigos Riku e Kairi. Os três planejavam conhecer os outros mundos, e para isso construíram uma jangada (uma jangada que atravessa mundos?! Whatever!). Porem, na noite precedente ao dia de partida, a ilha é atacada por seres similares a sombras, conhecidos como Heartless, que resultou no desaparecimento de Riku e Kairi.

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Heartless

Quando Sora se depara sozinho para enfrentar os monstros, ele adquire a arma  Keyblade, que é uma mistura de espada e chave. Após ser sugado por um buraco negro, Sora acorda em Traverse Town, cidade onde ele encontra personagens conhecidos do “panteão finalfantasiano”, que são Cid, Yuffie e Aeris, de FFVII, e Leon (codenome de Squall) de FFVIII.

Lá é esclarecido mais coisas sobre os Heartless, bem como é o primeiro encontro com Donald e Goofy (Pateta), que são cavaleiros do Rei Mickey, que desapareceu e incumbiu os dois de procurarem o “portador da chave”.

Daí para frente começa a aventura deles pelos mundos, para selar os Keyholes e lacrá-los para evitar os ataques dos Heartless, e ao mesmo tempo, procurar Riku e Kairi.

Veja abaixo algumas cenas do jogo:

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Não há duvidas de que Kingdom Hearts foi um sucesso de publico. Mesmo fugindo do esquema padrão de RPG, e indo para o esquema de lutas em tempo real, o jogo manteve elementos da série, principalmente com nomes de magias, itens, elementos como HP, MP, AP, entre outros.

Outro ponto extremamente positivo foi terem escalado atores de ponta para dublarem os personagens, como Haley Joel Osment (Sora), David Gallagher (Riku), Hayden Panettiere (Kairi) e Billy Zane (Ansem).

Porem alem de atores de primeira grandeza (ou não!) chamaram os dubladores originais dos personagens clássicos da Disney e Final Fantasy, como Waine Allwine (Mickey), Tony Anselmo (Donald), Billy Farmer (Goofy), Steve Burton (Cloud Strife) e Mena Suvari (Aerith. Sim, a garota do filme Beleza Americana).

Houveram reações negativas quanto ao dublador de Sephiroth, que era o ex-NSYNC Lance Bass, e para não haver problemas, na continuação foi substituído por George Newburn.

 

Acreditem, o robô do filme A.I é o Sora

Haley Joel Osment = Sora

As musicas continuam sendo o destaque, como em outros jogos da Square. A trilha sonora foi composta por Yoko Shomomura e as musicas de abertura e encerramento foram feitas pela cantora Hikaru Utada.

Muitos mundos da Disney tive a trilha sonora original, sendo adicionadas algumas mudanças. Os fâs reclamaram que não há tantas mudanças nas musicas de batalha e de chefes. Recomendo que termine o jogo e veja a incrível musica de encerramento. É de fazer marmanjo chorar, eu garanto.

Enfim, eu recomendo este titulo. Há tudo o que um gamer quer: bons gráficos, história concreta, personagens cativantes e para os hardcore, diversas sidequests a serem feitas.  Para aqueles que já zeraram o jogo, recomendo o Kingdom Hearts: Final Mix, que é o mesmo jogo, mas com várias adições, como novas cut scenes, novos inimigos, novas Keyblades, entre outras coisas.

Já deixo aqui o recado: a próxima será sobre Kingdom Hearts: Chain of Memories. Aguarde.

 

Ele está esperando

Ele está aguardando

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Momento Gamer “Ilha de Caras” – Pyramid Head

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rebecagliosci_profileOlá amiguinhos!

Acabo de criar o Momento Gamer “Ilha de Caras”. A cada post desta série falarei um pouco de personagens que, de tão amados e cultuados pelos gamers, tornaram-se verdadeiros ícones do universo virtual. Sim meus queridos, fofocaremos sobre as várias “estrelas de Hollywood” dos jogos eletrônicos!

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O título da seção é uma singela homenagem à ilha da maior publicação sobre futilidades celebridades do Brasil, onde os ricos e famosos exibem seus corpos bronzeados em ensaios fotográficos, com o mero propósito de jogar em nossas caras (talvez daí venha o nome da revista?) o quão pobres e lascados somos.

 

Abram alas para o convidado de honra desta premiere, o ilustre e inigualável Pyramid Head!

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*palmas palmas palmas palmas palmas palmas palmas palmas*

 

Primeiramente, vamos fazer uma forte mentalização para lembrar alguns dos tipos de personagem que são celebridades dos games:

  • Encanadores baixinhos e bigodudos
  • Ouriços azuis estilosos que calçam tênis
  • Bichos bizarros que falam apenas seu próprio nome e podem ser guardados em bolas
  • Cobras Sólidas, Líquidas, Peladas e Velhas
  • F*dões genéricos (leia-se: sarados e gostosonas) de games de ação e aventura em geral

“Com tantas opções, por que a Rebeca escolheu primeiro o Cabeça de Pirâmide?”

Isto é o que vocês, provavelmente, estão se perguntando. Simples, por ele ser a estrela mais singular do mundo gamer e um dos poucos personagens secundários que se tornaram mais famosos que os protagonistas de seus games.  Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Dados pessoais

Nome artístico: Pyramid Head

Apelidos: Red Pyramid, Cabeça de Triângulo (para os que não sabem a diferença entre um polígono e um poliedro), Severino do Facão (apelido de infância) e Py (para os mais íntimos).

Altura: De 2 a 3 metros.

Aparência: Um saradão pálido do além, que usa um confortável capacete de ferro em formato de pirâmide, luvas cirúrgicas e um pedaço de lona de circo para esconder o tamanho reduzido de seu documento cobrir as partes íntimas. Carrega uma faca Ginsu gigante.

Biografia

Nascido Severino Geovásio do Espírito Santo, no interior de Minas Gerais, Py cresceu trabalhando na roça para ajudar no sustento da família. Por ser muito feio, seus pais obrigavam-no a cobrir a cabeça com um saco de pão todas as manhãs antes de ir para a plantação, a fim de não assustar as pessoas. Enquanto labutava arduamente dia após dia, o pequeno mantinha o espírito sonhador e a vontade de dar um “sentido maior” à sua existência.

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Geovásio e seus colegas na plantação.

Durante a adolescência o rapaz juntou economias e ao completar 18 anos partiu para Los Angeles, em busca de um horizonte mais promissor. Lá chegando, arranjou rapidamente três empregos – entregador de pizzas, garçom, pedreiro – e começou a tocar a nova vida. Deslumbrado com a beleza dos físicos sarados que desfilavam pelas ruas da cidade e com as grandes oportunidades que corpo e rosto bonitos podem obter na mídia, Severino passou a malhar como um condenado nas horas vagas e fez cirurgia plástica facial (dividida em 36 vezes sem juros no cartão). Alguns meses de esforço depois, o brasileiro (agora gatinho e marombado) chamou a atenção de uma empresária linda e rica, produtora de filmes adultos, ao entregar pizza à mesma. A mulher imediatamente o contratou para fazer serviços básicos em sua casa (jardineiro, limpador de piscinas, escravo sexual, etc). Mas a parceria durou pouco tempo, pois nosso garoto não agüentou a pressão do trabalho, emagreceu muito e reativou o complexo de feiúra da infância, voltando a usar um adereço para esconder o rosto.

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Dia de jardinagem na casa da ricaça.

Decepcionada com o desempenho do empregado, que não conseguia atender satisfatoriamente suas necessidades, a madame o demitiu, alegando que o mesmo não dava no couro se empenhava em seus afazeres e mandou-o embora de sua vida. Isto foi um choque para Severino, que havia se apaixonado pela patroa. Desiludido, entrou em depressão profunda e se deixou consumir pelo ódio, decidindo descontar sua mágoa em todas as gostosonas que encontrasse dali para frente.

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Crise emo após a desilusão no amor.

Munido do adereço piramidal para esconder sua identidade, uma faca Ginsu extra-large (comprada pelo 011-14-06) e luvas cirúrgicas (porque ele é pobre, mas é limpinho), o jovem de coração partido passou a perseguir e atacar todas as modelos/manequins que cruzassem seu caminho a partir de então. Nascia assim o protótipo de Maníaco do Parque psicopata Pyramid Head. Mais tarde uma empresa de loucos psicóticos japonesa chamada Konami o convidaria para participar de um reality show de horror, intitulado “Colina Silenciosa”.

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Nosso menino da roça finalmente encontra o caminho para o sucesso!

Talentos

Carregar sobre a cabeça um capacete de ferro, de 5 toneladas.

Arrastar por aí um facão gigante de ferro, de 5 toneladas.

Atacar sexualmente manequins do mal indefesas, para provar sua masculinidade.

 

Aparições na mídia

Silent Hill 2 – PSOne

Silent Hill Homecoming – PS3

Terror em Silent Hill – Cinema

New International Track & Field – Nintendo DS

 

Aparições públicas

Pyramid Head curtindo uma balada.

 

Pyramid Head pegando uma mina após a balada.

Frases célebres

“……….”

 

Parentes famosos

Valtiel – Silent Hill 3

(irmão gêmeo que foi roubado na maternidade, o qual nunca conheceu)

The Butcher – Silent Hill Origins

(primo de segundo grau)

Por que os gamers se identificam com ele?

Sinceramente, eu não sei que tipo de identificação alguém pode ter com um maníaco do além com uma pirâmide de ferro na cabeça. Vai entender…

 

Provável Futuro

Pyramid Head um dia se cansará de perseguir manequins sem tronco e protagonistas menos carismáticos que ele e se aposentará. Quando isto acontecer, o danadinho terá ganho rios de dinheiro com suas participações em Silent Hill, comprará o império Playboy de Hugh Hefner (que ainda estará vivinho da silva, com seus cento e tantos anos) e passará o resto de seus dias aproveitando churrascos na mansão, lotados de coelhinhas e celebridades.

 

VÍDEO BÔNUS

Este vídeo está contido nos extras do DVD de “Terror em Silent Hill”. Não achei a parte específica do Pyramid Head, mas nesta filmagem aparece o cara que o encarnou no filme e coordenou a coreografia de todos os outros monstros. Seu nome é Roberto Campanella, um dançarino/coreógrafo italiano muito gost… simpático. Destaque para a participação do Latino no filme (pule para “1min”), que tentou se aventurar no cinema quando a música não estava mais dando retorno. (In)Felizmente o moço conseguiu reestruturar sua carreira e voltou a nos brindar com suas músicas cretinas agradáveis canções.

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Cultura otaku e jogos andam juntos

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wesleypiresOlá fanboys, gamers, otakus e whatever!

Antes de mais nada, o que é Otaku, caro Wesley?

Otaku é uma palavra japonesa, usada para designar os fâs de determinado assunto. Aqui no ocidente, o termo é usado para fâs de anime, mangá, tokusatsu e cultura japonesa em geral. Esta definição é da Wikipédia. Concordam ou não concordam?

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E vocês já foram a algum evento de anime e mangá? Nesse tipo de evento, costuma ter exposição de mangás, anime, filmes, shows, venda de acessórios, jogos e roupas para cosplays. Também há a apresentação de cosplays, vocês se lembram não é?!

 

Melhor não lembrarmos disso
Melhor não lembrarmos disso

Mas a melhor parte: os jogos. Não importa quão pequeno seja o evento, sempre há um espaço para jogos. Afinal, todo otaku é gamer, e vice-versa. Os jogos que costumam rolar mais são jogos baseados em animes famosos, como Naruto, Bleach, e outros títulos, como Soul Calibur, Metal Gear Solid, e é claro, Guitar Hero.

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Tendo em vista a fama desse jogo na comunidade otaku, os eventos que acontecem sempre rola algum concurso de Guitar Hero. No ultimo evento quer eu fui, a organização visou bastante o publico mais casual, e trouxe para o evento um Nintendo Wii. Nesse dia, tinha sido meu primeiro contato com o console e seu Wii Remote. Na ocasião, joguei dois jogos: Mario Kart e Super Smash Bros: Brawl. Pelo pouco que joguei, afirmo que para os jogadores hardcore não é uma boa, em virtude dos poucos títulos de franquias famosas, porem se você quer diversão com fator alto de replay, é uma boa, alem de ser uma ótima oportunidade de inserção aos que ainda não estão familiarizados com vídeo-game.

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Mas para mim, o ponto alto destes eventos são os consoles antigos. Sempre me deparo com um Super Nintendo dando sopa, normalmente rodando jogos como Ultimate Mortal Kombat 3 ou Super Street Fighter II. Para ver que mesmo tantos jogos novos saindo do forno, os jogos old-school ainda prendem a nossa atenção.

 

Old-Scholl rulez!!!

Vale lembrar que com os portáteis ganhando notoriedade, já são normais os eventos desse tipo serem ponto de encontro para jogadores trazerem seus Nintendo DS ou PSP para jogarem em conjunto.

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Agradecimentos especiais a minha amiga Andressa França, que me forneceu fotos de eventos para o artigo.

Captura de movimentos e dublagem nos games

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rebecagliosciConforme o realismo gráfico nos games 3D foi aumentando, tornou-se necessário que as ações dos personagens transmitissem maior sutileza e verossimilhança. Para este propósito, a indústria dos jogos eletrônicos desenvolveu tecnologias de captura de movimentos, a partir de atores reais, cada vez mais avançadas.

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Motion capture com animais.

A versatilidade da técnica de motion capture permite que a captura dos movimentos e gravação das vozes seja feita de maneira independente, o que faz muitas desenvolvedoras contratarem, em separado, profissionais específicos para parte corporal e para a gravação dos diálogos. Quando ambos são da mesma nacionalidade, não há maiores problemas. Mas várias empresas do Japão, ao criarem jogos com temáticas ocidentais, utilizam atores de seu país e dubladores americanos, situação que gera um grave contraste entre o jeito de falar e de se movimentar dos personagens.

Em alguns jogos a discordância entre fala e ações é gritante, ao ponto de incomodar os mais detalhistas (como eu). É o caso de Metal Gear Solid 4, um jogo quase tecnicamente perfeito, mas que peca neste aspecto. O mocap (abreviação do nome da técnica) corporal e facial foi feito inteiramente por atores nipônicos e não combinou com os personagens, que não são asiáticos. O movimento labial também não funciona em perfeita sincronia com as falas em inglês. Isto tudo devido ao fato de que os japoneses possuem maneirismos completamente diferentes dos ocidentais, que vão desde o jeito de balançar a cabeça ao modo de mexer as mãos.

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Modelos que serviram de referência para chefes principais de MGS4.

Buscando inovar, a Capcom decidiu trilhar o caminho contrário a partir de Devil May Cry 3. Neste game eles utilizaram, pela primeira vez, os mesmos atores da captura de movimentos para gravar as vozes de seus personagens, simultaneamente. A fórmula deu tão certo que adquiriu fama na indústria, recebeu a alcunha de “Devil Style”, passou a ser aplicada em vários jogos da desenvolvedora e copiada por diversas concorrentes. Os produtores da softhouse também gostaram muito da parceria com a empresa Just Cause, que fez o casting dos atores e auxiliou em todo o processo de mocap. Tanto que a contrataram para trabalhar nos games mais recentes de suas franquias de maior sucesso: Devil May Cry 4, Street Fighter 4 e Resident Evil 5.

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Dan Southworth e Reuben Langdon (os atores de Vergil e Dante, respectivamente) gravando a famigerada cena do “Jackpot”, de Devil May Cry 3.

Reuben Langdon, proprietário da Just Cause e ator que encarna Dante em DMC3 e DMC4, ganhou reconhecimento na indústria e recebeu críticas positivas por seu trabalho. Recentemente ele emprestou sua voz para Ken Masters, na versão americana de Street Fighter 4, e fez toda a atuação corporal para Chris Redfield, em Resident Evil 5. No caso de Chris, a voz do dublador anterior foi mantida para preservar a continuidade.

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Reuben Langdon vestido como Dante, gravando comercial live action de Devil May Cry 3 que foi transmitido no Japão, à época de seu lançamento.

 No vídeo abaixo, Reuben, que estava em um evento de animes e games nos Estados Unidos, explica o processo de motion capture para Devil May Cry 3 e mostra várias partes da produção.

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No More Heroes e sua louca genialidade

noreset_fuleiragensno-more-heroesFernando UeharaHá uma linha tênue que separa a loucura da genialidade, e Suda51 se equilibra nela de ponta-cabeça segurando um guarda-chuva. Ou uma beam katana. Nesse primeiro mês de 2009, comemora-se os 41 anos de vida de Goichi Suda, e o primeiro ano da chegada de sua obra máxima ao ocidente. No More Heroes é uma obra-prima que reúne doses certas de ação e doideiras cômicas, com muito estilo, carisma e criatividade. Por tudo isso, é o meu jogo preferido e eu vou dizer o porquê nesse post, então me acompanhe em um tour por Santa Destroy e seu divertido mundo de bizarrices.

It’s killing time!

Travis Touchdown é o personagem principal, e resume bem o espírito do jogo. Gamer, otaku, estiloso e desbocado, Travis é a encarnação da atitude punk/indie de Suda51 e sua produtora Grasshopper. Uma das grandes atrações de No More Heroes é justamente poder controlar Travis e observar suas reações durante as cutscenes.

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Tudo no jogo esbanja personalidade e atitude, a começar pelos gráficos. Indo na contramão de tudo que representa o mercado de games atual, No More Heroes apareceu como jogo exclusivo do console menos potente dessa geração, apresentando gráficos estilizados que mais parecem vindos de um jogo de Dreamcast. Há quem diga que o visual é feio, mas a impressão que passa é de se estar jogando uma HQ em movimento.

If challenge had a taste, you’d be quite delicious!

A jogabilidade é outro ponto forte. As lutas são rápidas, intensas e, sobretudo, extremamente violentas, sem deixar o bom humor de lado. A grande sacada não foi o que o time de produção resolveu fazer com o Wiimote, mas sim o que eles decidiram NÃO fazer. Golpes com a beam katana não são realizados sacudindo o controle, o sensor de movimentos é guardado somente para movimentos finalizadores com a arma ou em golpes de luta livre. Desferir o golpe final através de um movimento do braço e ver uma fonte de sangue e moedas jorrar dos inimigos derrotados é extremamente divertido e não cansa nunca.

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Mas o melhor ainda está por vir. No More Heroes tem o melhor uso do Wiimote até hoje, e a mecânica não tem nada a ver com sensores de movimento. O controle é o único dessa geração que possui caixas de som, e Suda51 não deixou nem mesmo esse pequeno detalhe passar em branco. Antes de cada luta contra os chefes, você recebe uma ligação em seu celular, e a voz sai pelo controle. Genial! A primeira vez que isso acontece, é inevitável levar o Wiimote até a orelha como se fosse um celular, e sorrir pelo momento genial proporcionado por Travis e por Suda51.

He only looks tough because his mother was an ugly bitch!

Falando nisso, quem faz essa ligação é Sylvia Christel, agente que organiza as lutas rankeadas. A química entre ela e Travis é perfeita, e a dupla é responsável pelos diálogos mais engraçados dos últimos tempos.

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Os personagens secundários mantém o nível de carisma lá no alto, principalmente os assassinos rankeados. É um tipo mais esquisito que o outro, cada um com seu estilo, sua personalidade e seu método de combate. As cutscenes antes e depois das lutas são curtas, mas inspiradas e na dose certa pra você conhecer e se importar por quem vai lutar/acabou de matar. A dublagem contribui bastante nesse aspecto, já que os atores conseguiram imprimir uma quantidade absurda de personalidade a seus respectivos personagens.

Head to the Garden of Madness!

No More Heroes não é unanimidade. Há quem ame, há quem odeie, há quem nem se importe. Está longe de ser um jogo perfeito, e muito da diversão depende do quanto você se identifica com os personagens e com o mundo louco do jogo. Os gráficos estilizados não agradam a todos, e o mundo aberto é pobre e deixa muito a desejar.

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Mas se você procura por atitude e personalidade, No More Heroes é o seu jogo. Suda51 não tenta ser realista em momento algum. Ao contrário dos jogos hardcore em alta definição, No More Heroes não tenta fazer com o que você esqueça que está jogando videogame. A arte pixelada é intencional e o clima gamer é forte durante toda a aventura de Travis Touchdown rumo ao topo. A diversão de No More Heroes não vem apenas da sólida jogabilidade, mas de toda a experiência cômica, visual e sonora proporcionada. Em termos de carisma, atitude e personalidade, vai ser difícil superar esse jogo num futuro próximo.

Isso é, pelo menos até sair No More Heroes: Desperate Struggle no ano que vem!

Acabou a Campus Party Brasil 2009

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banner_campusparty2009É amigos… A semana terminou e a Campus Party Brasil também. Considerado o maior evento de internet e tecnologia do mundo, a Woodstock Geek encerrou as atividades com a presença de mais de 6 mil campuseiros. Eles puderam conversar sobre novas tecnologias, robótica, desenvolvimento, games, enfim, tudo que foi hi-tech virou motivo de discussão no Centro de Exposições Imigrantes.
Neste texto de encerramento posso dizer que apesar de alguns incidentes e problemas com a organização, nada atrapalhou o evento.
O culpado da existência de tudo isso – não estou falando do patrocinador e nem da organização – Tim Berners-Lee, esteve no evento e participou da Campus Party.

Muita coisa interessante aconteceu. como a criação de um robô humanoide – o primeiro do Brasil. A preocupação com a Inclusão Digital e o Batismo Digital, que além dos campuseiros discutirem o que pode ser feito para os menos favorecidos, como também o foco do assunto pôde usar a conexão de 10 GB, como um senhor de 75 anos que estava fazendo o seu e-mail pela primeira vez.
Na parte de desenvolvimento muita gente – principalmente de TI – passaram horas e horas discutindo novas tecnologias para os computadores. No Bar Camp, muita gente,  inclusive eu,  conversamos sobre novas possibilidades para o bom uso das novas tecnologias e a organização da internet.

Claro, entre um nerd e outro você acha um senhor barbudo que parece o Papai Noel, mas na verdade ele é o Jon Maddog, fundador da Open Source International e presidente da Linux Internacional, que é um dos defensores mundiais do software livre. Humilde, ele fez questão de conversar, tirar fotos, discutir idéias com cada campuseiro que chegava perto dele. Podemos dizer que o cara não é o Noel, mas é um bom velhinho…

A área Games me chateou em um ponto. Conforme o texto do amigo Bracht, do Continue, a área se reservou apenas para campeonatos de games, com 5 máquinas de fliperamas (Marvel Vs. Capcom 2, Tekken 5, The King of Fighters, Street Fighter 2 e 3) e poucas discussões de game develop.

Além disso, um clã de games organizou um sorteio de brindes na área gamer, entre um torneiro e outro. Fora da área dos campuseiros, Expo e Lazer, os visitantes puderam jogar um pouco de Wii, no estande da Nintendo World e experimentar a velocidade do processador da Intel i7, que foi criado para melhorar o desempenho dos games no PC.
Em algumas situações pude experimentar um jogo interativo de luta, onde você entra em uma espécie de tela azul e na tela do projetor, a própria imagem aparecia num cenário com vários inimigos para socar e eliminar – a lá Street of Rage.
E é claro que tinha Guitar Hero e Rock Band. Quando não rolava palestra na área de Games, o pessoal jogava RB, com direito a guitarra, bateria e microfone.

Os nerds, com seus computadores tunados, trocavam idéias, exibiam seus CPUs em formatos de Transformers, carro, jukebox e até um fliperama. Uma outra parte dos nerds estavam se preparando para bater o recorde brasileiro de overcloking – resfriando um Intel Core 2 Duo E8400 a -106ºC. Eles aumentaram a velocidade do processador de 3 Gigahertzs para 5,6 Gigahertzs e atingiram a marca de 8,6 segundos no tempo de cálculo do número Pi (π) com 1 milhão de casas decimais.

Eles demoraram mais de duas horas, em um constante reinício do sistema e modificações nas configurações para bater a marca. No ano passado, o recorde foi de 9,2 segundos em um processador que atingiu 5 Gh.

No encerramento, aconteceu a premiação dos melhores blogs, que não deixa claro os critérios de escolha dos blogs – como um companheiro de um blog, que estava concorrendo com sites que fazem apologia a pirataria e a downloads ilegais. E por fim teve o encerramento da semana mais agitada no mundo geek com um show da banda Simulação.

Preço salgado na praça de alimentação

A praça de alimentação parecia um centro de abuso, talvez, um mini cartel de comida! A próxima edição da Campus Party, os organizadores poderiam combinar a redução dos preços com o pessoal que estava vendendo o almoço, jantar e os salgados.
Porque aconteceu prática abusiva, provocando a debandada dos campuseiros para a região do metrô Jabaquara na hora das refeições.

Vou dar alguns exemplos: um hot dog mais um refrigerante custavam 7 reais ou uma coxinha ou esfhia custava de R$ 3 a  R$3,50!
Muitos tiveram a “sorte” de ir para a região comercial do Jabaquara para poder se alimentar. Se não fosse isso, alguns campuseiros, que não levaram muito dinheiro, passariam fome!
Vários campuseiros lamentaram a sacanagem que o pessoal da praça de alimentação fez.

Ataque aos jornalistas brasileiros

Uma coisa que chateou muita gente foi a atitude do diretor da Campus Party, Marcelo Branco, em que toda a vez que ele subia no palco do Sarau Digital, ele agulhava os jornalistas brasileiros. Branco criticava os jornalistas por divulgar tudo que acontecia no evento. Alguns órgãos de imprensa divulgaram apenas o que aconteceu, só isso.

Os jornalistas estavam na Campus Media para divulgar o que aconteceu de fato e não para fazer um trabalho de assessoria de imprensa. Se ele quer que faça um trabalho de imprensa só com elogios, o melhor que deve ser feito é manter uma equipe de assessoria de imprensa para divulgar apenas o que o coordenador do evento quer.
E isso não só causou a indignação de alguns jornalistas, como também provocou a fúria dos campuseiros que “twittaram” suas considerações sobre tal comentário infeliz.

Campus Party 2010: mais cidades podem ter o evento

A organização garantiu que o evento continua em São Paulo em 2010, e até o ano de 2012 a Campus Party Brasil continuará no Centro de Exposições Imigrantes, na zona sul da cidade paulistana. Algumas capitais (Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre) ofereceram propostas para que a Campus Party ganhe eventos regionais, a organização e a patrocinadora do evento cogitam a possibilidade, mas não tem nada confirmado.

Para quem quer ainda visitar a área de exposições, basta ir até às 22 horas deste domingo (25) no Centro de Exposições do Imigrantes para conferir um pouco mais da Campus Party Brasil, que já terminou para os campuseiros.
Obrigado por acompanhar a cobertura especial do NoReset na Campus Party! O resultado desse esforço e do número de acessos fez com que eu e a Equipe NoReset se animasse mais ainda para trazer o melhor do que acontece no mundo da tecnologia, games e tudo que acontece por aí.

Clique aqui e veja a cobertura completa do NoReset, com todo o conteúdo publicado durante a Campus Party Brasil 2009!

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Crossovers em jogos

noreset_analisewesleyOlá gamers e afins. Sou eu novamente. Sentiram saudades?!

Vocês sabem o que é crossover? De acordo com a Wikipédia, é um evento fictício em que dois ou mais personagens, cenários ou acontecimentos são compartilhados por séries diferentes. Ou seja, personagens de diferentes séries podem se encontrar em um único episódio ou jogo. Exemplo clássico são os crossovers feitos entre personagens da DC Comics com o pessoal da Marvel Comics nas histórias em quadrinhos. E claro que nos games sempre há a junção de dois universos distintos, criando um jogo excelente, ou um lixo. E agora irei citar os crossovers mais conhecidos entre os fâs. Peço desculpas caso eu não mencione alguma série, pois são muitos crossovers, e é complicado lembrar-se de todos.
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Battletoads and Double Dragon

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Os sapos Zitz, Pimple e Rash voltaram, juntamente com os irmãos Billy e Jimmy. Depois de ser derrotada pelos Battletoads, a Dark Queen foge, porem retorna com uma nave espacial chamada Colossus, afim de dominar a galáxia. É este o pretexto para você chutar mais traseiros, dar chifradas e murros nos inimigos. Jogo bastante difícil para muitos, poucos conseguiram zerar este jogo no console (no emulador, com o recurso quick-save não conta), e mais uma vez, David Wise dá o seu toque ao compor a trilha sonora deste game. É um dos primeiros crossovers em vídeo-game e com certeza um dos mais famosos também.

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Soul Calibur

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Siiim, a franquia do falecido Dreamcast é cheio de participações especiais. O Soul Calibur II contava com Link, de Legend of Zelda (GameCube), Heihashi, de Tekken (Playstation 2) e Spawn, das HQs (Xbox). Já no Soul Calibur IV, tem participações de peso. São eles: Darth Vader, Yoda e Starkiller (o aprendiz, em The Force Unleashed), os três de Star Wars. Quer mais?! Tem mais sim, senhor. O personagem Yoshimitsu, da série Tekken é um dos personagens de outra franquia que aparece em todos os jogos da franquia Soul Calibur. Isso é que eu chamo de ter moral.

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Capcom Vs. …

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Que tal mesclar a galerinha da Capcom, como Ryu, Ken, Megaman e outros, com alguma outra franquia super famosa? Pois é, foi isso o que fizeram. Grupos famosos já se uniram a Capcom em jogos de luta 2D, como a SNK, Marvel e, mais recentemente, Tatsunoko no novissimo Tatsunoko Vs Capcom. Nos jogos de luta da Capcom há crossovers internos, com franquias da própria Capcom se unindo, como DarkStalkers, Street Fighter e Red Earth, no excelente Super Gem Fighter. Como se não bastasse a união das séries, há inúmeras menções a jogos famosos, como Resident Evil, Megaman, Final Fight e outros.

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Super Smash Bros

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Esta série dispensa comentários. Ela botou suas franquias para brigar, literalmente. Uniu personagens famosos da Nintendo, como Mario, Kirby, Samus Aran e Link em um jogo de luta bem despretensioso, mas que acabou caindo na graça dos gamers. Como se não bastasse unir o pessoal da Nintendo, eles foram alem, e em Super Smash Bros: Brawl, não só reuniu mais personagens da Nintendo, como King Dedede e o Pokemon Trainer, juntou personagens de outras séries, como Solid Snake, da serie Metal Gear, e Sonic, parceria até então já feita em Mario & Sonic at the Olympic Games. Inclusive, senhor Uehara fez uma matéria fodástica sobre Super Smash Bros: Brawl, só clicar aqui para maiores detalhes sobre esse excelente jogo.

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Mortal Kombat VS DC Universe

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Um dos mais recentes crossovers, MK vs DC é um jogo feito pela quase falida Midway, unindo o staff de Mortal Kombat com o heróis e vilões do universo DC, incluindo um modo History, mesclando os dois universos em uma história coesa. Muitos fanboys de Mortal Kombat reclamaram, pois faltou brutalidade nos fatalities, em virtude do jogo ser classificado para jovens, e pela própria DC, que vetou algumas coisas por causa de seus personagens. Não foi bem avaliado pelas criticas, resta saber o que 2009 aguarda para o jogo.

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Kingdom Hearts

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Com certeza o crossover mais bem sucedido na história dos videogames. O jogo fez uma união até então impensável, entre os universos Disney e Final Fantasy, criando uma história muito bem elaborada, onde elementos das duas franquias interagem com total perfeição. O jogo está centrado em Sora, garoto que mora em Destiny Islands, junto com seus amigos Riku e Kairi. Mas tudo muda quando Sora descobre ser o portador da Keyblade, e seus amigos desaparecem. Ai começa a jornada de Sora em busca de seus amigos através de diversos mundos. No caminho, cruzamos com diversos personagens Disney e Final Fantasy, como Donald e Pateta (Goofy), Squall Leonheart (Leon), Yuffie, Cid, Aerith (ou Aeris), Hades, Cloud, Hercules, entre diversos outros. E este ano, teremos novidades, como o Birth By Sleep para PSP. Esperem coisas boas a respeito dessa série.
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Final Fantasy: Dissidia

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O ultimo jogo lançado pela Square-Enix da série Final Fantasy. Desta vez, fizeram um crossover interno, juntando os protagonistas e antagonistas do Final Fantasy I ao X (Com personagens secretos, do XI e do XII) em um jogo de luta. Sim, fanboys, um jogo de luta. A história gira em torno do confronto entre duas entidades, Cosmos e Chaos. Cosmos convoca os heróis, enquanto Chaos, os vilões. É uma ótima iniciativa, pois para quem não viu os personagens de outros Final Fantasy, poderá conhecer mais sobre eles a partir desse jogo. E quem já conhecia, poderá ver eles com nova roupagem. É uma ótima aquisição para aqueles que possuem um PSP.

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É isso! Tem outros diversos jogos, que fazem crossovers, internos ou externos, mas citei os mais falados ou os mais lembrados. Caso tenham algum que eu não citei, comentem ai embaixo. Não custa nada.

Ou não.

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