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Giro Tech #02 – 11/04/2009

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Assita You Tube de mentirinha…

Você quer enganar seus amigos dizendo que tem um canal de You Tube direto na TV? Isso é muito fácil. Um gringo, que não tinha o que fazer, criou uma etiqueta com a logo do You Tube, igual a que você assiste nos vídeos.

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Rumor: novo pacote do Xbox 360 terá Halo 3 e Fable 2 por US$ 400

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O desejo de muito gamer é ter essa belezinha...

O desejo de muito gamer é ter essa belezinha...

cidocoelho_profileA rumorlândia solta mais uma!

A Microsoft vai fazer um novo pacote que promete deixar muito gamer maluco da vida! Ela quer empacotar o Xbox 360 com os jogos Halo 3 e Fable 2. 

A edição deve ser limitada e vai custar, lá fora, pelo menos uns 400 dolares.Segundo a ArsTechnica. o pacote pode ser lançado na E3…

INFORMAÇÕES COM ENGADGET

Activision põe no ar o site de DJ Hero

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Finalmente a Activision mostra a primeira imagem do DJ Hero. O site entrou no ar e lá consta a confirmação de que o jogo sairá para a “Família PlayStation” (Pois só tem a logomarca PlayStation), Wii e Xbox 360.

No site aparece uma pick-up e uma multidão ao fundo – típico daquelas baladas londrinas que enchem a casa – e ao fundo você ouve a galera vibrando. Isso se você tiver uma caixinha de som ligada por aí…

O DJ Hero foi anunciado no final de janeiro pelo executivo-chefe da Activision, Bobby Kotick, que já tinha confirmado durante o Forum Economico Mundial que o controle do jogo será uma pick-up.

O jogo deve seguir a mesma linha do seu irmão mais velho, o Guitar Hero. Onde quem fizer um bom mix, tocando bem a música, ganha.

De acordo com o site Finalboss, o site de músicas The Daily Swarm informou que Z-Trip aparecerá como um avatar. Além disso, pode ser que o DJ Shadow, Mixmaster Mike e Daft Punk estarão no “casting” do game. A Activision e a FreeStyleGames não confirmam nada.

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GDC 09 começa com discussão para novas alternativas

banerquadrado_norgdc09cidocoelho_profileNa última segunda-feira (23), produtores e representantes das grandes e pequenas empresas de games do mundo todo se reunem na Game Developers Conference, até o dia 27 de março, em San Francisco, Estados Unidos, para discutir o que fazer no meio desse cataclisma financeiro.

De 2007 para 2008 o mercado de games teve um salto nas vendas. Segundo o NPD Group, foram 17 bilhões de dólares e US$ 21 bilhões respectivamente.

Para este ano será uma dúvida. Por isso, a GDC, que acontece em San Francisco, é uma forma para discutir saídas para a crise.

Como sempre faz a organização da GDC, os dois primeiros dias são reservados para o as plataformas móveis. Entretanto, os jogos independentes, em forma de webgames e novas alternativas, entenda como Zeebo, ou o Wii e os seus jogadores casuais, darão as caras durante toda a GDC.

Além disso, o GDC terá foco para novas formas de jogar vídeogame, como os iPods e iPhones e é claro, como citei, o brasileiro Zeebo.

A GDC pode ser considerado um evento democrático, pois nele acontecerão palestras e todos que desejam uma oportunidade terão o foco da impresa gamística internacional. Os gigantes hi-tech terão que se comportar com respeito entre todos os produtores presentes.

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Ninja Gaiden Sigma 2 aparece na Famitsu

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cidocoelho_profileA revista japonesa Famitsu confirmou na edição deste mês o desenvolvimento do game Ninja Gaiden Sigma 2, para o PlayStation 3. Antes a franquia de Ninja Gaiden era exclusiva para Xbox 360. O jogo está sendo criado pela Tecmo Team Ninja, porém sem o japonês maluco, Tomonobu Itagaki, que deixou a Tecmo em 2008.

A versão de Ninja Gaiden Sigma 2 promete ter um visual melhor que o do Xbox 360 com novidades. Nessa nova versão, o jogador controlará o herói do game Ryu Hayabusa e a Ayane (de Dead or Alive). No jogo há rumores que o ninja Ryu poderá ter golpes cooperativos com Ayana.

O diretor da nova versão de NG Sigma também será o mesmo – Yosuke Hayashi. A PlayStation Network vai dar suporte, com o fornecimento de novos conteúdos, como novas armas, batalhas e até personagens secretos.

A Famitsu dá como certo que a Tecmo vai lançar o jogo – que está em segredo – durante a Game Developer´s Conference (GDC), nos Estados Unidos. O jogo está para ser lançado no PS3 no outono japonês (Primavera no Brasil).

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Media Create: Sony permance na frente!

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mediacreate_logcidocoelho_profileÉ possível isso? A Sony continua na frente nas vendas!

A famosa instituição que capta dados no Japão – Media Create – apurou que a Sony está vivendo tempos de bons frutos. Na semana entre 9 e 15 de março, o pequeno da “Família PlayStation” ficou na lideranças nas vendas na terra do sol nascente.

Segundo o relatório da Media Create, os PSPs coloridos – que foi lançado no começo de março – foram os “culpados” de levar a Sony ao topo das vendas. E não é só isso, a Sony comemora o bom desempenho das vendas do seu PlayStation número três – que continou no segundo lugar.

Isso se deve aos lançamentos de Yakuza 3 e Resident Evil 5. Assim a Sony ficou com cerca de 54% do mercado e a Nintendo com 40 por cento. Os outros 6% ficaram com a Microsoft.Será que acabou o período de vacas magras na Sony?

Confira no gráfico:

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Need for Speed Shift e as primeiras imagens

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O primeiro Need for Speed prometido pela EA Games já tem as primeiras imagens disponíveis para o público. O Need for Speed Shift será voltado para jogadores hardcore e está prometido para PC, Xbox 360, Nintendo Wii, PlayStation Portable e PlayStation 3.

O jogo promete ser muito bonito. Agora se a diversão é garantida? Aí vai ser outra história…

Veja na galeria abaixo os fotos do NFS Shit Shift:
 

INFORMAÇÕES COM KOTAKU E UOL GAMES

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Giro Gamer #05 – 04/03/2009


rapidasgirogamer_noresetplaca1822ey2cidocoelho_profileÉ vender ou morrer

Midway põe a venda a série Mortal Kombat para não falir. A empresa tem uma dívida de US$ 240 milhões e entrou com um pedido de falência, baseado no capítulo 11, da Lei de Falência dos Estados Unidos, para se organizar.

Quanto custa?

US$ 3,755 milhões  – alguém topa bancar a licença intelectual?

Já vendeu…

A licença da série Whellman para a Ubisoft por US$ 6 milhões, de acordo com o Kotaku, uma parte pequena, ficou no bolso da Midway: 500 mil dólares. .

Que feio!

A Midway deu cano nos seus empregados e aos ex-empregados. A empresa prometeu pagar os direitos e até agora… Só quando for possível…

PSP2 está a caminho

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O site Eurogamer informou que existe uma fonte dentro da comunidade de desenvolvimento de jogos da Sony, que afirmou a existência de um modelo da segunda geração do PSP. A tela será no formato slide, como nos celulares e o Unity Memory Disc – UMD – será abolido.

Boca aberta e suja

O fundador da Shiny já tinha adiantado a “novidade” do fim do UMD no PSP2. Perry comemorou  o fim da mídia escrevendo em seu Twitter: “é um estúpido sugador de bateria”.

Silêncio “sonista”
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A Sony não comenta as especulações.

 

Apoio: “PSP e todos os consoles sem mídias!”

O executivo-chefe da Ready at Dawn, Didier Malenfant, que produziu os jogos Dexter e God of War: Chains of Olympus para PSP, defendeu que todas as plataformas devem abandonar as mídias e que todo conteúdo funcionasse por distribuição digital.

“Meu desejo pessoal é que adoraria ver qualquer coisa que ajudasse a mover o modelo de distribuição para algo 100% online”, afirmou. “Não é a pirataria, mas os jogos usados que estão nos matando”, comentou Malenfant.

 

Alguém esqueceu de avisá-lo…

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O Zeebo, que é brasileiro e está para ser lançado pela Tectoy este ano, é o primeiro console da nova geração que vai distribuir os jogos via rede e sem mídias.

 

Serviço de conserto do primeiro Xbox foi encerrado

xbox-consoleDesde o dia 02 de março a Microsoft não faz mais serviço de reparos do Xbox original. Lançado em 2001, o Xbox foi a aposta da Microsoft no mercado de videogames. O primeiro console teve sua arquitetura baseada em PC, foram lançados mais de 825 games e vendeu 24 milhões de jogos.

Pô! Ainda tenho garantia e… Calma!

A Microsoft avisou que quem tiver o primeiro o aparelho, vai ter o suporte técnico, como documentação e conteúdos. Além disso, a empresa oferece uma espécie de bônus para o Xbox 360, por meio de um formuário online.

INFORMAÇÕES COM UOL GAMES, JOYSTIQ E KOTAKU

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Capoeira Legends: entrevista com André Cariús, da Donsoft Entertainment

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cidocoelho_profileOlá internauta NoReset! Você que acompanha este blog diariamente percebeu que um dos textos mais procurados por aqui é um jogo brasileiro, que já é considerado um marco na história da indústria dos games no Brasil.

Capoeira Legends: Path to Freedom – Capítulo 1, que foi publicado anteriormente no NoReset pelo Gustavo Oliveira, foi e continua sendo o grande destaque na imprensa brasileira e internacional. Eu verifiquei no motor de buscas do NoReset, o jogo está na liderança dos assuntos mais procurados. Por isso, consegui uma entrevista – com exclusividade entre os blogs – com o presidente e fundador da Donsoft Entertaiment, André Cariús.

carius_donsoft2Instalados no Estado do  Rio de Janeiro, Cariús (foto), 29, e a equipe da Donsoft conseguiram o feito de criar um jogo que é dedicado a cultura brasileira e ao mesmo tempo, conseguiu mostrar como o Brasil tem capacidade de se tornar um gigante no mundo dos games. Isso porque temos que considerar que temos a pirataria como um grande inimigo dos publicadores brasileiros.

Mesmo com uma equipe pequena, o jogo Capoeira Legends mostrou que pode brigar como gente grande contra as publicadoras de games tradicionais do mundo dos games, trazendo um jogo com boa jogabilidade, gráficos e usando o conteúdo regional. E tudo isso, custando apenas R$ 30 para um gamer que gosta de uma boa aventura é uma boa pedida.

Equipe interna da Donsoft Entertainment, que está instalada no Rio

Equipe interna da Donsoft Entertainment, que está instalada no Rio

Mesmo com o tempo apertado –  segundo o André, está trabalhando mais de 16 horas diárias –  o  executivo da Donsoft respondeu as pergutnas enviadas por mim  na noite do Carnaval. Confira logo abaixo a entrevista exclusiva:

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NoReset: Conte para os leitores do NoReset  um pouco da Donsoft Entertainment.
André Cariús: A Donsoft é independente e 100% brasileira. A ideia veio em 1993, em Petrópolis (RJ), eu era um programador de 13 anos de idade, quando reuni um grupo de amigos e criamos uma “TechDemo” de um jogo “adventure 2D” para tentar comercializar. Porém, não conseguimos um publicador, apesar de ter recebido uma atenção especial do presidente da Brasoft, na época. Mas, acredito, que deve ter sido estranho para ele falar ao telefone com um “empreendedor” de 13 anos.

Ao longo do tempo as pessoas abandonavam o projeto, especialmente por serem muito novas – média de 13 a 15 anos de idade. Foi aí que percebi que precisava de dinheiro ou de algo que conseguisse manter um time para a conclusão de um projeto. Como dinheiro não era o forte, passei anos mantendo as pesquisas de tecnologia e design de jogos e em paralelo a isso estudei muito um modelo adequado que possibilitasse a criação de uma empresa independente e que fosse interessante societariamente para todos os envolvidos.

Com um modelo que valoriza trabalho e capital investido nas mesmas proporções (50% do capital social da empresa para cada um dos dois tipos de investimentos), a empresa foi oficialmente fundada em 2001. Passamos dois anos prestando pequenos serviços para empresas brasileiras.

Em 2003, convidei outros sócios (Como por exemplo o Diretor de Arte & Design, Guilherme Xavier; o Diretor Científico-Cultural, Jorge Ricardo Valardan Domingos e o Diretor de Tecnologia, Alexandre Bandeira) e direcionamos a empresa para a cultura e folclore brasileiros.


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NoR: Como nasceu a ideia de desenvolver o jogo de Capoeira?
AC:
Em 1989, quando tinha 9 anos de idade, comecei a estudar programação de computadores. E nessa época me tornei um grande fã de videogames e de histórias como Guerra nas Estrelas e Senhor dos Anéis. Aos 13 anos decidi que dedicaria minha vida à criação de jogos e que queria criar um universo tão rico como os dois citados. Após muitos anos de aprendizado, amadurecimento, trabalho, orientação e muita pesquisa, encontrei na Capoeira um tema completo o suficiente para que um universo de ficção bem fundamentado fosse criado.

A Capoeira é um esporte, uma arte, uma luta, uma dança e uma filosofia que na minha opinião traduz em si a essência do Brasil. E foi exatamente neste momento, por volta de 2003, que tive certeza que a Capoeira era o tema que busquei a vida inteira para construir um universo de jogos com o qual ainda pretendemos trabalhar muitos jogos. A decisão de tornar a Donsoft uma empresa focada em Cultura Brasileira foi de todos os sócios, mas podemos considerar o Diretor Científico-Cultural, Jorge Ricardo Valardan Domingos, como o principal responsável por este fato.

NoR: Como foi o desenvolvimento do jogo?
AC: Começamos o projeto em 2003. O tempo efetivo de desenvolvimento no produto final foi de 1 ano e meio. Porém, entre 2003 a 2009, está incluido uma profunda pesquisa sobre a Capoeira, pesquisa e desenvolvimento de ferramentas tecnológicas e técnicas de modelagem e animação; além de diversas tentativas sem resultado satisfatório com as várias tecnologias que avaliamos para desenvolver o jogo.

NoR: Como foi a consultoria do Mestre Vuê?

Mestre Vuê é um dos principais personagens do jogo

Mestre Vuê é um dos principais personagens do jogo

AC: Quando iniciamos o projeto, começamos a buscar uma boa consultoria de Capoeira para  mesmo. Fomos à Bahia e a outros locais com tradição na Capoeira e vimos que havia muitos trabalhos de qualidade por todo o Brasil, apesar de existirem muitos trabalhos claramente pouco fundamentados também.

 

A identificação com o Mestre Vuê ocorreu quando fomos vendo que por todo o Brasil existem mestres ótimos em diversas coisas. Alguns são muito técnicos, alguns tocam muito bem os instrumentos, outros têm um foco forte na Capoeira de Angola, fazem instrumentos de muita qualidade,  são muito fiéis às tradições de Mestre Bimba e da Capoeira Regional, desenvolvem um trabalho com o foco na disciplina ou conhecem muito bem a história da Capoeira. O Mestre Vuê reunia absolutamente todas essas qualidades e sua vida é a Capoeira. A Capoeira está presente em tudo que ele faz, em cada passo que ele dá, no ar que ele respira. E era exatamente isso que procurávamos.

Não que não existam outros mestres assim, temos certeza que devem existir, mas o fato é que somado a estes fatos a humildade e a forma que fomos recebidos pelo Mestre Vuê foram um diferencial fundamental. Desde o início ele disse uma única frase que reflete 100% de como trabalhamos: “Estou aqui para somar. Eu não luto Capoeira, Eu luto pela Capoeira”.

O Mestre Vuê ajudou em toda a consultoria histórica, nas músicas no jogo, nos movimentos dos personagens e sempre confiou em mim de forma plena, sem nunca sequer questionar quanto à sua participação nos lucros do jogo, o que naturalmente agora vamos fazer (Porque fazemos questão, já que por ele o que importa é somar à Capoeira e não o dinheiro). Tudo o que ele buscava e continua buscando é mostrar um trabalho de Capoeira de qualidade para o mundo, seja em suas aulas ou agora através do jogo do qual ele participa.

É importante ressaltar que um Instrutor de Capoeira, Hugo Freitas, filho de Mestre Vuê, acompanhou a criação de cada um dos movimentos de perto e é um dos sócios-colaboradores internos da Donsoft.

Gunga Za é o outro protagonista de Capoeira Legends

Gunga Za é o outro protagonista de Capoeira Legends

NoR: Como o público tem recebido a chegada dessa nova proposta de jogo, que tem a cultura brasileira como a temática principal?

 

AC: Como infelizmente alguns brasileiros nem sempre dão valor à nossa cultura, esperávamos uma grande repercursão internacional e uma repercursão nacional muito menor.

Internacionalmente ainda não começamos a divulgar muito e já há alguma repercursão, mas o fato é que estamos bastante felizes sobre a repercursão nacional que o jogo está tendo, que foi 100% espontânea.

Existem elogios e críticas e todos são muito bem vindos. Ficamos felizes com os elogios e tentamos melhorar com o que lemos nas críticas construtivas e fundamentadas.
 

Temos grande interesse em publicar o Capoeira Legends completo para algum console ou talvez outro jogo da série. Inclusive vamos procurar a Tec Toy para conversar sobre o Zeebo.

NoR: Não seria mais fácil fazer uma temática, digamos, tradicional? Como um soldado espião dos norte-americanos que vai tentar evitar uma guerra no Iraque, por exemplo?

AC: Respeitamos as escolhas de todas as outras empresas de jogos brasileiras e o que faz o mercado de jogos ser tão fantástico é sua diversidade, não tenho dúvidas disso. Porém, a Donsoft escolheu um foco para ter como seu diferencial e é exatamente nessa linha que vamos nos manter. A cultura e o folclore brasileiros fazem parte de nossa missão como empresa.

Seria sim mais simples fazer um jogo sobre os temas tradicionais, assim como fazer um FPS ou algo tecnicamente menos desafiador. Porém, nós buscamos fazer aquilo que consideramos importante para o país e para seu espaço no mercado internacional de jogos.
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NoR: A Overplay, que é uma produtora brasileira, criou o I Wanna be a Popstar, para o Nintendo DS. A Donsoft não pensa em criar o Capoeira Legends para alguma plataforma da nova geração?
AC: A Donsoft tem um grande interesse em publicar o Capoeira Legends para outras plataformas (Wii, PS3,  Xbox 360, Nintendo DS, PSP etc.). Porém, nosso foco atual está no desenvolvimento do segundo e capítulo e antes de tudo vamos lançar os 3 primeiros capítulos neste ano para PC.

Logo em seguida, em 2010, temos grande interesse em publicar o Capoeira Legends completo para algum console ou talvez outro jogo da série (Sim, já temos o roteiro). Inclusive vamos procurar a Tec Toy para conversar sobre o Zeebo.

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A Donsoft escolheu um foco para ter como seu diferencial e é exatamente nessa linha que vamos nos manter. A cultura e o folclore brasileiros fazem parte de nossa missão como empresa.


NoR: Apareceu alguma grande fabricante de console interessada ou alguma produtora para dar apoio ou fôlego para algum novo  jogo?

Estamos em contato com um grande fabricante de consoles internacional, estudando a possibilidade do lançamento do Capoeira Legends: Path to Freedom para um de seus consoles.

Porém, ainda é muito cedo para que haja alguma conclusão e não podemos divulgar nenhuma informação sobre o assunto.

NoR: Após a publicação dos três capítulos do Capoeira Legends, vocês pensam em um novo jogo com uma nova temática brasileira?  Como seria? Talvez, uma Guerra do Paraguai ou até mesmo a Guerra dos Farrapos… Acho que renderia jogo, hein?
AC: Sem dúvidas são excelentes temas! Porém, já temos as metas dos próximos anos bem definidas. Já avaliamos outros temas e estamos em negociação quase fechada com uma iniciativa tradicional profundamente relacionadas à cultura brasileira. Porém, infelizmente, não podemos divulgar nada antecipadamente.

É importante ressaltar que apesar de ser possível trabalharmos em outros produtos, nosso foco é e será por muitos e muitos anos a série de jogos Capoeira Legends e no que depender de mim, como presidente da empresa, este será um produto que continuaremos desenvolvendo para todos os videogames no futuro para o resto da história da empresa – que esperamos que dure até o fim de nossas vidas.

O Capoeira Legends: Path to Freedom, que está dividido em 3 capítulos, é apenas o primeiro título de uma série de jogos deste universo.

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Estamos em contato com um grande fabricante de consoles internacional, estudando a possibilidade do lançamento do Capoeira Legends: Path to Freedom para um de seus consoles.

NoR: Como CEO da Donsoft, você deve ter observado que lá fora e até mesmo por aqui, as produtoras grandes estão comprando as  pequenas – cito como exemplo a Ubisoft que comprou a gaúcha Southlogic Studios – como que você enxerga o mercado de games  nessa crise e principalmente no Brasil?
AC: Acreditamos nas iniciativas independentes. Por mais que a fragilidade financeira seja maior, nada vale mais do que a liberdade de criar aquilo que acreditamos transmitir as mensagens positivas que queremos transmitir.

Já conversamos com muitos investidores e sabemos que toda empresa que cresce tende a receber ofertas para ser comprada por alguma grande produtora. Seria imaturo dizer que estamos fechados a qualquer proposta no futuro. Porém, não faz parte de nossos objetivos e vai contra nossas direções atuais.

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NoR: Como você enxerga o mercado de games brasileiro?
AC: O Brasil desenvolve jogos há muitos anos, há muito mais tempo do que alguns pensam, pelo que me consta – se não me engano, desde 1982 – e apesar de ainda não ter uma fatia expressiva no faturamento mundial da indústrial de jogos, não tenho dúvidas de que está caminhando para isso com uma grande variedade de novos títulos com alto padrão de qualidade.

O país possui ótimo conhecimento tecnológico em suas universidades, uma criatividade absurdamente alta, uma versatilidade acima dos níveis mundiais e é capaz de fazer muito com pouco. O que nos faltou por muitos anos foram iniciativas que conseguissem se manter com o pouco volume de incentivos que o mercado ainda tem no país. Porém, algumas iniciativas independentes e outras contando com investidores privados que estão percebendo o poder deste mercado, estão, na minha opinião, inserindo o país em um rumo de sucesso no mercado internacional.

Além disso, incentivos governamentais mais fortes estão surgindo e apesar de a Donsoft não ter sido contemplada com nenhum, ficamos muito felizes de saber que o governo está começando a voltar seus olhos para o poder dos jogos, a mídia interativa que transformou o mundo. Vejo dezenas de empresas de jogos desenvolvendo um bom trabalho e torcemos pelo sucesso de todas! Acho que importantes passos têm sido dados. Agora temos que lutar juntos contra a pirataria, contra o preconceito com as empresas brasileiras que existe especialmente aqui no Brasil e utilizar o conhecimento profundo de nossos gamers (Estamos entre os melhores do mundo na maioria das modalidades do e-sport) para criar jogos cada vez melhores.

Na Donsoft 90% da equipe é formada por jogadores realmente hardcore. Dentro da empresa tem desde campeão brasileiro de Counter Strike Source até viciados em World of Warcraft com 30 personagens level 80. Em termos de console, todos os sócios e funcionários têm algum console. Temos até o caso de um que tem PS3, Wii, Xbox 360, PSP, Nintendo DS e PC (risos).  Fora um grande campeão mundial de Time-Attack, que faz parte da equipe Design.

A maioria na empresa é muito fã de Nintendo e fazemos alguns campeonatos de diversos jogos de Nintendo Wii com frequência. Eu, particularmente jogo vídeogame  e computador desde 1985 e passei por quase todos os consoles que existiram… Acredito que videogame já faz parte de nossa cultura e com isso tornar videogame parte de nossa economia é uma consequência natural.

NoR: Obrigado pela entrevista! Qual é o recado ou mensagem que você gostaria de passar para o povo noresetiano?
AC: Antes de tudo eu gostaria, em nome de toda a Donsoft, de parabenizar o NoReset pelo conteúdo sempre atualizado, inovador e bem editado. Gostaríamos também de agradecer pela oportunidade de apresentar um pouco de nosso trabalho aqui.

Agradecemos também a todos que estão elogiando e criticando nosso jogo. Ficamos muito felizes com os elogios e estamos buscando aprender o máximo com as críticas construtivas e fundamentadas para melhorar cada vez mais a qualidade de nossos produtos.

Por fim, convidamos o Brasil e o mundo a conhecerem o Brasil, nossa cultura e história sob uma nova perspectiva, o Capoeira Legends: Path to Freedom. Acreditamos que temos uma mensagem muito positiva para levar a todos com este jogo.

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DONSOFT ENTERTAINMENT

Origem: Petrópolis/RJ
Site:
www.donsoft.com.br
Fundada em 2001
Empregados: 19 

Membros que desenvolveram o primeiro capítulo de Capoeira Legends: Path to Freedom

Presidente e Fundador: André Cariús 
Diretor de Artes e Design: Guilherme Xavier
Diretor de Tecnologia: Alexandre Bandeira
Diretor Cultural e Científico: Jorge Ricardo Valardan Domingos
Designers: Alberto Renzo, Mário Azevedo, Marcus Feital, Leonardo Pereira e Gabriel di Stasio
Programadores: Vinícius Leite e Wellington de Oliveira
Lead Tester : Rômulo Silva
Tester: Márcio Moreira
Consultoria de Capoeira: Mestre Vuê e Hugo Freitas
Site da Escola de Capoeira Água de Beber:  
www.aguadebeber.com.br
Site do jogo: www.capoeiralegends.com

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UPDATE:

PARTICIPE DO NOSSO CONCURSO CULTURAL CAPOEIRA LEGENDS. ESCREVA UMA FRASE SOBRE O QUE VOCÊ FARIA PARA CONSEGUIR O JOGO.

A MELHOR FRASE, QUE SERÁ ESCOLHIDA PELA DONSOFT, VAI GANHAR UMA UNIDADE DO JOGO CAPOEIRA LEGENDS: PATH TO FREEDOM E UMA CAMISA MUITO BACANA!

O QUE ESTÁ ESPERANDO? É SÓ ATÉ O DIA 08 DE MARÇO!

MAIS INFORMAÇÕES AQUI!

BOA SORTE!

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Giro Gamer #04 – 18/02/2009

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Finalmente o portátil que vende que nem água nas terras orientais chega nas terras norte-americanas. O Nintendo DSi chega nos Estados Unidos e América do Norte em 5 de abril.

O portátil da Big N vai custar US$ 169,99.

Midway tem vida após falênciaguincho_midway

Após ter recorrido a cláusula 11, da lei de falência dos Estados Unidos, – quando a empresa pede água e joga a toalha pedindo para reorganizar as dívidas e os credores esperarem mais um pouco – o Tribunal de Falência norte-americano usou o desfibrilador na Midway e todos os credores vão ter que esperar mais um pouco para poder jogar a pá de cal na empesa de MK. A Midway continuará com as portas abertas, mesmo com a sua grave crise financeira.
O chefe da empresa Matt Booty comemorou a decisão destacando que esse será o primeiro passo para a reorganização planejada e ordenada da Midway.

Rare reestrutura processo de desenvolvimento

A Microsoft Game Studios reestrutura a equipe da Rare, com a possibilidade de mais demissões.
Conforme anunciado no mês passado, a empresa de Bill começou a maior reestruturação de sua história. A Microsoft quer abraçar novos modelos de negócios para acelerar e simplificar o processo de desenvolvimento de jogos. A Rare vai concentrar o seu desenvolvimento em três áreas. Uma das áreas é o seu estúdio interno, em que a equipe vai criar expansões para os jogos do Xbox 360, Viva Pinata e Banjo Kazooie: Nuts & Bolts são alguns desses exemplos.

 

Resultado de tudo isso…

Continuar entregando jogos AAA e experiências que estimulam os atuais e os futuros gamers dos jogos da Rare.

Microsoft faz oferta para adquir empresa de tecnologia 3D

A empresa de Bill diz estar negociando para comprar uma empersa de tecnologia de Israel, 3DV Systems, por 35 milhões de dólares.
A 3DV é conhecida por desenvolver “realidade virtual” por imagens por meio de câmeras digitais. Conhecidas por ZCams, são concebidas para oferecer o controle por movimento corporal para videogames. É algo como um super Wii, usando o corpo todo.
A empresa israelense que desenvolve essa tecnologia promete que será uma experiência verdadeiramente imersiva.

O ZCam no Xbox?

A aquisição da 3DV Systems é estratégica para a Microsoft, pois a empersa poderá ser importante para desenvover as ZCams parar o Xbox 360. A Sony já faz isso com o seu EyeToy, para o PlayStation 3 e até a propria empersa de Bill criou o Microsoft ´s Vision, que deve ser aprimorado com essa compra.

Não foi só a Square Enix que comprou a Eidos…

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Por trás da produtora de Final Fantasy está cpor tras da produtora japonesa, está também a Pioneer Investment Management Ltd, colocando a disposição na aquisição da Eidos mais 27,2 milhões de ações – 10% do capital social para a compra. Agora falando feito economista a Square Enix, que é conhecida na bolsa pela sigla SQEX terá agora o apoio de 123 milhões de ações, incluindo os abrangidos por uma carta de intenções, que vale cerca de 47% capital emitido.

Tá, como ficou?

Se não estou errado, em contas noresetianas a composição da Square Enix Eidos ficará assim:

Square Enix – 70%
Warner Bros – 20 %
Pioneer – 10%

Lembrando que a WB foi pressionada por outros acionistas, nos States, a se livrar da Eidos.

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