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Batismo digital aos menos favorecidos

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cidocoelhoPara incentivar os menos favorecidas a aplicar a tecnologia em suas vidas, o Batismo Digital 1.0 e 2.0 da área de Inclusão da Campus Party Brasil 2009 já está cumprindo seu papel. Em média 800 pessoas passam diariamente pelo módulo com 200 computadores, acompanhadas de monitores treinados para despertar o interesse pela sociedade em rede em gente de diferentes idades.

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O espaço, na área Expo e Laser, tem sido visitado não só pelas caravanas agendadas pela organização,mas também por visitantes do evento em geral, que usam os computadores para entrar na Internet, jogar e se comunicar pelas redes sociais. “Estamos notando que muitas pessoas já chegam com um conhecimento mínimo de computação e web, mas há também muitos casos de gente que chega aqui para ser batizada propriamente. São idosos, adultos e crianças que querem entrar para o mundo digital”, comentou Raul Luiz, coordenador da área, que conta com as versões de batismo 1.0 (pra quem nunca teve acesso a um computador) e 2.0 (para os que já tem um conhecimento mínimo).

Joana Henrique de Lima, 56 anos, e seu neto Gustavo, 7 anos, são exemplos da inversão dos modelos tradicionais de batismo. No digital, os mais velhos é que são os menos experientes. “Acabei de criar meu email e queria que tivesse algo a ver com vovozona. É que a criançada do bairro me chama assim”, brinca Joana, moradora do CDHU Jardim Tropical, em Perus, que trouxe toda a família para a Campus Party. “Estou achando tudo muito diferente. Nunca tinha visto tanto computador junto”, conta ela.

Já o pequeno Gustavo não tirou os olhos da tela, que estava se divertindo, tentanto colocar bananas na boca de um gorila em um jogo online. “Já tinha usado os computadores lá do CEU (Centros Educacionais Unificados) de Perus, mas aqui é diferente: tem mais gente, mais computador e eu posso ficar jogando durante um tempão”, diz o garoto. E a vovó? “Agora estou tentando entrar no Orkut. Quero me comunicar com o mundo todo”.

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Frases de notebook (Versão geek das frases de caminhão)

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cidocoelhoEu não poderia deixar de publicar, durante as caminhadas aqui na Campus Party, nos quatro dias, percebi coisas engraçadas e estranhas.

Uma delas é o motivo deste post: as frases de notebook estão assolando o Centro de Exposições Imigrantes por alguns momentos. Por isso resolvi reproduzi-las aqui no NoReset. Confira o que eu já peguei até agora – e por enquanto!

1. Desligue o som! Eu quero assistir Lost! (Eram três campuseiros protestando contra a balada geek);

2. Serra = pedágio (Ema palavra em cada tela de notebook!);

3. Eu naum sou nerd – Caravana do Acre (Era um acreano com uma placa de papel, amarrada com barbante e pendurada no pescoço);

4. Eu dou abraço! (Eu vi por aí);

5. Criador de jogos (Está escrito em uma caixa de papelão, que guarda CPU); Ao lado tinha uma placa: “Pode pegar o cartão aqui!”.

É isso por enquanto…

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Novos números da Campus Party Brasil

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cidocoelhoNesta quinta-feira, a organização da Campus Party divulgou os números atualizados da segunda versão brasileira do maior encontro de Internet e cultura digital do planeta. Dos 6.513 campuseiros inscritos, 36,3% estão incluídos na faixa etária de 18 a 24 anos. Confira abaixo os demais dados:

Dados em 21/01/2009

Total de inscritos: 6.513
Homens: 4.449 (68,3%)
Mulheres: 2.064 (31,7%)

Menores de 18 anos – 5,5%
De 18 a 24 anos – 36,3 %
De 24 a 30 anos – 30.5%
De 30 a 40 anos – 19,8%
De 40 a 50 anos – 5,8%
Acima de 50 anos – 1,8 %

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Campus Party no terceiro dia; Veja as imagens

cidocoelhoConfira o terceiro dia em imagens no melhor da Campus Party Brasil 2009, que acontece em São Paulo, até o dia 25 de janeiro, no Centro de Exposições Imigrantes.

Tivemos o retorno do Gilberto Gil, para conversar com o público que dissertou no espaço Inclusão Digital. Além disso, tivemos a presença de um dos defensores do famoso pinguim Linux, Maddog, dando palestra na área Software Livre e passei pelos stands que estão abertos para os campuseiros e para o público.

Lembrando que para o público visitar os mais de 40 estandes da Campus Party 2009, deverá pagar uma taxa de R$ 5,00. Você também pode conseguir mais informações no site www.campusparty.com.br.

Para ver as imagens ampliadas, basta clicar na foto escolhida. Confira a galeria:

 

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Podcast Videocast NoReset – Especial Campus Party 02

noreset_especialnoreset_channelcampuspartylogocidocoelhoNo terceiro dia do maior evento de internet e tecnologia do mundo, eu e o jornalista do blog Notícias do Zé – José Luís Freitas – falamos e aparecemos no vídeo, contando como foram o segundo e o terceiro dia da Campus Party Brasil 2009.

Clique aqui e assista 

E é claro, comente aqui no NoReset!

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Veja as imagens do segundo dia da Campus Party

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cidocoelhoGilberto Gil, palestras, cursos e o criador da www, Tim Berners-Lee e a banda Teatro Mágico, foram os principais destaques do segundo dia da Campus Party 2009, que acontece no Centro de Exposições Imigrantes.

Confira as fotos do segundo dia do maior evento de tecnologia e internet do mundo, que reune mais de 6000 campuseiros, que discutem de tecnologia a games, desemvolvimento de TI, robótica e novas tecnologias.

Gilberto Gil visita a Campus Party Brasil 2009

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cidocoelhoO ex-ministro da Cultura apresentou sua visão otimista das novas tecnologias na abertura do espaço de Inclusão Digital.
Após o entusiasmo proporcionado pela palestra de Tim Berners-Lee, os participantes da Campus Party Brasil 2009 ainda contaram na tarde desta terça-feira com a presença de Gilberto Gil. O ex-ministro da Cultura fez parte das atividades do espaço Inclusão Digital do evento e deu uma palestra “ilustrada”, junto a Claudio Prado, ex-coordenador de Políticas Digitais do Ministério da Cultura. A abertura do espaço teve a presença do ministro interino da Cultura, Roberto Nascimento, e de Clarice Coppetti, vice-presidenta de TI da Caixa Econômica Federal.

“É impossível democratizar a cultura do País sem pensar em uma universalização tecnológica”, salientou Nascimento, destacando os Pontos de Cultura e as discussões das adequações das leis de incentivo à cultura às novas tecnologias como exemplos de ações do MinC relacionadas à inclusão digital.

Já Gil apresentou sua relação com a tecnologia desde a infância até os dias de hoje, intercalando sua fala com músicas que sintetizaram cada fase da sua vida pessoal e profissional. “No ano passado, eu estive aqui como ministro e falei sobre a necessidade da politização das tecnologias, mas hoje quero abordar, do ponto de vista pessoal, o temor que existe de que as corporações detenham as designações do que seja a Internet e as novas tecnologias.

A discussão que devemos fazer é sobre o papel da sociedade no mando dos rumos do uso e do significado dessas tecnologias”, avaliou o músico, que brindou o público com canções como “Procissão”, “O Luar”, “Domingo no Parque” e “Cérebro Eletrônico”, enquanto contava sua trajetória, desde a infância na Bahia, passando pelos tempos em São Paulo, o exílio e os recentes trabalhos.

“Somente a partir do disco Quanta é que passei a ter uma visão mais otimista da tecnologia, entendendo que ela podia estar a serviço do homem, ser uma tecnologia humanizada”, acrescentou.

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Confira a entrevista do criador da “www”, Tim Berners-Lee

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cidocoelhoNesta terça-feira, o criador da World Wide Web (WWW) falou sobre a Web Semântica, dentro do Momento Telefônica. Em coletiva para a imprensa, Berners-Lee destacou sua preocupação de que a web funcione como infra-estrutura crítica para a sociedade

A palestra de Tim Berners-Lee “O futuro da Web – e isso é só o começo: olhando os próximos 20 anos”, no primeiro Momento Telefônica da Campus Party Brasil 2009, acabou com um recado para os mais de 6 mil campuseiros inscritos no evento. “É muito importante que a Internet permaneça aberta. O futuro está nas mãos de vocês. Se o browser que você usa não tem padrões abertos, não use esse browser. Vocês fazem a escolha. Vocês estão no controle”, finalizou o criador da World Wide Web (WWW), ovacionado pelo público.

Durante a apresentação de 45 minutos, Tim Berners-Lee primeiramente rememorou o início de seu trabalho, há 20 anos, que tinha o objetivo de reunir dados dispersos e incompatíveis, no que mais tarde deu origem a World Wide Web. Em seguida, ele se aprofundou na explicação da Web Semântica ou Internet 3.0, extensão da Internet atual que poderá permitir aos computadores e humanos trabalharem em cooperação. Ela seria capaz de organizar e usar todo o conhecimento disponível na rede de forma mais inteligente, misturando dados de fontes diferentes instantaneamente, a partir de dados abertos e linkados entre si. “A coisa mais importante quando vocês forem desenvolver alguma coisa na web é a universalidade. Você tem que ser capaz de utizá-la independentemente da plataforma, do sistema operacional, do browser ou da cultura que você esteja utilizando”, disse Berners-Lee.

Antes da palestra, o pai da WWW se reuniu com a imprensa e respondeu questões relativas aos seguintes temas:

Obama

“Uma das grandes coisas que Barack Obama já falou a respeito de tecnologia é que os dados sobre o governo estarão abertamente disponíveis, de forma acessível. Há uma nova onda de informações linkadas se espalhando por todas as áreas. O governo Obama chegou na hora certa, para contribuir com esse movimento por meio da abertura das informações relacionadas ao governo”.

Futuro

“A web é uma grande plataforma, e o importante é que é uma tela em branco, sobre a qual todos poderão fazer coisas com as quais eu nunca sequer sonhei. Há muitas coisas interessantes nascendo, como os dados linkados, a presença da web nos telefones celulares, que será especialmente importante em áreas rurais, por exemplo, onde a presença dos computadores é menor. Estamos começando uma Web Foundation, que pretende fazer da web algo conectado de forma humana. O importante para o futuro é pensar nos 80% da população que, hoje, não usam a internet: como a internet vai funcionar para essas pessoas? Uma das questões importantes para a missão da Web Foundation é que a web funcione como infraestrutura crítica para a sociedade. Por isso é importante que as universidades desenvolvam a web science, para entender tanto os aspectos técnicos quanto sociais da rede. Os telefones celulares serão muito importantes, mas a web sempre será acessada de formas diversas: às vezes eu preciso de coisas dentro do bolso, mas quando eu chego em casa quero uma tela de 52 polegadas, de resolução perfeita… O importante é que a web funcione de formas variadas”.

Web 3.0

“A Web 2.0 foi uma experiência muito frustrante para os usuários, porque eles colocam todas as informações em uma página e, quando acessam uma outra página, não podem usar aquele mesmo conteúdo. As redes sociais devem ser um sistema aberto, em que você controla seus dados, e essa informação pode ser usada por pessoas e sites diferentes. Você decide o que colocar e que uso isso vai ter, mas a partir de então é algo aberto. Essa é a visão de uma rede natural, feita de pessoas. Parte da ideia da rede de dados abertos linkados é a de ser a ‘rede de um amigo do amigo’: é uma rede de sites nos quais você concorda em ter seus dados. Você controla os seus dados, não uma empresa”.

Uso da Internet Semântica

“Hoje eu vejo a Internet Semântica como um movimento pelos dados abertos e eu encorajo a todos a colocarem seus dados linkados na Internet para que outros os possam utilizar. No futuro, as empresas e o governo irão nos fornecer os dados brutos e com eles poderemos fazer coisas fantásticas. Eles, por exemplo, não precisarão gastar com publicidade, já que as pessoas poderão fazer seus próprios catálogos a partir desses dados brutos”.

Sociedade

“Devemos tomar cuidado com novas formas de sociedade: tivemos vários exemplos desastrosos ao longo da história. O interessante é que em diferentes comunidades da rede as pessoas estão lidando com novas formas de democracia e de meritocracia: de como nós, como um grande grupo, tomamos uma decisão com base na maioria, mas também sabermos reagir quando nos damos conta que a minoria estava correta. Estou muito animado com os movimentos que tenho visto nesse sentido dentro da web”.

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Pedofilia e crimes na internet

“Claro que esses são assuntos que nos preocupam a todos, mas o que você vê na web é simplesmente a humanidade: com seus aspectos horríveis, outros maravilhosos. A Internet é uma ferramenta poderosa. A informação é algo poderoso, que pode ser usado para coisas horríveis ou para coisas excelentes. Mas sou otimista quanto à humanidade, porque no final das contas, quando nos juntamos para resolver os problemas, acho que acabamos fazendo mais bem do que mal”.

Segurança e privacidade

“Talvez nosso padrão mude nos próximos anos, porque uma mudança importante seria escolher especificamente para que fim será usada a informação que colocamos na rede. No futuro, será muito fácil ter acesso ao conteúdo, mas uma empresa não poderá utilizar essa informação para um fim indevido”.

Internet provida pelo governo?

“Nos EUA, eu tenho a opção entre diversos provedores comerciais, um deles que leva fibra ótica até minha casa. Em outros países, as pessoas podem decidir que o governo seja o provedor, mas tem a ver com a cultura de cada lugar. Mas eu gosto do sistema que permite a concorrência comercial e a escolha da empresa que eu quero oferecendo conteúdo”.

Interatividade na Internet 2.0

“A Internet pode ser muito mais interativa. No momento em que os dados forem abertos, a Internet vai poder se alimentar muito mais de aplicativos e vai se tornar muito mais poderosa”.

Twitter

“É uma nova forma de comunicação. Hoje há tantas coisas fascinantes na Internet que eu não tenho favoritos. Sempre que há uma novidade, uma coisa que é a mais quente do momento, pode ter certeza que há outra logo atrás, chegando para tirar seu lugar”

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Segundo dia começa com cursos, palestras e entrevista

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3212390855_9d5f453593cidocoelhoAcordei há pouco tempo, e dei uma circulada pelo Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, local da segunda edição da Campus Party Brasil 2009.

Já tem alguns estandes disponiveis, como da Nintendo, do site de fotos do Yahoo!, o Flickr, a praça de alimentação foi aumentada mas também não vale a pena comer lá pois os preços estão muito salgados – depois conto com mais detlahes.
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Na área dos campuseiros, a paz reinava entre as barracas, com exceção de alguns sons, que não vou reproduzir aqui com muita gente roncando. Além disos na área Campus Blog, Media, Robótica, Desenvolvimento, Games, Sotware Livre aconteciam palestras e curos de PHP, XHTML, oportunidades de carreira – para proffissionais de TI. Enfim, havia palestras para todos os gostos e públicos.

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E lá tinha um estande com um filminho em alta definição no estande de uma tv por assinatura que transmitia o sinal da HBO HD.

O final da manha foi com uma entrevista coletiva com o criador do World Wide Web – Tim Berners-Lee – que respondeu em 25 minutos muitas perguntas, que depois colocarei os pontos altos dessa conversa.

Agora eu e o meu amigo jornalista José Luís Freitas vamos sair do Centro de Exposições para almoçar, recuperar as forças para o segundo round desse dia que não acaba na Campus Party Brasil 2009. Ainda bem!

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Podcast NoReset – Especial Campus Party 01

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podcast_logoPrimeiro podcast do NoReset.Net na Campus Party, que acontece no Centro de Exposições Imigrantes, que fica no Jabaquara, Zona Sul de São Paulo.

A apresentação é do editor Cido Coelho e do convidado José Luís Freitas, do blog Notícias do Zé, que acompanha a cobertura do maior blog de fuleiragens e chinelagens da internet brasileira.

O podcast foi gravado às 3 da manhã do dia 20 de janeiro.
Clique aqui e ouçaTempo 6 minutos

Ouça também:

PARTE 2

PARTE 3


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