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GDC 09: Zeebo; O vídeogame do próximo bilhão e anti-pirataria

banerquadrado_norgdc09cidocoelho_profileRua 25 de Março. Quando vem esse nome a cabeça, principalmente para quem mora em São Paulo, surgem as imagens mentais de muvica, gente gritando “trêis pô um reau”, ou então tênis “muto booom” por “tlinta” e muitas barraquinhas para “decorar” o habitat dos compradores e consumistas de todo o Brasil (E de fora também).

Vai encarar?

Vai encarar?

A Qualcomm, que com a Tectoy, desenvolveram o Zeebo, venderam o console na palestra exibindo imagens do lugar mais conhecido “dos compradores de bijuterias” e “CDs piratas” de Sampa. Além disso, eles explicaram como funciona a dinâmica do comércio negro, que vendem games copiados por preços de banana.

Tá, mas onde as duas empresas querem chegar com isso? Eles querem mostrar que o Zeebo será capaz de acabar com tudo isso.

O CEO da Zeebo Inc, Jonh Rizzo, e o diretor de games e serviços da Qualcomm, Mike Yuen, acreditam que essa bela máquina, que não aceita nenhuma mídia – apenas jogos baixados – pode ser a salvação do mercado dos games nos países em desenvolvimento (Eu ouvi um amém?).

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Na palestra, Rizzo comparou os preços dos principais concorrentes do Zeebo no país. Ele mostrou que um Nintendo Wii, custa US$ 1 mil (Novidade…) no Brasil. Porém o console brazuca pode chegar custando bem menos, fazendo a alegria da “crasse média e operária” desse país “cumpanhero”, que não pode tirar grana do feijão de cada dia para comprar nem ao menos um Xbox 360 e nem em sonho um PS3.

O Zeebo promete ser atrativo para as 800 milhões de pessoas dos quatro países em desenvolvimento mais ricos do planeta. Um pouquinho de aula de economia: esses países em desenvolvimentos e quase desenvolvidos, são os BRICs – isto é, Brasil, Rússia, Índia (Hali baba!) e China – e essa é a meta de fazer grana da Qualcomm e Tectoy.

VIP Test – A Tectoy anunciou que o Rio de Janeiro será o primeiro lugar no mundo que os gamers terão o  privilégio de testarem e até comprarem o console. A partir da próxima semana (Talvez, dia 30!), o console estará disponível.

Vai ter jogo para o console – Até agora as empresas Capcom, Com2uS, Digital Chocolate, EA Mobile, Gameloft, Glu, Id Software, Machineworks Northwest LLC, Namco Networks e THQ,  Com2uS, Digital Chocolate, Gameloft, Glu, Id Software e Machineworks Northwest LLC estão apoiando o Zeebo e garantiram fazer os jogos para a biblioteca do novo console.

Cinco jogos embutidos no Zeebo – As empresas confirmaram na palestra que o feliz comprador do console brazuca terá de brinde 5 jogos. São eles: FIFA 09, Need for Speed Carbon, Treino Cerebral, Prey Evil e Quake. Até o lançamento, a Tectoy/Qualcomm espera ter 30 jogos disponíveis no mercado.

Custa? – Menos de 599 reais, vai bater uns R$ 450, ou 199 dólares, porém as empresas queriam que o console custasse mais. Isto é, menos de mil e mais de  500 reais. Porém, o Zeebo promete ser um forte concorrente do PlayStation 2, onde a Sony anunciou que vai fabricá-lo ainda este ano, na Zona Franca de Manaus.

Tomando o mundo – O Zeebo chega no Brasil no Dia das Crianças deste ano (Outubro), no México em 2009, Índia e Leste Europeu em 2010 e na China (Xing e não Ling) em 2011.

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GDC 09 começa com discussão para novas alternativas

banerquadrado_norgdc09cidocoelho_profileNa última segunda-feira (23), produtores e representantes das grandes e pequenas empresas de games do mundo todo se reunem na Game Developers Conference, até o dia 27 de março, em San Francisco, Estados Unidos, para discutir o que fazer no meio desse cataclisma financeiro.

De 2007 para 2008 o mercado de games teve um salto nas vendas. Segundo o NPD Group, foram 17 bilhões de dólares e US$ 21 bilhões respectivamente.

Para este ano será uma dúvida. Por isso, a GDC, que acontece em San Francisco, é uma forma para discutir saídas para a crise.

Como sempre faz a organização da GDC, os dois primeiros dias são reservados para o as plataformas móveis. Entretanto, os jogos independentes, em forma de webgames e novas alternativas, entenda como Zeebo, ou o Wii e os seus jogadores casuais, darão as caras durante toda a GDC.

Além disso, o GDC terá foco para novas formas de jogar vídeogame, como os iPods e iPhones e é claro, como citei, o brasileiro Zeebo.

A GDC pode ser considerado um evento democrático, pois nele acontecerão palestras e todos que desejam uma oportunidade terão o foco da impresa gamística internacional. Os gigantes hi-tech terão que se comportar com respeito entre todos os produtores presentes.

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Capoeira Legends: entrevista com André Cariús, da Donsoft Entertainment

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cidocoelho_profileOlá internauta NoReset! Você que acompanha este blog diariamente percebeu que um dos textos mais procurados por aqui é um jogo brasileiro, que já é considerado um marco na história da indústria dos games no Brasil.

Capoeira Legends: Path to Freedom – Capítulo 1, que foi publicado anteriormente no NoReset pelo Gustavo Oliveira, foi e continua sendo o grande destaque na imprensa brasileira e internacional. Eu verifiquei no motor de buscas do NoReset, o jogo está na liderança dos assuntos mais procurados. Por isso, consegui uma entrevista – com exclusividade entre os blogs – com o presidente e fundador da Donsoft Entertaiment, André Cariús.

carius_donsoft2Instalados no Estado do  Rio de Janeiro, Cariús (foto), 29, e a equipe da Donsoft conseguiram o feito de criar um jogo que é dedicado a cultura brasileira e ao mesmo tempo, conseguiu mostrar como o Brasil tem capacidade de se tornar um gigante no mundo dos games. Isso porque temos que considerar que temos a pirataria como um grande inimigo dos publicadores brasileiros.

Mesmo com uma equipe pequena, o jogo Capoeira Legends mostrou que pode brigar como gente grande contra as publicadoras de games tradicionais do mundo dos games, trazendo um jogo com boa jogabilidade, gráficos e usando o conteúdo regional. E tudo isso, custando apenas R$ 30 para um gamer que gosta de uma boa aventura é uma boa pedida.

Equipe interna da Donsoft Entertainment, que está instalada no Rio

Equipe interna da Donsoft Entertainment, que está instalada no Rio

Mesmo com o tempo apertado –  segundo o André, está trabalhando mais de 16 horas diárias –  o  executivo da Donsoft respondeu as pergutnas enviadas por mim  na noite do Carnaval. Confira logo abaixo a entrevista exclusiva:

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NoReset: Conte para os leitores do NoReset  um pouco da Donsoft Entertainment.
André Cariús: A Donsoft é independente e 100% brasileira. A ideia veio em 1993, em Petrópolis (RJ), eu era um programador de 13 anos de idade, quando reuni um grupo de amigos e criamos uma “TechDemo” de um jogo “adventure 2D” para tentar comercializar. Porém, não conseguimos um publicador, apesar de ter recebido uma atenção especial do presidente da Brasoft, na época. Mas, acredito, que deve ter sido estranho para ele falar ao telefone com um “empreendedor” de 13 anos.

Ao longo do tempo as pessoas abandonavam o projeto, especialmente por serem muito novas – média de 13 a 15 anos de idade. Foi aí que percebi que precisava de dinheiro ou de algo que conseguisse manter um time para a conclusão de um projeto. Como dinheiro não era o forte, passei anos mantendo as pesquisas de tecnologia e design de jogos e em paralelo a isso estudei muito um modelo adequado que possibilitasse a criação de uma empresa independente e que fosse interessante societariamente para todos os envolvidos.

Com um modelo que valoriza trabalho e capital investido nas mesmas proporções (50% do capital social da empresa para cada um dos dois tipos de investimentos), a empresa foi oficialmente fundada em 2001. Passamos dois anos prestando pequenos serviços para empresas brasileiras.

Em 2003, convidei outros sócios (Como por exemplo o Diretor de Arte & Design, Guilherme Xavier; o Diretor Científico-Cultural, Jorge Ricardo Valardan Domingos e o Diretor de Tecnologia, Alexandre Bandeira) e direcionamos a empresa para a cultura e folclore brasileiros.


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NoR: Como nasceu a ideia de desenvolver o jogo de Capoeira?
AC:
Em 1989, quando tinha 9 anos de idade, comecei a estudar programação de computadores. E nessa época me tornei um grande fã de videogames e de histórias como Guerra nas Estrelas e Senhor dos Anéis. Aos 13 anos decidi que dedicaria minha vida à criação de jogos e que queria criar um universo tão rico como os dois citados. Após muitos anos de aprendizado, amadurecimento, trabalho, orientação e muita pesquisa, encontrei na Capoeira um tema completo o suficiente para que um universo de ficção bem fundamentado fosse criado.

A Capoeira é um esporte, uma arte, uma luta, uma dança e uma filosofia que na minha opinião traduz em si a essência do Brasil. E foi exatamente neste momento, por volta de 2003, que tive certeza que a Capoeira era o tema que busquei a vida inteira para construir um universo de jogos com o qual ainda pretendemos trabalhar muitos jogos. A decisão de tornar a Donsoft uma empresa focada em Cultura Brasileira foi de todos os sócios, mas podemos considerar o Diretor Científico-Cultural, Jorge Ricardo Valardan Domingos, como o principal responsável por este fato.

NoR: Como foi o desenvolvimento do jogo?
AC: Começamos o projeto em 2003. O tempo efetivo de desenvolvimento no produto final foi de 1 ano e meio. Porém, entre 2003 a 2009, está incluido uma profunda pesquisa sobre a Capoeira, pesquisa e desenvolvimento de ferramentas tecnológicas e técnicas de modelagem e animação; além de diversas tentativas sem resultado satisfatório com as várias tecnologias que avaliamos para desenvolver o jogo.

NoR: Como foi a consultoria do Mestre Vuê?

Mestre Vuê é um dos principais personagens do jogo

Mestre Vuê é um dos principais personagens do jogo

AC: Quando iniciamos o projeto, começamos a buscar uma boa consultoria de Capoeira para  mesmo. Fomos à Bahia e a outros locais com tradição na Capoeira e vimos que havia muitos trabalhos de qualidade por todo o Brasil, apesar de existirem muitos trabalhos claramente pouco fundamentados também.

 

A identificação com o Mestre Vuê ocorreu quando fomos vendo que por todo o Brasil existem mestres ótimos em diversas coisas. Alguns são muito técnicos, alguns tocam muito bem os instrumentos, outros têm um foco forte na Capoeira de Angola, fazem instrumentos de muita qualidade,  são muito fiéis às tradições de Mestre Bimba e da Capoeira Regional, desenvolvem um trabalho com o foco na disciplina ou conhecem muito bem a história da Capoeira. O Mestre Vuê reunia absolutamente todas essas qualidades e sua vida é a Capoeira. A Capoeira está presente em tudo que ele faz, em cada passo que ele dá, no ar que ele respira. E era exatamente isso que procurávamos.

Não que não existam outros mestres assim, temos certeza que devem existir, mas o fato é que somado a estes fatos a humildade e a forma que fomos recebidos pelo Mestre Vuê foram um diferencial fundamental. Desde o início ele disse uma única frase que reflete 100% de como trabalhamos: “Estou aqui para somar. Eu não luto Capoeira, Eu luto pela Capoeira”.

O Mestre Vuê ajudou em toda a consultoria histórica, nas músicas no jogo, nos movimentos dos personagens e sempre confiou em mim de forma plena, sem nunca sequer questionar quanto à sua participação nos lucros do jogo, o que naturalmente agora vamos fazer (Porque fazemos questão, já que por ele o que importa é somar à Capoeira e não o dinheiro). Tudo o que ele buscava e continua buscando é mostrar um trabalho de Capoeira de qualidade para o mundo, seja em suas aulas ou agora através do jogo do qual ele participa.

É importante ressaltar que um Instrutor de Capoeira, Hugo Freitas, filho de Mestre Vuê, acompanhou a criação de cada um dos movimentos de perto e é um dos sócios-colaboradores internos da Donsoft.

Gunga Za é o outro protagonista de Capoeira Legends

Gunga Za é o outro protagonista de Capoeira Legends

NoR: Como o público tem recebido a chegada dessa nova proposta de jogo, que tem a cultura brasileira como a temática principal?

 

AC: Como infelizmente alguns brasileiros nem sempre dão valor à nossa cultura, esperávamos uma grande repercursão internacional e uma repercursão nacional muito menor.

Internacionalmente ainda não começamos a divulgar muito e já há alguma repercursão, mas o fato é que estamos bastante felizes sobre a repercursão nacional que o jogo está tendo, que foi 100% espontânea.

Existem elogios e críticas e todos são muito bem vindos. Ficamos felizes com os elogios e tentamos melhorar com o que lemos nas críticas construtivas e fundamentadas.
 

Temos grande interesse em publicar o Capoeira Legends completo para algum console ou talvez outro jogo da série. Inclusive vamos procurar a Tec Toy para conversar sobre o Zeebo.

NoR: Não seria mais fácil fazer uma temática, digamos, tradicional? Como um soldado espião dos norte-americanos que vai tentar evitar uma guerra no Iraque, por exemplo?

AC: Respeitamos as escolhas de todas as outras empresas de jogos brasileiras e o que faz o mercado de jogos ser tão fantástico é sua diversidade, não tenho dúvidas disso. Porém, a Donsoft escolheu um foco para ter como seu diferencial e é exatamente nessa linha que vamos nos manter. A cultura e o folclore brasileiros fazem parte de nossa missão como empresa.

Seria sim mais simples fazer um jogo sobre os temas tradicionais, assim como fazer um FPS ou algo tecnicamente menos desafiador. Porém, nós buscamos fazer aquilo que consideramos importante para o país e para seu espaço no mercado internacional de jogos.
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NoR: A Overplay, que é uma produtora brasileira, criou o I Wanna be a Popstar, para o Nintendo DS. A Donsoft não pensa em criar o Capoeira Legends para alguma plataforma da nova geração?
AC: A Donsoft tem um grande interesse em publicar o Capoeira Legends para outras plataformas (Wii, PS3,  Xbox 360, Nintendo DS, PSP etc.). Porém, nosso foco atual está no desenvolvimento do segundo e capítulo e antes de tudo vamos lançar os 3 primeiros capítulos neste ano para PC.

Logo em seguida, em 2010, temos grande interesse em publicar o Capoeira Legends completo para algum console ou talvez outro jogo da série (Sim, já temos o roteiro). Inclusive vamos procurar a Tec Toy para conversar sobre o Zeebo.

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A Donsoft escolheu um foco para ter como seu diferencial e é exatamente nessa linha que vamos nos manter. A cultura e o folclore brasileiros fazem parte de nossa missão como empresa.


NoR: Apareceu alguma grande fabricante de console interessada ou alguma produtora para dar apoio ou fôlego para algum novo  jogo?

Estamos em contato com um grande fabricante de consoles internacional, estudando a possibilidade do lançamento do Capoeira Legends: Path to Freedom para um de seus consoles.

Porém, ainda é muito cedo para que haja alguma conclusão e não podemos divulgar nenhuma informação sobre o assunto.

NoR: Após a publicação dos três capítulos do Capoeira Legends, vocês pensam em um novo jogo com uma nova temática brasileira?  Como seria? Talvez, uma Guerra do Paraguai ou até mesmo a Guerra dos Farrapos… Acho que renderia jogo, hein?
AC: Sem dúvidas são excelentes temas! Porém, já temos as metas dos próximos anos bem definidas. Já avaliamos outros temas e estamos em negociação quase fechada com uma iniciativa tradicional profundamente relacionadas à cultura brasileira. Porém, infelizmente, não podemos divulgar nada antecipadamente.

É importante ressaltar que apesar de ser possível trabalharmos em outros produtos, nosso foco é e será por muitos e muitos anos a série de jogos Capoeira Legends e no que depender de mim, como presidente da empresa, este será um produto que continuaremos desenvolvendo para todos os videogames no futuro para o resto da história da empresa – que esperamos que dure até o fim de nossas vidas.

O Capoeira Legends: Path to Freedom, que está dividido em 3 capítulos, é apenas o primeiro título de uma série de jogos deste universo.

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Estamos em contato com um grande fabricante de consoles internacional, estudando a possibilidade do lançamento do Capoeira Legends: Path to Freedom para um de seus consoles.

NoR: Como CEO da Donsoft, você deve ter observado que lá fora e até mesmo por aqui, as produtoras grandes estão comprando as  pequenas – cito como exemplo a Ubisoft que comprou a gaúcha Southlogic Studios – como que você enxerga o mercado de games  nessa crise e principalmente no Brasil?
AC: Acreditamos nas iniciativas independentes. Por mais que a fragilidade financeira seja maior, nada vale mais do que a liberdade de criar aquilo que acreditamos transmitir as mensagens positivas que queremos transmitir.

Já conversamos com muitos investidores e sabemos que toda empresa que cresce tende a receber ofertas para ser comprada por alguma grande produtora. Seria imaturo dizer que estamos fechados a qualquer proposta no futuro. Porém, não faz parte de nossos objetivos e vai contra nossas direções atuais.

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NoR: Como você enxerga o mercado de games brasileiro?
AC: O Brasil desenvolve jogos há muitos anos, há muito mais tempo do que alguns pensam, pelo que me consta – se não me engano, desde 1982 – e apesar de ainda não ter uma fatia expressiva no faturamento mundial da indústrial de jogos, não tenho dúvidas de que está caminhando para isso com uma grande variedade de novos títulos com alto padrão de qualidade.

O país possui ótimo conhecimento tecnológico em suas universidades, uma criatividade absurdamente alta, uma versatilidade acima dos níveis mundiais e é capaz de fazer muito com pouco. O que nos faltou por muitos anos foram iniciativas que conseguissem se manter com o pouco volume de incentivos que o mercado ainda tem no país. Porém, algumas iniciativas independentes e outras contando com investidores privados que estão percebendo o poder deste mercado, estão, na minha opinião, inserindo o país em um rumo de sucesso no mercado internacional.

Além disso, incentivos governamentais mais fortes estão surgindo e apesar de a Donsoft não ter sido contemplada com nenhum, ficamos muito felizes de saber que o governo está começando a voltar seus olhos para o poder dos jogos, a mídia interativa que transformou o mundo. Vejo dezenas de empresas de jogos desenvolvendo um bom trabalho e torcemos pelo sucesso de todas! Acho que importantes passos têm sido dados. Agora temos que lutar juntos contra a pirataria, contra o preconceito com as empresas brasileiras que existe especialmente aqui no Brasil e utilizar o conhecimento profundo de nossos gamers (Estamos entre os melhores do mundo na maioria das modalidades do e-sport) para criar jogos cada vez melhores.

Na Donsoft 90% da equipe é formada por jogadores realmente hardcore. Dentro da empresa tem desde campeão brasileiro de Counter Strike Source até viciados em World of Warcraft com 30 personagens level 80. Em termos de console, todos os sócios e funcionários têm algum console. Temos até o caso de um que tem PS3, Wii, Xbox 360, PSP, Nintendo DS e PC (risos).  Fora um grande campeão mundial de Time-Attack, que faz parte da equipe Design.

A maioria na empresa é muito fã de Nintendo e fazemos alguns campeonatos de diversos jogos de Nintendo Wii com frequência. Eu, particularmente jogo vídeogame  e computador desde 1985 e passei por quase todos os consoles que existiram… Acredito que videogame já faz parte de nossa cultura e com isso tornar videogame parte de nossa economia é uma consequência natural.

NoR: Obrigado pela entrevista! Qual é o recado ou mensagem que você gostaria de passar para o povo noresetiano?
AC: Antes de tudo eu gostaria, em nome de toda a Donsoft, de parabenizar o NoReset pelo conteúdo sempre atualizado, inovador e bem editado. Gostaríamos também de agradecer pela oportunidade de apresentar um pouco de nosso trabalho aqui.

Agradecemos também a todos que estão elogiando e criticando nosso jogo. Ficamos muito felizes com os elogios e estamos buscando aprender o máximo com as críticas construtivas e fundamentadas para melhorar cada vez mais a qualidade de nossos produtos.

Por fim, convidamos o Brasil e o mundo a conhecerem o Brasil, nossa cultura e história sob uma nova perspectiva, o Capoeira Legends: Path to Freedom. Acreditamos que temos uma mensagem muito positiva para levar a todos com este jogo.

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DONSOFT ENTERTAINMENT

Origem: Petrópolis/RJ
Site:
www.donsoft.com.br
Fundada em 2001
Empregados: 19 

Membros que desenvolveram o primeiro capítulo de Capoeira Legends: Path to Freedom

Presidente e Fundador: André Cariús 
Diretor de Artes e Design: Guilherme Xavier
Diretor de Tecnologia: Alexandre Bandeira
Diretor Cultural e Científico: Jorge Ricardo Valardan Domingos
Designers: Alberto Renzo, Mário Azevedo, Marcus Feital, Leonardo Pereira e Gabriel di Stasio
Programadores: Vinícius Leite e Wellington de Oliveira
Lead Tester : Rômulo Silva
Tester: Márcio Moreira
Consultoria de Capoeira: Mestre Vuê e Hugo Freitas
Site da Escola de Capoeira Água de Beber:  
www.aguadebeber.com.br
Site do jogo: www.capoeiralegends.com

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UPDATE:

PARTICIPE DO NOSSO CONCURSO CULTURAL CAPOEIRA LEGENDS. ESCREVA UMA FRASE SOBRE O QUE VOCÊ FARIA PARA CONSEGUIR O JOGO.

A MELHOR FRASE, QUE SERÁ ESCOLHIDA PELA DONSOFT, VAI GANHAR UMA UNIDADE DO JOGO CAPOEIRA LEGENDS: PATH TO FREEDOM E UMA CAMISA MUITO BACANA!

O QUE ESTÁ ESPERANDO? É SÓ ATÉ O DIA 08 DE MARÇO!

MAIS INFORMAÇÕES AQUI!

BOA SORTE!

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As melhores fases dos games – PARTE 3

noreset_fuleiragens

fernandiouehara_profileDesculpe se não teve posts meus durante um bom tempo aqui no NoReset, mas foi por uma boa causa. Há algumas semanas, recebemos um convite aqui na redação para testar o novíssimo Playstation 5, no laboratório subterrâneo secreto da Sony.

Decidimos quem iria por meio de um campeonato de jokenpo entre os redatores do NoReset, e eu venci a disputa porque sempre escolhia o Chuck Norris.

No laboratório da Sony, testei alguns jogos na inovadora tecnologia de realidade virtual do PS5, mas tive que fugir quando Kratos ganhou vida durante o teste de God of War 18. Antes de pegar o avião de volta, porém, pude ver que os Power Rangers estavam chegando, então o problema deve estar resolvido agora. Ou não.

Enfim, de volta à rotina, vamos continuar com o meme interno proposto pelo editor sênior de fuleiragens Gustavo Oliveira.

Gustavo Oliveira
Cido Coelho
– Fernando Uehara (Este post mesmo, pô!)
– Rebeca Gliosci (Depois desse…)
– Wesley Pires (Depois da Rebeca…)
– Julyana Rosa (Depois do Barack Obama. É lógico que é depois do Wesley, né?)

Ao contrário de meus colegas, eu escolhi uma fase apenas, que você conhece a seguir:

É a primeira fase de Streets of Rage 2. Eu escolheria a série inteira se pudesse, mas essa primeira fase é icônica. O cenário, os inimigos, e principalmente, a música, simbolizam tudo aquilo que é a série Streets of Rage.

Ambiente urbano, uso inteligente das cores, belos gráficos, andar de um lado pro outro batendo em todos os inimigos que surgirem no caminho até enfrentar o chefe no final da fase.

Essa primeira fase não tem armadilhas, inimigos diferentes nem os muitos elementos bizarros que aparecem nas fases mais avançadas justamente para servir como cartão-de-visitas para quem começa o jogo.

Não tenho muito o que falar sobre essa primeira fase, a não ser que ela faz parte de um pacote que dificilmente poderia ser melhor do que já é. Os três jogos da série Streets of Rage entrariam fácil em uma lista de melhores jogos de todos os tempos.

Mesmo hoje em dia, considerando o avanço nos gráficos e jogabilidade, é difícil encontrar um jogo que faça frente à beleza e à diversão de Streets of Rage. É o tipo de jogo atemporal, que vamos continuar jogando daqui a 10, 20 anos, e ainda será um dos melhores jogos da história dos videogames.

Eu posso deixar esse vídeo rodando o dia inteiro só pra ficar ouvindo a música…

Yuzo Koshiro é um gênio!

Cobertura NoReset da Campus Party Brasil 2009

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Acompanhe toda a cobertura especial do NoReset na Campus Party Brasil 2009 feita pelo editor Cido Coelho.

Clique e confira todo o conteúdo produzido em texto, foto e áudio durante todos os dias do evento:


TEXTO

Acabou a Campus Party Brasil 2009!
Os campuseiros surtaram… É o protesto das cadeiras
“Deus é um DJ” toca na noite fria da Campus Party
Novos números da Campus Party Brasil
Liberdade Telefônica
IPTV Cultura estréia na Campus Party
Frases de notebook; Versão geek das frases de caminhão
Quarta-feira agitada no Centro Imigrantes
Balada geek na “#cparty”
Briga na Campus Party
Botando a casa em ordem na “#cparty”
O primeiro robô humanoide do Brasil
O bicho pegou aqui na Campus Party!
Gilberto Gil visita a Campus Party Brasil 2009
Segundo dia começa com cursos, palestras e entrevista
Ganhei uma barraca
Batismo digital aos menos favorecidos
Confira a entrevista do criador da “www”, Tim Berners-Lee
Primeiros números da Campus Party
Campus Party abre oficialmente
NoReset na Campus Party 2009

IMAGENS

Imagens do primeiro dia da Campus Party
Veja as imagens do segundo dia da Campus Party
Campus Party no terceiro dia, veja as imagens
Veja as imagens do quarto e quinto dia na “#cparty”
A semana da Campus Party em imagens

PODCAST/VÍDEOCAST

Podcast Especial – Parte 1
Podcast Vídeocast Especial – Parte 2
Podcast Especial – Parte 3


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Acabou a Campus Party Brasil 2009

noreset_especialeditorial_noresetcpbras

banner_campusparty2009É amigos… A semana terminou e a Campus Party Brasil também. Considerado o maior evento de internet e tecnologia do mundo, a Woodstock Geek encerrou as atividades com a presença de mais de 6 mil campuseiros. Eles puderam conversar sobre novas tecnologias, robótica, desenvolvimento, games, enfim, tudo que foi hi-tech virou motivo de discussão no Centro de Exposições Imigrantes.
Neste texto de encerramento posso dizer que apesar de alguns incidentes e problemas com a organização, nada atrapalhou o evento.
O culpado da existência de tudo isso – não estou falando do patrocinador e nem da organização – Tim Berners-Lee, esteve no evento e participou da Campus Party.

Muita coisa interessante aconteceu. como a criação de um robô humanoide – o primeiro do Brasil. A preocupação com a Inclusão Digital e o Batismo Digital, que além dos campuseiros discutirem o que pode ser feito para os menos favorecidos, como também o foco do assunto pôde usar a conexão de 10 GB, como um senhor de 75 anos que estava fazendo o seu e-mail pela primeira vez.
Na parte de desenvolvimento muita gente – principalmente de TI – passaram horas e horas discutindo novas tecnologias para os computadores. No Bar Camp, muita gente,  inclusive eu,  conversamos sobre novas possibilidades para o bom uso das novas tecnologias e a organização da internet.

Claro, entre um nerd e outro você acha um senhor barbudo que parece o Papai Noel, mas na verdade ele é o Jon Maddog, fundador da Open Source International e presidente da Linux Internacional, que é um dos defensores mundiais do software livre. Humilde, ele fez questão de conversar, tirar fotos, discutir idéias com cada campuseiro que chegava perto dele. Podemos dizer que o cara não é o Noel, mas é um bom velhinho…

A área Games me chateou em um ponto. Conforme o texto do amigo Bracht, do Continue, a área se reservou apenas para campeonatos de games, com 5 máquinas de fliperamas (Marvel Vs. Capcom 2, Tekken 5, The King of Fighters, Street Fighter 2 e 3) e poucas discussões de game develop.

Além disso, um clã de games organizou um sorteio de brindes na área gamer, entre um torneiro e outro. Fora da área dos campuseiros, Expo e Lazer, os visitantes puderam jogar um pouco de Wii, no estande da Nintendo World e experimentar a velocidade do processador da Intel i7, que foi criado para melhorar o desempenho dos games no PC.
Em algumas situações pude experimentar um jogo interativo de luta, onde você entra em uma espécie de tela azul e na tela do projetor, a própria imagem aparecia num cenário com vários inimigos para socar e eliminar – a lá Street of Rage.
E é claro que tinha Guitar Hero e Rock Band. Quando não rolava palestra na área de Games, o pessoal jogava RB, com direito a guitarra, bateria e microfone.

Os nerds, com seus computadores tunados, trocavam idéias, exibiam seus CPUs em formatos de Transformers, carro, jukebox e até um fliperama. Uma outra parte dos nerds estavam se preparando para bater o recorde brasileiro de overcloking – resfriando um Intel Core 2 Duo E8400 a -106ºC. Eles aumentaram a velocidade do processador de 3 Gigahertzs para 5,6 Gigahertzs e atingiram a marca de 8,6 segundos no tempo de cálculo do número Pi (π) com 1 milhão de casas decimais.

Eles demoraram mais de duas horas, em um constante reinício do sistema e modificações nas configurações para bater a marca. No ano passado, o recorde foi de 9,2 segundos em um processador que atingiu 5 Gh.

No encerramento, aconteceu a premiação dos melhores blogs, que não deixa claro os critérios de escolha dos blogs – como um companheiro de um blog, que estava concorrendo com sites que fazem apologia a pirataria e a downloads ilegais. E por fim teve o encerramento da semana mais agitada no mundo geek com um show da banda Simulação.

Preço salgado na praça de alimentação

A praça de alimentação parecia um centro de abuso, talvez, um mini cartel de comida! A próxima edição da Campus Party, os organizadores poderiam combinar a redução dos preços com o pessoal que estava vendendo o almoço, jantar e os salgados.
Porque aconteceu prática abusiva, provocando a debandada dos campuseiros para a região do metrô Jabaquara na hora das refeições.

Vou dar alguns exemplos: um hot dog mais um refrigerante custavam 7 reais ou uma coxinha ou esfhia custava de R$ 3 a  R$3,50!
Muitos tiveram a “sorte” de ir para a região comercial do Jabaquara para poder se alimentar. Se não fosse isso, alguns campuseiros, que não levaram muito dinheiro, passariam fome!
Vários campuseiros lamentaram a sacanagem que o pessoal da praça de alimentação fez.

Ataque aos jornalistas brasileiros

Uma coisa que chateou muita gente foi a atitude do diretor da Campus Party, Marcelo Branco, em que toda a vez que ele subia no palco do Sarau Digital, ele agulhava os jornalistas brasileiros. Branco criticava os jornalistas por divulgar tudo que acontecia no evento. Alguns órgãos de imprensa divulgaram apenas o que aconteceu, só isso.

Os jornalistas estavam na Campus Media para divulgar o que aconteceu de fato e não para fazer um trabalho de assessoria de imprensa. Se ele quer que faça um trabalho de imprensa só com elogios, o melhor que deve ser feito é manter uma equipe de assessoria de imprensa para divulgar apenas o que o coordenador do evento quer.
E isso não só causou a indignação de alguns jornalistas, como também provocou a fúria dos campuseiros que “twittaram” suas considerações sobre tal comentário infeliz.

Campus Party 2010: mais cidades podem ter o evento

A organização garantiu que o evento continua em São Paulo em 2010, e até o ano de 2012 a Campus Party Brasil continuará no Centro de Exposições Imigrantes, na zona sul da cidade paulistana. Algumas capitais (Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre) ofereceram propostas para que a Campus Party ganhe eventos regionais, a organização e a patrocinadora do evento cogitam a possibilidade, mas não tem nada confirmado.

Para quem quer ainda visitar a área de exposições, basta ir até às 22 horas deste domingo (25) no Centro de Exposições do Imigrantes para conferir um pouco mais da Campus Party Brasil, que já terminou para os campuseiros.
Obrigado por acompanhar a cobertura especial do NoReset na Campus Party! O resultado desse esforço e do número de acessos fez com que eu e a Equipe NoReset se animasse mais ainda para trazer o melhor do que acontece no mundo da tecnologia, games e tudo que acontece por aí.

Clique aqui e veja a cobertura completa do NoReset, com todo o conteúdo publicado durante a Campus Party Brasil 2009!

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A semana “#cparty” em imagens

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cidocoelhoConfira as imagens de José Luis Freitas, em sua jornada como campuseiro da Campus Party Brasil, que aconteceu de 19 a 25 de janeiro, em São Paulo.
Na última galeria especial, você pode perceber como é ser um campuseiro, no lugar que é considerada a Woodstock Geek ou a “maior lan house temporária da América Latina”.
Clique na galeria e veja as últimas imagens ampliadas:

Clique aqui e veja a cobertura completa do NoReset, com todo o conteúdo publicado durante a Campus Party Brasil 2009!

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Veja as imagens do quarto e quinto dia na “#cparty”!

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cidocoelhoVeja os principais momentos da quinta e sexta-feira aqui na Campus Party Brasil 2009, que acontece no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Até agora, os últimos dois dias foram os mais agitados, no maior evento de internet e tecnologia do mundo. Confira!

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Liberdade Telefônica

noreset_especialcampuspartylogoorelhao-voipcidocoelhoEstou caminhando pelas imensas mesas com vários micros “tunados”, quando me deparo com um orelhão laranja com a frase: “Ligue grátis para 55 países”.

Quando eu testo, percebo que o telefone funciona mesmo! É só digitar o código internacional, mais o código do país, do estado, cidade e ligar normalmente. Tudo isso sem tirar um centavo do bolso.

Os campuseiros podem colaborar deixando dinheiro lá para ajudar a manter o telefone durante o evento.

O projeto do orelhão VOIP LiberdadeTelefonica.org é simples. Com um telefone comum, ligado ao roteador Wireless VOIP WRTP54G da Linksys, conectado a internet, para que as pessoas liguem de graça.

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Até agora não vi o telefone ficar vazio. Sempre tem um querendo usar o orelhão laranja.

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Briga na Campus Party

noreset_especialcampuspartylogocidocoelhoApós a confusão com os a Banda Leme (aquela que tocou funk), aconteceu uma briga entre dois jovens na área das barracas.

Assim que os seguranças souberam do ocorrido, vários homens de preto foram para área das barracas, separar a briga e impediram a entrada dos campuseiros até a solução do problema.

De acordo com algumas informações, os dois foram expulsos. Alguns campuseiros explicaram que pode ter álcool envolvido nisso.

Confira o vídeo:

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