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Análise: Rock Band Unplugged (PSP)

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RBU

gustavooliveira_profileOk, confesso. Rock Band Unplugged foi lançado à quase dois meses e você já deve ter lido tudo quanto foi resenha por aí. Porém, peço que me dê uma colher de chá, afinal a análise foi feita depois de jogar o game  inteiro diversas vezes.

RBU foi lançado em junho de 2009, apenas para PSP, na parceria da Harmonix com a MTV games. Confesso que quando soube que o jogo seria lançado para PSP, torci o nariz (assim como torci o nariz com Guitar Hero para DS) mas, por graça dos deuses do Videogame, eu me enganei. O jogo é bom, como você verá a seguir.

AFINANDO OS INSTRUMENTOS

Logo na tela de opções do game, meu preconceito com RBU se espatifou no chão. A tela de abertura se assemelha muito aos Rock Band dos consoles de mesa, com a música “Miss Murder” da banda AFI tocando ao fundo.
Dentre os dois modos de jogo principais existem “Quick Play” para uma jogadinha rápida enquanto se está na privada, e “Tour” o modo principal do game, que é onde o bicho pega de verdade.
Após selecionar o modo Tour, você precisa “montar” a sua banda escolhendo o nome (que nomeei de NoReset), logotipo e cidade natal.
Também é necessário criar os integrantes, em que você define desde o nome, sexo, peso e altura, até mesmo as roupas e a atitude como os exagerados Punks ou os introvertidos góticos. Uma coisa que me decepcionou um pouco é que a gama de opções no portátil é miseravelmente menor do que em qualquer console normal. Não consegui, por exemplo, criar um baterista gordo ou um vocalista com barba.
Criada a banda é hora de subir no palco.

SAINDO DA GARAGEM

RBU2

Logo após escolher sua cidade natal, é nela que você fará seus primeiros shows. O jogo começa com algumas poucas músicas para se escolher, mas assim que selecionei “Livin on a player” de Bon Jovi, me assutei: diferente das versões de console em que eu deveria escolher qual instrumento queria tocar, o jogo me levou direto ao show. E foi então que descobri que em RBU você deve tocar tocar todos os intrumentos!
Eu explico. Enquanto seus personagens saltitam pela tela toda, você é quem toca as músicas. Cada música é segmentada por “conjuntos de notas” que são divididas em quatro cores (vermelho, amarelo, verde e azul) tocadas cada uma com um botão do PSP (no caso em questão: direcional para esquerda, direcional para cima, triângulo e círculo, respectivamente). Em RBU você deve tocar as notas respectivas de cada instrumento separadas por uma “esteira” que desce as notas na tela em sequência. Caso acerte essa sequência, você acerta a sua parte tocada naquele instrumento e pode passar para o intrumento seguinte apertando os botões L e R do aparelho. Caso erre, precisa continuar tocando o mesmo instrumento até que acerte a sequência, mas nesse caso, as notas dos outros instrumentos também descerão a tela, o que torna tudo uma grande bagunça. Parece complicado?
Na prática é tão simples quanto falar NoReset.

A TURNÊ E A VIDA ROCKSTARUma das coisas que achei legal no game é a idéia de “rockstar” que o game passa à você, muito mais do que em qualquer Guitar Hero. Após terminar cada música com sucesso, você recebe uma quantidade de estrelas (que mostram o seu desempenho na música tocada), algum trocado e algumas centenas de fãs.
Quanto mais estrelas libera, mais você é visado por empresas de eventos e empresários de caráter duvidoso para sua banda. E é nesse ponto que cabe a você administrar a sua banda da melhor maneira possível: durante a sua turnê, você passará por inúmeras cidades e em cada uma delas você será convidado para alguns eventos como algum show beneficente que não vale nem um dólar furado, mas rende vários fãs. Em contrapartida poderá ser convidado para um show privado com fãs ricos, que vale 1/3 de fãs, mas muita grana. Isso sem contar o empresário que você contratou (que começa com a sua mãe que limpa suas cuecas sujas) que pode multiplicar ou reduzir o número de fãs ou dinheiro.
Ao longo do jogo você desbloqueia instrumentos, um ônibus para sua turnê, empresários, publicitários, um avião para voar aos outros continentes, roadies, técnicos de som e, no grand finale, a capa da Revista Rolling  Stone num show em Pequim. (Poutz, fiz um puta Spoiler!)

 

QUESITOS TÉCNICOS DO SHOW

Uma resenha sobre games nunca é uma resenha de verdade se não falar sobre gráficos, som, jogabilidade e replay, não é mesmo? Então vamos lá.
RBU tá redondinho na maioria dos quesitos. Os gráficos são bonitos, com efeitos de luz que se refletem no rosto dos personagens enquanto saltitam pelo palco. Não há lentidão em parte alguma do jogo e a taxa de frames é muito boa, mesmo com “não-sei-quantos” itens na tela ao mesmo tempo.
O som, pelo fato de se tratar de um game musical, obviamente não pode ter falhas. E o game de fato não tem. Até mesmo os efeitos do game são sublimes, com a platéia gritando ou vaiando e o som dos instrumentos tocando as notas erradas são muito “realísticos”.
Agora o fato de jogar no direcional não é tão bom. Embora tenha respostas, rápidas apertar os botões do direcional não é a mesma coisa que apertar o triangulo ou o circulo, sendo assim as notas “encavaladas” em sequência tornam-se difíceis de se tocar. Não foram raras as vezes que perdi a sequência devida ao uso do direcional.

METAL FAROFAComo todo jogo de videogame, RBU também tem alguns defeitos. O primeiro deles – e o principal- é a repetição de músicas no início do game que, confesso, incomodam amargamente e me fizeram ter menos vontade de jogar rock band no final. Depois de algumas horas de jogo eu simplesmente não aguentava mais ter que tocar “ABC” do Jackson 5 ou “Carry On Wayward Son” do Kansas, por exemplo. rock-bandartbox
O segundo ponto é que Rock Band é um game que sempre prezou muito pelo multiplayer online ou offline e neste aqui simplesmente não temos a opção para múltiplos jogadores (o que é um pecado mortal, diga-se de passagem).
O terceiro ponto: RBU bem que poderia ter suporte para o microfone do Skype que o PSP utliza. Cantar apertando botões nunca foi lá meu forte.
Para finalizar há um último ponto que fez falta: um modo carreira tocando apenas um intrumento, mesmo havendo o modo “Warmup” em que você pode tocar o intrumento que quiser, embora não possa fazer a turnê.

 

Obviamente esses itens ficam a sombra do game, que no final das contas é muito bom.
Ah, você quer nota né? Pois bem:

ROCK BAND UNPLUGGED: 8,0

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