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Minha experiência como “menina-gamer”

Como este é meu primeiro post resolvi falar um pouco da minha experiência como “mulher que joga videogame”. Minha história, como a de muitas meninas gamers, se iniciou por causa do meu irmão mais velho. Um belo dia, aos 4 anos, comecei a reparar naquelas máquinas esquisitas, onde se apertavam botões que faziam o bonequinho na tela mexer. Eram um Atari e um NES.

Depois de insistir “irritantemente” (criança consegue ser MUITO chata quando quer) e receber o consentimento do irmão, coloquei minhas mãos pela primeira vez num controle. Foi um momento mágico!

Gostei tanto que, além de não largar mais, passei a consumir revistas especializadas. Ação Games, Gamers, SGP, Playstation Magazine, Nintendo World… Já tive todas na minha estante.

Atualmente só compro a EGM e é muito engraçado reparar a cara de surpresa dos jornaleiros ao ver uma mulher comprando este tipo de publicação.

Quem não gosta de videogame diz que é coisa de criança, diversão inútil ou que faz adolescentes matarem colegas na escola. Concordo que há jogos muito violentos, que podem influenciar algumas pessoas nesse sentido. Mas apenas quem já tem a mente distorcida!

É besteira culpar o jogo X ou Y, sendo que qualquer coisa se torna influência ruim quando o psicológico é desequilibrado. Não tem gente que mata até em nome de Deus? E comparado ao tanto de gamers existentes no mundo, esses casos esparsos de violência somam uma porcentagem insignificante.

Os que são contra focam apenas no “lado mau”, não se preocupando em analisar as coisas positivas que os jogos podem promover.

No meu caso foram muitas. A começar pela interação familiar. Não é comum um adolescente gostar de passar o tempo com a irmã pequena. Mas meu irmão e eu passávamos horas jogando, conversando e nos divertindo. Como adorava ir com ele ao arcade!

Zeramos Street Fighter 2 no fliperama inúmeras vezes, sempre no esquema: ele ganhava o primeiro round, eu perdia o segundo e ele garantia o terceiro. Mais tarde os games me ensinaram inglês.

Por querer entender as tramas dos jogos, estudava muito mais pra aprender a língua rápido e treinava lendo os diálogos dos personagens. Sem contar os vários games com conteúdo histórico, que me atiçaram a pesquisar além do que aprendia na escola, fazendo me apaixonar cada vez mais por história!

Enfim, sou mulher, adulta, amo videogames e não tenho vergonha disso! Acho idiotas os preconceitos “todo gamer é viciado” ou “videogame é coisa de menino”. Apesar de gostar, se for comparar com o tanto de horas que dedico a outras atividades, jogar videogame é o que menos faço em meus dias.

E sobre o segundo preconceito, já ta na hora de acabar o machismo, né? Acho muito bom observar a mulherada participando mais na indústria de games e no consumo. Quem sabe não chegará o dia em que a quantidade de mulheres gamers será próxima à de homens?

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5 Respostas

  1. “E sobre o segundo preconceito, já ta na hora de acabar o machismo, né? Acho muito bom observar a mulherada participando mais na indústria de games e no consumo. Quem sabe não chegará o dia em que a quantidade de mulheres gamers será próxima à de homens?”

    Nossa. Meu próximo post é sobre isso………

  2. É isso aí, tá na hora de acabar com todos os preconceitos e estereótipos. Gamers não são necessariamente homens, anti-sociais e psicóticos assassinos. Gamers podem ser qualquer coisa, e qualquer um pode ser um gamer.

  3. É.

    Até o Cido é gamer!

  4. E quando vamos nos conhecer rebeca?? tb sou candanga hehehehe!

  5. “Com o controle na mão, todos temos o mesmo objetivo.”

    “Abd al-Majid al-Tikriti”

    Ahahahahah brincadeira essa é minha mesmo.

    “…. quantidade de mulheres gamers será próxima à de homens”

    Bebska, tomara que não demore, o mercado precisa disso.

    Até+.

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