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Seção Retrô: O esquadrão inseticida

 

Em 1999 o Nintendo 64 vivia sua época de ouro. A parceria Nintendo e Rare bombava na época e rendeu muitos games lembrados até hoje: Goldeneye 007, Banjo-Kazooie, Conker´s Bad Fur Day, Perfct Dark, entre outros.

O engraçado é que um certo game, que no projeto inicial era protagonizado por criancinhas toscas que mais pareciam o boneco Chuck de “Brinquedo Assassino”, foi apresentado à todos e não causou impacto algum. Após voltar à mesa de trabalho, ser repensado, remodelado (inclusive os personagens) e refeito, a Rare faria um dos games mais lindos da história do console e de sua própria história: Jet Force Gemini.

 

Ficha Técnica:

Produtora: Nintendo

Desenvolvedora: Rare

Ano de lançamento: 1999

Número de jogadores: 1 – 4 jogadores

Nota NoReset: 9,5

A história

Era mais um dia pacato no espaço. Os integrantes da equipe Jet Force: Juno, Vela e seu cãozinho Lupus descansavam tranquilamente em sua nave quando subitamente toca o alarme de perigo.

Ao verificarem o que está acontecendo, descobrem que sua nave está sendo invadida por formigas anabolizadas e armadas. Enquanto Juno fica para cuidar dos invasores, sua irmã Vela e Lupus escapam na espaçonave de emergência e vão para algum lugar distante dali. Após alguns tiros e uma boa quantidade de inseticida, Juno pega sua pequena espaçonave e aterriza em Tawfret, um pequeno planeta perto dali.
Conversando com o Rei Jeff, rei dos Tribals, a população daquele planeta, Juno descobre que Mizar,o rei de uma galáxia distante, pretende ampliar seu domínio sobre outras galáxias, invadindo e escravizando a população dos planetas por onde passa. Além disso, descobre-se que Mizar é o senhor das tais formigas alienígenas, chamadas Drones, que invadiram sua nave. A missão dos Drones é invadir planetas, pilhar e saquear, além de escravizar a população local. Centenas de tribals foram escravizados, e o Rei Jeff pede ajuda ao esquadrão Jet Force para ajudar seu povo. Após encontrar com Mizar no meio do game (olha o spoiler!) o vilão foge para um gigantesco asteróide no meio do espaço e altera sua rota de colisão para o planeta Tawfret. Sendo assim, a partir do meio do game, sua missão é resgatar os Tribals, encontrar Mizar novamente e destruir o asteróride! Moleza pura…

 O game em si

Realmente, é difícil achar muitos defeitos em JFG. O game é muito bonito em questão gráfica, com os efeitos de luz mais lindos do console (arrisco-me a dizer em algumas situações, mais bonito até que Zelda), veja um pôr-do-sol ou o efeito do sol refletindo na água e entenderá o quero dizer. O interessante é que o game é enorme, bonito, cheio de mundos e sub-fases, e mesmo sendo grande, não faz uso do cartucho de expansão de memória ou até mesmo do memory card do N64, gravando todo o seu desempenho no próprio cartucho.

O som do jogo é lindo. Vem em formato Dolby Surrond (coisa difícil de se encontrar num cartucho, sendo que muitos games de Wii até hoje são nesse formato… games de Wii!) e é orquestrado em muitas fases, mas as vozes dos personagens deixam muito a desejar: elas simplesmente não existem. Todas as conversas entre você e qualquer outro personagem são definidas por longas e cansativas conversas escritas. Tudo o que ouvimos são alguns grunhidos ou exclamações quando se é atingido por um tiro.

Em questões de controles, o ponto forte: A jogabilidade é quase impecável. Eu disse quase. O fato é que, algumas vezes, você acaba levando tiros extras por um efeito de câmera que atrapalha quando se está no meio da ação. E ação realmente é o que não falta.
Um fato bom de se jogar JFG é que, embora não possua níveis de dificuldade, o game prepara o jogador paulatinamente à ação, começando com atividades simples até o encontro com os chefes. Este aliás, é um dos pontos curiosos do game: Até hoje, nunca vi uma forma de se encarar um chefe como foi feita neste game. A ação é lateral. Você fica de frente para o chefe e não se move em profundidade na tela, apenas para os lados ou pula, enquanto tenta de todas as maneiras se defender dos ataques.

É fácil perceber que JFG foi um ambicioso projeto da Rare, pois além de contar com um dos gráficos mais belos que o N64 já teve, o game contava também com elementos de outros games da empresa: a ação e a inteligência artificial de Goldeneye 007, a exploração de mundos de Banjo- Kazooie, e a constante troca de personagens para acessar lugares, itens e habilidades novas, herdado diretamente de Donkey Kong 64.

 Armado como gente grande

Assim como foi dito no começo do retrô, o projeto inicial de JFG era formado pelos mesmos personagens, porém com aparência de crianças cabeçudas tosquíssimas que (graças à Deus) foram reformuladas para os personagens finais do game, com uma aparência mais adolescente e visual mais agressivo, contrastando com os ambientes coloridos e a a fofice extrema dos tribals.

O grande destaque do game é, sem sombra de dúvida, o arsenal de armas que os membros da equipe são capazes de carregar: variando entre shurikens até lança-foguetes triplos, passando por minas de proximidade e lança-chamas, você conta com cerca de 14 armas diferentes encontradas ao longo do game para dar cabo das formigas assassinas e outros chefes- insetos estranhos.

Essas armas, combinadas com as habilidades especiais de cada personagem (Juno anda sobre a lava, Vela mergulha na água e Lupus pode flutuar por alguns segundos) proporcionam uma experiência de exploração única, sendo que cada personagem deve sempre voltar as fases percorridas pelos outros, a fim de encontrar novos itens ou caminhos a seguir.

 Para finalizar

Jet Force Gemini é um game emblemático. Um game que tem dosagens corretas de ação, aventura, exploração, humor, emoção e quebra-cabeça. Muitos dos donos do Nintendo 64 e muitos críticos da mídia especializada consideram este um dos 10 melhores games do aparelho. Não é para menos. Embora a época de ouro da Rare em parceria com a Nintendo já tenha passado, não é tarde para que a parceria Rare e Microsoft gere uma continuação de um game tão bom como este. Vocês concordam comigo?

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2 Respostas

  1. Nunca tive o 64, mas lembro de na época querer ter só pra jogar os jogos da Rare! Eu lia sobre eles nas revistas de games e ficava encantada!
    As imagens de Jet Force me impressionavam, os gráficos pareciam tão lindos nas fotos! =)

  2. E são lindos mesmo…

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