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Seção Retrô: Quando Tilt é legal

Lá vamos nós com mais um sábado retrô. Ah, como eu gosto dessa seção!

Para fazer o “contrapeso” em relação à semana passada, em que falei de Comix Zone,

volto hoje para falar de um jogo da Nintendo, que aliás, nem é tão retrô assim: Kirby Tilt´n´Tumble!

Ficha técnica:

Produtora: Nintendo

Desenvolvedora: Nintendo

Ano de lançamento: 2001

Número de jogadores: 1

Nota NoReset: 8,5

Atualmente, a imersão e interação com um jogo de videogame é quase quesito obrigatório. Veja por exemplo o Wii Remote, SIXAXIS (que foi descontinuado essa semana, mas deixemos isso para depois), DS, ou até mesmo os instrumentos de Rock Band.

Todos esses “acessórios” oferecem ao jogador uma jogabilidade ímpar, e de hoje em diante, serão parte obrigatória nos consoles e games vindouros.
Mas nem sempre foi assim. Em 2001, o máximo de imersão que podíamos ter era um joystick que tremia e vibrava com impactos do jogo, como o Rumble Pack e o Dual Shock.

O Game Boy Color tinha seus últimos momentos em cima do palco, e justamente nessa época, saiu um dos cartuchinhos mais geniais que a Nintendo pode produzir para o portátil.

KT´n´T, era aparentemente mais um game de Kirby, mas foi um jogo totalmente diferente do que havia sido produzido até então, apesar de ser um jogo de aventura/puzzle. O conceito do game era simples: Quando você colocava o cartucho e ligava o aparelho, o jogo pedia para que você colocasse o GBC em uma superfícia plana (como uma mesa) e apertasse o botão A. Pronto. Dessa forma, o jogo tomava aquela angulação inicial como ângulo 0 e qualquer inclinada no portátil, por mínima que fosse, faria Kirby rolar pela tela, na direção desejada.

A precisão é máxima! Não há Kororinpa ou Mercury Meltdown que consiga competir com esse game. Genial é pouco, ainda mais quando falamos de 2001.

Nesse conceito de inclinar o GBC, está baseada toda a jogabilidade do jogo. O botão A é pressionado pouquissimas vezes durante toda a aventura e serve basicamente para atirar nosso amigo rosa, quando ele estava em algum canhão.

Para pular, você dava o chamado “totó” (levantar rapidamente o portátil para cima) e para andar, como já disse, inclinava o aparelho.
A história é tosca: Todas as estrelas sumiram de Kirby Dreamland, porque King Dedede as roubou. Sendo assim, nosso herói resolve partir em busca delas. E só.

Os gráficos e o som, são normais, nada muito diferente do padrão do GBC. Aliás o som é até meio chato, dando vontade, às vezes, de abaixar o volume do game e ir ouvir outra coisa.
O mais legal é ver que em um game em que a jogabilidade, a originalidade e a diversão brilham tanto, os quesitos mais técnicos não fazem tanta diferença assim.

O principal problema, além do som do jogo muito cheio de “plin-plin-plins” (como qualquer jogo do Kirby) é a dificuldade: É praticamente impossivel não cair diversas vezes em buracos caso você dê uma respirada mais forte. Mas nada que comprometa a diversão desse excelente game.

Que saudades, hein?

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